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POTENCIAL NA MINERAÇÃO

Terras raras em alta: mineradora brasileira Serra Verde é vendida por US$ 2,8 bilhões para gigante dos EUA

A transação prevê o desembolso de US$ 300 milhões em caixa e a emissão de 126,9 milhões de ações recém-criadas da USA Rare Earth

Terras rarasImagem: wildpixel/iStock

A USA Rare Earth anunciou nesta segunda-feira (20) a aquisição da mineradora brasileira de terras raras Serra Verde em um acordo avaliado em US$ 2,8 bilhões, estruturado em pagamento em dinheiro e ações.

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De acordo com o comunicado ao mercado, a transação prevê o desembolso de US$ 300 milhões em caixa e a emissão de 126,9 milhões de ações recém-criadas da USA Rare Earth. A conclusão do negócio é esperada para o terceiro trimestre de 2026.

A Serra Verde também informou ter firmado um contrato de fornecimento de 15 anos para vender 100% da produção da fase inicial de sua mina a um veículo de propósito específico (SPV) financiado por capital público dos Estados Unidos e investidores privados.

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Segundo informações da Reuters, a USA Rare Earth já havia fechado em janeiro um pacote de financiamento de dívida e capital de US$ 1,6 bilhão com o governo norte-americano, enquanto a Serra Verde assinou em fevereiro um acordo de financiamento de US$ 565 milhões com Washington.

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A CEO da USA Rare Earth, Barbara Humpton, destacou a relevância estratégica do ativo brasileiro. “A mina Pela Ema é um ativo único e o único produtor fora da Ásia capaz de fornecer, em escala, todos os quatro elementos de terras raras magnéticas”, afirmou.

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A mina da Serra Verde é considerada estratégica por sua concentração de terras raras pesadas, como disprósio e térbio, insumos essenciais para cadeias de suprimento ocidentais ligadas a ímãs permanentes e tecnologias avançadas.

A empresa iniciou a produção comercial em 2024 e ainda não atingiu sua capacidade total, estimada em cerca de 6.500 toneladas de óxidos de terras raras por ano até 2027.

A Serra Verde é controlada por fundos de private equity, incluindo Denham Capital, Energy and Minerals Group e Vision Blue, liderado por Mick Davis, ex-CEO da Xstrata.

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