Weg anuncia dois investimentos milionários em grandes motores de crescimento da próxima década
Weg amplia capacidade em baterias e geradores para data centers, mirando o crescimento da demanda no Brasil e nos EUA nos próximos anos

Em poucos dias, a Weg (WEGE3) anunciou dois investimentos relevantes na expansão de sua capacidade tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.
De olho em armazenamento de energia e em data centers, os anúncios fortalecem a capacidade da companhia de participar do crescimento da demanda desses setores, que serão os grandes vetores de alta da companhia da próxima década, diz o Citi. Veja mais sobre os anúncios abaixo.
Se nos anos anteriores a capacidade da indústria era um dos gargalos na área de transmissão e distribuição de energia, esses anúncios podem resolver esse problema e colocar a Weg como uma das empresas bem-posicionadas para absorver essa necessidade de crescimento.
"Em outras palavras, embora a demanda por transformadores e equipamentos elétricos esteja muito aquecida, a capacidade produtiva do setor ainda é um gargalo. Assim, mesmo com uma carteira robusta de pedidos, a WEG não consegue acelerar suas entregas indefinidamente, o que faz com que o crescimento da receita dependa da expansão gradual de sua capacidade de produção", diz o BTG em relatório.
A recomendação do Citi para as ações da fabricante é neutra, enquanto do BTG é de compra.
Projeto na América do Norte
A Weg informou que planeja investir US$ 165 milhões, o equivalente a cerca de R$ 840 milhões, para expandir a capacidade de produção de geradores na América do Norte. Segundo comunicado ao mercado, o projeto será feito em duas fases e busca atender a demanda por geração de energia para aplicações críticas nos Estados Unidos, impulsionada pela expansão de data centers.
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A companhia afirmou que a iniciativa está ligada à estratégia de crescimento dos negócios incorporados com a aquisição da Marathon. Na primeira fase, a Weg prevê investimento de US$ 24 milhões para adquirir e adequar um prédio industrial ao lado do parque industrial de Quma I, em Atotonilco de Tula, no México.
A unidade será destinada à montagem de geradores, com início de operações projetado para o segundo trimestre de 2027.
Na segunda fase, a Weg planeja investir US$ 141 milhões para construir duas novas instalações industriais na América do Norte, em local ainda a ser definido. O objetivo é implantar uma estrutura verticalizada, incluindo processos como fabricação de lâminas, bobinas de baixa e média tensão, eixos e carcaças, para aumentar eficiência e competitividade.
Ao fim da segunda fase, prevista para 2030, a Weg estima elevar a capacidade global de fabricação para cerca de 50 geradores por dia em fábricas no México, EUA, Brasil e China, ante a capacidade atual de 10 geradores por dia.
Ampliação da fábrica no Brasil
Já na sexta-feira a companhia informou que está ampliando seu projeto de baterias (BEES, sigla em inglês para Battery Energy Storage System). A Weg irá expandir sua fábrica em construção em Itajaí (SC), anunciada em fevereiro deste ano.
O investimento foi elevado de R$ 280 milhões para R$ 330 milhões, para uma capacidade anual de 4 GWh, com início das operações previsto para o segundo semestre de 2027.
A empresa antecipou a ampliação de olho no primeiro Leilão de Reserva de Capacidade Armazenamento Nacional, a ser realizado em dezembro de 2026.
O armazenamento de energia deve se tornar cada vez mais importante à medida que a geração renovável intermitente continua ganhando participação na matriz elétrica brasileira. Isso porque a produção de energia solar, por exemplo, não é contínua, e esse desequilíbrio tem pressionado o sistema elétrico brasileiro.
Já as baterias podem absorver o excedente de geração durante períodos de alta disponibilidade de energia solar e eólica e liberar eletricidade em momentos de maior demanda do sistema, ajudando a reduzir a intermitência, melhorar a estabilidade da rede e potencialmente postergar parte dos investimentos necessários em transmissão e capacidade de geração, diz o BTG.
Para o BTG, o apetite da Weg pelo leilão de reserva de capacidade chama a atenção. "Gostamos da decisão da WEG de construir capacidade industrial antes da esperada aceleração da demanda brasileira por BESS, reforçando seu posicionamento como uma fornecedora cada vez mais completa de soluções de infraestrutura de energia", disse em relatório.
Com Money Times, Broadcast e Estadão Conteúdo
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