🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

'IMPÉRIO' DISCRETO

Transire: a empresa brasileira que ninguém vê, mas todo mundo usa — e que agora quer IPO na Nasdaq para bancar expansão global

Com 75% do mercado brasileiro e R$ 2 bilhões em receita, a fabricante de maquininha de cartão agora aposta em ecossistema próprio. A companhia está por trás de marcas como Stone, Cielo e outras

Bia Azevedo
Bia Azevedo
25 de fevereiro de 2026
6:01 - atualizado às 9:09
Fernando Otani, Vice-presidente de negócios da Transire - Imagem: Divulgação

Foi Clarice Lispector quem escreveu que só se consegue a simplicidade por meio de muito trabalho. Se é assim, há uma empresa brasileira que encarna a ideia com precisão: a Transire. Mesmo depois de já ter simplificado a vida de quase todo brasileiro, pouquíssimos têm noção da engrenagem que ela opera.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A companhia é uma gigante na fabricação de maquininhas de cartão e outras ferramentas de pagamento, figurando entre as maiores do mundo fora da China. Após se consolidar no Brasil, a empresa agora quer crescer fora do país. Para isso, prepara uma oferta inicial de ações (IPO) e o sonho é a Nasdaq, em Nova York.

Com cerca de 75% do mercado brasileiro conquistados em uma década de estrada, segundo a própria companhia, você já deve ter interagido com ela. É o nome por trás de Stone, PagSeguro, Cielo, GetNet, Inter Pag, BTG Pay ou até mesmo de alguns totens de autoatendimento em redes de fast food ou cinema.

“Você vê nossos produtos em várias cores por aí, mas o público em geral não nos conhece porque trabalhamos ‘na cozinha’”, afirmou Fernando Otani, vice-presidente de negócios da empresa, ao Seu Dinheiro.

Segundo o executivo, a Transire teve receita anual de R$ 2 bilhões em 2025 com fabricação de 4 milhões de aparelhos por ano e média de 350 mil mensais. Hoje, não tem nenhum fundo de investimento ligado a empresa, que possui um único acionista: o fundador e CEO, Gilberto Novaes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar de sonhar com a bolsa dos gigantes da tecnologia em Wall Street, a Transire não descarta, por exemplo, uma dupla listagem com ações negociadas simultaneamente em Nova York e na B3.

Leia Também

“A gente está em um cenário muito favorável porque não precisamos fazer IPO. Queremos fazê-lo para concretizar nossa atuação internacional. Quando esse processo avançar, a abertura deixa de ser uma vontade e passa a ser elementar”, afirma Otani.

A intenção é realizar esse desejo nos próximos três anos. Para tal, a Transire conta com o suporte de uma consultoria não divulgada para realizar o desenho estratégico da operação, estabelecendo marcos que devem ser cumpridos para que o desejo vire realidade.

As metas da Transire rumo ao IPO

O primeiro marco é a consolidação do ecossistema Zire, anunciado neste ano. Até então, a Transire oferecia soluções de hardware ao “tropicalizar” soluções chinesas — ou seja, basicamente importar as tecnologias e comercializar no Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com a nova etapa, a empresa passa a ser proprietária de ponta a ponta, do hadware (a maquininha) ao software (o sistema em que ela opera), além de outros elementos, como camadas de segurança.

“Viramos, de fato, uma empresa de tecnologia. Hoje temos tecnologia e produto próprios, ainda com fornecimento chinês relevante para chips e componentes, mas com marca e ecossistema nossos”, destacou Otani.

Hoje a estrutura operacional da Transire é centralizada em uma fábrica na Zona Franca de Manaus (AM), que se divide entre as plantas especializadas para a produção de placas e montagem de dispositivos e o pós-venda, com a manutenção e reparo dos equipamentos.

A segunda meta é justamente a internacionalização — que tonaria a captação de recursos via IPO indispensável, segundo Otani. “Para um player de tecnologia, sendo bem claro, é muito difícil manter a liderança sem ter protagonismo global”, destaca o executivo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Embora já tenha escritórios operando fora do Brasil, hoje a receita internacional não é significativa para os resultados da empresa.

Atualmente, a Transire tem um escritório e um centro de serviços na Argentina, replicando as mesmas capacidades tecnológicas que possui no Brasil. O cronograma de expansão para este ano prevê a abertura no México já neste segundo trimestre, além de uma base em Portugal estruturada para atender dez países da Europa.

Embora o mercado dos Estados Unidos seja a maior ambição da companhia, Otani ressalta que ainda não há uma data definida para o início das operações por lá.

O terceiro marco é a preparação da governança da Transire. “É realmente a transformação da companhia, que é uma companhia muito jovem, com o preparo completo da governança dela para um processo de IPO”, afirma Otani.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Transire

A empresa nasceu há pouco mais de dez anos, justamente quando o mercado brasileiro de adquirência — o segmento das maquininhas e do processamento de pagamentos — começava a se abrir.

A virada veio com o fim da exclusividade entre bandeiras e adquirentes, movimento conduzido pelo Banco Central e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Até então, o mercado funcionava praticamente em regime fechado: a Cielo (então Visanet) processava com exclusividade os cartões Visa, enquanto a Rede (ex-Redecard) concentrava a Mastercard.

Com o fim desse modelo, as credenciadoras passaram a operar com múltiplas bandeiras, o que ampliou a concorrência, reduziu barreiras de entrada e abriu espaço para novos entrantes e inovação tecnológica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Foi quando surgiu a Transire, o primeiro sucesso do fundador Gilberto Novaes, que já tinha fracassado em outros empreendimentos. Ele ampliou o mercado com a criação de produtos como maquininhas sem fio.

A inovação viralizou, abrindo espaço para clientes como a PagSeguro. Desde então, o salto na produção foi rápido, saindo de 300 mil equipamentos vendidos em 2013 para a casa dos milhões em 2025. A fábrica em Manaus veio em 2015.

Para 2026, a companhia projeta um salto de 30% na receita, com metas de crescimento de dois dígitos nos próximos anos.

“No segmento de tecnologia, crescer dois dígitos é obrigação. Os ciclos são muito curtos e a Inteligência Artificial (IA) está acelerando isso. Não conseguimos fazer nada sem a ambição de crescer dois dígitos”, afirma Otani.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A explosão da IA

Inclusive, uma das grandes janelas de oportunidade para a companhia é a explosão da inteligência artificial nos últimos tempos, uma vez que os clientes estariam mais dispostos a pagar por dispositivos que consigam performar bem usando a ferramenta.

Diferente do setor de software, que teve sua dinâmica desafiada por novos produtos de IA, o hardware se beneficia do boom. Isso porque há um aumento no valor percebido pelo cliente na hora da compra.

“Se você chegasse nos varejistas há alguns anos com um equipamento com quatro núcleos de processamento, eles negariam pelo preço. Eles iriam querer o mais barato possível. Agora já conversei com executivos que, se a máquina custasse o dobro, não seria problema porque eles estão interessados no que tem a oferecer”, conta Otani.

Ou seja, agora há espaço para aumentar os preços dos produtos, com mais capacidade de processamento e tecnologia — seja uma máquina de cartão ou um toten de autoatendimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os tótens, por exemplo, passaram por uma onda de digitalização que priorizou eficiência operacional, mas não necessariamente melhorou a experiência do usuário. Agora, segundo ele, a nova etapa passa pela personalização e pela adaptação em tempo real.

“Agora, com inteligência artificial, a experiência deve deixar de ser estática e passa a se adaptar ao usuário — você conversa com o sistema como falaria com um atendente, e ele entende e personaliza o pedido na hora”, conta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CONFIANÇA RENOVADA

Embraer (EMBJ3) pode voar ainda mais alto: JP Morgan eleva preço-alvo e vê potencial de alta de 30%

10 de março de 2026 - 13:09

Banco revisa estimativas após resultados do 4º trimestre e mantém recomendação de compra para a fabricante brasileira de aeronaves

CRISE FINANCEIRA

Cosan (CSAN3) trava queda de braço com Shell sobre capitalização da Raízen (RAIZ4): “Formato atual não resolve”, diz CEO

10 de março de 2026 - 11:58

Cosan diz que modelo proposto não ataca o nó estrutural da Raízen e defende mudanças mais profundas na companhia de energia e combustíveis

TENTATIVA DE RESPIRO

Após rombo bilionário do Master, Banco de Brasília (BRB) tenta captar R$ 8,9 bilhões para reforçar o caixa

10 de março de 2026 - 11:24

Os objetivos do BRB são reforçar a estrutura de capital, fortalecer os indicadores patrimoniais e ampliar a capacidade de crescimento das operações

DÍVIDAS BATENDO À PORTA

Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) fecha acordo de recuperação extrajudicial com credores para negociar dívidas de R$ 4,5 bilhões; o que deu errado?

10 de março de 2026 - 9:08

A rede varejista afirmou que ficam de fora dessas negociações os débitos com fornecedores, parceiros e clientes, bem como obrigações trabalhistas, que não serão afetadas

BALANÇO DO 4T25

Conta da crise na Raízen (RAIZ4) chega à Cosan (CSAN3): prejuízo da holding de Ometto vai a R$ 5,8 bilhões no 4T25

10 de março de 2026 - 7:58

Apesar de bilionária, a cifra representa uma melhora de quase 40% em relação ao 4T24; veja os detaques do balanço

BALANÇO

Direcional (DIRR3) tem recorde de rentabilidade no 4T25: “é o nosso maior mérito no resultado”, diz CEO; lucro sobe a R$ 211 milhões

9 de março de 2026 - 20:07

Direcional reportou lucro líquido de R$ 211 milhões em outubro e dezembro, alta de 28% na base anual, e atingiu ROE recorde de 44%; CEO Ricardo Gontijo atribui avanço à demanda resiliente e aos ajustes no Minha Casa Minha Vida

CÂMBIO

Dólar mergulha no fechamento: como uma única declaração de Trump desarmou a tensão no mercado

9 de março de 2026 - 19:17

A moeda norte-americana terminou o pregão em baixa de 1,52%, a R$ 5,1641, menor valor de fechamento desde 27 de fevereiro

EFEITO DA GUERRA

Até quando a Petrobras (PETR4) vai aguentar? Petróleo acima de US$ 100 aumenta a pressão sobre o reajuste da gasolina

9 de março de 2026 - 19:00

Alta da commodity reacende questionamentos sobre defasagem nos combustíveis e coloca em dúvida a estratégia da estatal para segurar os preços no Brasil; veja o que dizem os analistas

QUERIDINHO DOS ANALISTAS

Ação deste banco “novato” na bolsa pode dobrar de valor — e quatro casas de análise já recomendam a compra

9 de março de 2026 - 17:15

Modelo híbrido que combina atendimento físico e banco digital para aposentados do INSS chama a atenção de analistas; descubra qual a ação

SOB PRESSÃO

Em busca de fôlego: por que a Oncoclínicas (ONCO3) está pedindo mais tempo para pagar suas dívidas

9 de março de 2026 - 13:19

Companhia chama credores e debenturistas para discutir extensão de prazos e possível waiver de alavancagem; entenda

NOVA PREFERIDA

Esqueça a Vivo (VIVT3): para o JP Morgan, há ações de telecom ainda mais interessantes na bolsa brasileira e no exterior

9 de março de 2026 - 11:49

Mesmo após melhorar as projeções para a Telefônica Brasil, banco diz que o preço da ação já reflete boa parte do cenário positivo e revela uma alternativa mais atraente

CONVERSAS AVANÇADAS

A joia da coroa: Chevron negocia compra de 30% da Ipiranga com a Ultrapar (UGPA3), diz jornal

9 de março de 2026 - 10:39

A Ipiranga não é apenas mais uma peça no portfólio da Ultrapar; é, de longe, o ativo que mais sustenta a geração de caixa do conglomerado.

REESTRUTURAÇÃO

Para não entrar pelo cano, a Dexco (DXCO3), dona da Deca e Duratex, reduz linhas de produtos e vende ativos

9 de março de 2026 - 10:02

O desafio de recolocar os negócios no prumo é ainda maior diante do desaquecimento do mercado de materiais de construção e dos juros altos, que elevaram bastante as despesas com empréstimos

RECOMENDAÇÃO

Investindo no agronegócio: Cosan (CSAN3) e Suzano (SUZB3) dominam as recomendações de analistas para março

8 de março de 2026 - 14:23

Com foco em desalavancagem e novos projetos, as gigantes do setor lideram a preferência dos especialistas

BOLSO CHEIO

Disparada no preço do petróleo pode aumentar os dividendos da Petrobras (PETR4); saiba o que esperar e o que já está no radar

8 de março de 2026 - 11:55

Estatal vai pagar R$ 8,1 bilhões aos acionistas e sinalizou que pode distribuir ainda mais dinheiro se o caixa continuar cheio

SINAL VERDE

Cade aprova transferência do controle da Braskem (BRKM5) para IG4; gestora se torna sócia da Petrobras (PETR4)

6 de março de 2026 - 19:41

Operação encerra anos de tentativas de venda da participação da Novonor e abre caminho para nova fase de gestão e reestruturação das dívidas da companhia

VENCEDORES X PERDEDORES

Petrobras (PETR4) rouba a cena e chega a R$ 580 bilhões em valor de mercado pela 1ª vez; Vale (VALE3) perde US$ 43 bilhões em uma semana

6 de março de 2026 - 19:21

Enquanto os papéis da petroleira disparam no pregão, a mineradora e os bancos perderam juntos R$ 131,4 bilhões em uma semana

PARA ALÉM DO ROE

Quem realmente cria valor nos bancos? Itaú e Nubank disparam na frente em novo ranking — enquanto Banco do Brasil perde terreno

6 de março de 2026 - 19:10

Quem realmente cria valor nos bancos? Itaú e Nubank disparam na frente em novo ranking — enquanto Banco do Brasil perde terreno, diz Safra

CHORIPÁN NO PIX

Banco do Brasil (BBAS3) passa a oferecer Pix para brasileiros em viagem à Argentina — e nem precisa ser cliente do banco

6 de março de 2026 - 17:01

Brasileiros agora podem pagar compras em lojas físicas argentinas usando Pix; veja o mecanismo

DEPOIS DO BALANÇO

Dividendos extraordinários da Petrobras (PETR4)? Estatal responde se caixa com petróleo mais caro vai parar no bolso do acionista

6 de março de 2026 - 16:14

Com Brent acima de US$ 90 após tensão geopolítica, executivos da petroleira afirmam que foco é preservar caixa, manter investimentos e garantir resiliência

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar