Cristo Redentor x Estátua da Liberdade: vídeo feito com IA transforma cartões-postais em rivais
Após ameaças de tarifas sobre produtos brasileiros, viraliza vídeo que coloca símbolos nacionais de Brasil e Estados Unidos em combate

Em meio às tensões entre Estados Unidos e Irã, as redes sociais se tornaram um importante palco da disputa de narrativas entre os dois países. Em um dos episódios mais recentes, o Brasil acabou entrando na história.
O governo iraniano e representações diplomáticas do país utiliza plataformas digitais para criticar ações e declarações de autoridades americanas. Na última sexta-feira (1º), após novas ameaças de tarifas sobre produtos brasileiros por parte do presidente Donald Trump, o Brasil se tornou protagonista de uma dessas publicações.
Em um vídeo gerado por inteligência artificial, o Cristo Redentor aparece em um combate contra a Estátua da Liberdade, principal símbolo dos Estados Unidos. Confira o vídeo abaixo:
One front. One fight. pic.twitter.com/YZWtY8ZxGY
— I.R. Iran in Tunisia🎒(تونس) (@IranembTun) June 1, 2026
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Guerra de IA
Há alguns meses, perfis ligados ao governo iraniano respondem a declarações e movimentações de autoridades americanas por meio de vídeos produzidos com inteligência artificial, geralmente com tom satírico ou crítico.
Em uma dessas publicações, um avatar representando Donald Trump aparece segurando uma pasta identificada com o nome "Epstein" antes de apertar um botão que dispara bombas. A peça sugere que ações militares estariam sendo usadas para desviar a atenção de controvérsias envolvendo o presidente americano.
A publicação que cita o Brasil foi compartilhada pela embaixada iraniana na Tunísia em seu perfil na rede social X.
Embora o Brasil não esteja formalmente envolvido nas tensões entre Estados Unidos e Irã, a estratégia de comunicação iraniana tem explorado acontecimentos internacionais e decisões do governo americano para reforçar críticas nas redes sociais.
Possíveis tarifas sobre o comércio brasileiro
Na última sexta-feira (1º), os Estados Unidos acusaram o Brasil de adotar práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano. Entre os pontos citados estão o Pix, questões relacionadas à propriedade intelectual e supostas falhas na aplicação de leis anticorrupção.
Após investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), foi proposta a aplicação de tarifas de 25% sobre uma série de produtos brasileiros.
Alguns itens considerados estratégicos pelos americanos, como café, carne e aeronaves, ficariam de fora das novas tarifas.
As medidas, no entanto, ainda não entraram em vigor. Antes da implementação, a legislação americana exige a conclusão do processo de investigação e a realização de consultas públicas para avaliar os possíveis impactos econômicos da decisão.
*Sob supervisão de Renan Dantas
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