O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Segundo o relatório, petróleo, ações e bitcoin estão reagindo quase em sincronia aos choques geopolíticos e às incertezas sobre juros nos EUA
Os mercados globais atravessam um momento de forte volatilidade, marcado pela combinação rara de tensão geopolítica, pressão inflacionária e incerteza política. Segundo relatório semanal da Binance, esse cenário cria um “equilíbrio frágil” que pode tanto abrir oportunidades de compra quanto desencadear uma reprecificação mais profunda dos ativos.
O estudo aponta que o ambiente atual ocorre em um momento sensível do ciclo político dos Estados Unidos: o ano de eleições de meio de mandato. Historicamente, esse período costuma ser o mais fraco do ciclo presidencial de quatro anos para o S&P 500, principal índice da bolsa norte-americana.
De acordo com a análise, o índice registra quedas médias de cerca de 16% entre o pico e o vale durante anos eleitorais de meio de mandato. Apesar disso, o histórico mostra um movimento oposto depois das eleições: nos 12 meses seguintes, o S&P 500 nunca teve retorno negativo desde 1939 e apresenta uma alta média de 19%.
No mercado de criptomoedas, o padrão também é positivo no pós-eleição. O bitcoin avançou, em média, 54% nos três ciclos completos registrados após eleições de meio de mandato.
O relatório destaca que a volatilidade recente foi amplificada pelo conflito envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, que provocou oscilações bruscas no preço do petróleo.
Leia Também
Em apenas sete dias, o petróleo bruto WTI passou por uma sequência dramática de movimentos: de US$ 119 para US$ 81 e depois para US$ 87. Em 10 de março, a amplitude intradiária chegou a US$ 38 — cerca de 47% — marcando um nível histórico de volatilidade.
Embora em menor escala, o bitcoin acompanhou os movimentos do petróleo e as manchetes geopolíticas quase em sincronia.
Inicialmente, os mercados reagiram de forma positiva às declarações do presidente norte-americano Donald Trump de que “a guerra terminará em breve”. Com isso, o petróleo chegou a cair 30% e o bitcoin saltou para US$ 71.800.
O sentimento, porém, mudou rapidamente após relatos sobre a instalação de minas navais e o aumento das baixas militares norte-americanas.
O próprio S&P 500 ilustra esse ambiente de narrativas conflitantes: o índice chegou a subir 1,5% em 10 de março, mas acabou fechando o dia com queda de 0,2%.
Outro indicador acompanhado de perto pelo mercado, o CBOE Volatility Index (VIX), também apresentou movimentos expressivos.
O índice caiu de 35 na semana passada para uma mínima de 23 — uma retração superior a 50%. Historicamente, quando o VIX recua após níveis acima de 35, o desempenho das bolsas tende a ser positivo no curto prazo.
Ainda assim, a Binance alerta que, desta vez, os riscos macroeconômicos permanecem sem solução clara, o que sugere que a queda recente pode refletir mais uma reação exagerada às notícias.
Além disso, os mercados de bitcoin e de ações dos EUA entraram em território de “gama negativa”, um cenário em que os movimentos de preços se tornam mais sensíveis a choques externos.
Na prática, isso significa que eventos geopolíticos podem gerar reações amplificadas nos ativos, exigindo maior cautela na gestão de risco.
O relatório também aponta um aumento recente da participação de capital norte-americano nas negociações de bitcoin.
Segundo o levantamento, o volume de negociações originado nos ETFs dos Estados Unidos voltou a crescer na última semana, sinalizando o retorno do interesse de investidores do país.
Mesmo assim, os ETFs à vista ainda representam cerca de 9% do volume total de negociação de bitcoin no mercado à vista.
Nos mercados acionários americanos, em comparação, o volume negociado por meio de ETFs costuma representar entre 30% e 40% do total. Isso indica, segundo o estudo, que a participação do capital institucional ainda tem espaço significativo para crescer ao longo do tempo.
No curto prazo, os dados de inflação dos Estados Unidos estão entre os principais catalisadores para os mercados.
O relatório destaca que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de fevereiro e o índice de gastos com consumo pessoal (PCE) serão determinantes para as expectativas sobre política monetária.
Como a recente alta do petróleo ainda não apareceu nos indicadores de inflação, uma surpresa positiva poderia adiar ainda mais os cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed).
Esse cenário poderia se combinar com os choques de oferta provocados pela guerra e criar um ambiente de preços mais próximo da estagflação.
Para os analistas da Binance, a trajetória do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã deve ser o principal fator a determinar a direção dos mercados no curto prazo.
Caso as tensões se prolonguem — ou se a remoção de minas navais demorar mais do que o esperado — o petróleo pode voltar a ultrapassar US$ 100.
Esse nível é considerado compatível com um bloqueio do Estreito de Ormuz por mais de um mês e manteria ativos de risco sob pressão.
Outro fator de preocupação é o nível de avaliação das ações, especialmente no setor de tecnologia.
Segundo o relatório, as valuations atuais — tanto em termos regionais quanto setoriais — ainda estão na metade superior da distribuição histórica dos últimos 20 anos.
Isso significa que o mercado tem pouca margem para erros, algo que já ficou evidente nas duas últimas temporadas de resultados, quando até pequenas decepções nos balanços desencadearam vendas significativas.
Além disso, os níveis de alavancagem entre investidores permanecem elevados. Fundos de hedge nos Estados Unidos seguem operando com índices altos de alavancagem bruta e líquida, o que representa um risco adicional em caso de novos choques de mercado.
Apesar do cenário desafiador, o relatório destaca que períodos de elevada incerteza costumam ser seguidos por oportunidades relevantes de investimento.
Historicamente, anos de eleições de meio de mandato tendem a trazer correções relevantes nas bolsas — em sete dos últimos dez ciclos, o S&P 500 registrou quedas superiores a 10%.
No caso do bitcoin, os três ciclos completos analisados também mostram correções expressivas durante esses anos, com queda média de 56%.
Por outro lado, uma vez que os resultados eleitorais são definidos e as incertezas diminuem, os mercados costumam iniciar ciclos de recuperação.
Nos 12 meses após eleições de meio de mandato, o S&P 500 apresentou retorno médio de 19% e nunca registrou desempenho negativo desde 1939. Já o bitcoin avançou, em média, 54% nos três anos posteriores às eleições analisadas.
Segundo a Binance, o desafio para os investidores agora é entender se o atual ambiente de instabilidade representa apenas mais um momento de correção — ou o início de um ajuste mais profundo nos preços dos ativos.
A Memvid afirma ter criado uma camada de memória capaz de permitir que sistemas de IA realmente lembrem do que foi perguntado
A estrutura passou por ondas de quase 10 metros de altura e ventos intensos antes de alcançar a Antártica.
Gigante da tecnologia pretendia captar até US$ 42 bilhões, mas interesse massivo pode colocar operação entre as maiores já registradas no mercado de bonds dos EUA
Fifa pode tomar qualquer medida que considerar necessária caso uma nação desista ou seja excluída da Copa do Mundo
BofA analisa o impacto do conflito no Oriente Médio e aponta quais empresas brasileiras oferecem o melhor colchão contra a aceleração da inflação e a alta dos juros
Considerada por muitos fãs e críticos como a melhor parte de JoJo’s Bizarre Adventure, a saga Steel Ball Run finalmente ganhará adaptação em anime. A aguardada estreia acontece no dia 19 de março, quando a plataforma de streaming lança o primeiro episódio da história criada por Hirohiko Araki. Publicada originalmente entre 2004 e 2011, a […]
Assembleia alcança consenso unânime sobre o novo líder supremo do Irã, sob o critério de ser ‘odiado pelo inimigo’
Presidente dos Estados Unidos fez novas ameaças ao Irã em seu perfil no Truth Social neste sábado (7)
Walter Maciel diz que os Estados Unidos têm algo que o Brasil não tem: uma política de Estado que olha para gerações
Governo cubano adota nova estratégia de sobrevivência diante de sanções dos EUA, que ameaçam causar um apagão total no país
De acidente natural a centro nervoso das tensões entre potências, Ormuz mostra como geografia ainda determina quem tem vantagem no tabuleiro mundial
A TAG Investimentos explica como a inteligência artificial está operando uma seleção natural no mercado de trabalho e o que isso significa para a bolsa
Brent sobe 12% em três dias com risco no Estreito de Ormuz; para o banco, Petrobras ganha fôlego para reforçar caixa e sustentar proventos
O Kospi vinha de uma valorização estrondosa de 75% no ano passado, impulsionado pelo hype da inteligência artificial
O banco avalia o choque da alta dos preços do petróleo na região e diz quem ganha, quem perde e como ficam inflação e juros no Brasil, na Argentina, na Colômbia, no Chile e no México; confira a análise
Com quedas de até 15% no ano, as empresas de software brasileiras estão no olho do furacão da IA, mas, segundo o Bank of America, a barreira de dados e a chance de proventos ainda pesam mais que o risco tecnológico
Queda de aeronave militar carregada com 18 toneladas de papel-moeda gera onda de saques e vandalismo
As agências de classificação de risco S&P Global, Fitch Ratings e Moody’s lançam um olhar sobre o Oriente Médio e dizem o que pode acontecer se o conflito durar muito tempo
O banco realizou algumas alterações na carteira de ações internacionais em março, com novas oportunidades de ganho em meio ao ciclo de juros do Fed
Bombardeio contra refinaria da Saudi Aramco coloca em xeque produção da petroleira, mas isso já aconteceu no passado — bem no ano de seu IPO bilionário