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Taesa (TAEE11), uma das ‘vacas leiteiras’ do setor elétrico, fecha compra bilionária de ativos da Energisa (ENGI11)

Negócio de R$ 1,5 bilhão reforça estratégia de desalavancagem da Energisa e turbina operação da Taesa em transmissão

Linha de transmissão de energia da Taesa (TAEE11
Imagem: Divulgação

Enquanto boa parte do mercado elétrico corre atrás de novos projetos para crescer, a Energisa (ENGI11) decidiu transformar ativos maduros em munição para arrumar a casa — e encontrou na Taesa (TAEE11) a compradora ideal.

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A empresa anunciou nesta quarta-feira (21) a venda de cinco ativos de transmissão para a Taesa em uma operação bilionária.

O negócio foi fechado por R$ 1,545 bilhão em valor patrimonial (equity value), mas envolve ativos avaliados em um valor de firma (enterprise value) de R$ 2,293 bilhões, considerando uma dívida líquida de R$ 748 milhões atrelada aos projetos.

“A operação está alinhada à estratégia da companhia de otimização de sua estrutura de capital e de reciclagem de capital”, afirmou a companhia, em fato relevante.

Em outras palavras, a Energisa está monetizando parte de sua plataforma de transmissão para reforçar o balanço em um momento em que o mercado volta a olhar com lupa para disciplina financeira, geração de caixa e custo de capital.

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De acordo com a Energisa, os recursos levantados com a operação serão destinados à trajetória de desalavancagem, com foco na maximização de valor para seus acionistas.

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O que a Energisa (ENGI11) está vendendo

Os ativos negociados envolvem cinco transmissoras espalhadas entre Norte e Centro-Oeste do país:

  • Energisa Tocantins Transmissora de Energia I (ETT);
  • Energisa Tocantins Transmissora de Energia II (ETT II);
  • Energisa Pará Transmissora de Energia I (EPA I);
  • Energisa Pará Transmissora de Energia II (EPA II);
  • Energisa Goiás Transmissora de Energia I (EGO).

O fechamento da operação ainda depende do cumprimento de condições precedentes tradicionais para esse tipo de transação, incluindo o sinal verde da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Mesmo após a venda, a Energisa continuará com uma operação relevante em transmissão. Segundo a companhia, a plataforma remanescente seguirá contando com cinco ativos operacionais e três projetos em construção, somando uma receita anual permitida (RAP) de R$ 777 milhões.

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Taesa (TAEE11) reforça sua máquina de receita previsível

Se para a Energisa a operação funciona como reciclagem de capital, para a Taesa o negócio reforça justamente aquilo que o mercado mais costuma premiar em transmissoras: previsibilidade de receita de longo prazo.

"A operação reflete a estratégia da Taesa de crescimento com disciplina financeira, expectativa de manutenção do perfil de crédito, eficiência operacional e alocação de capital em ativos de transmissão de alta qualidade", disse a Taesa.

Segundo a empresa, com a aquisição, ela reforça sua posição como plataforma consolidadora do setor, agregando "ativos operacionais com vencimento de longo prazo, sinergias e possibilidade de expansão futura por meio de reforços e melhorias", ao mesmo passo em que preserva sua estrutura de capital e mantém a fama de "vaca leiteira" de dividendos do setor elétrico.

Os ativos adquiridos adicionam aproximadamente R$ 291 milhões em RAP no ciclo 2025-2026 da Taesa, além de ampliarem significativamente a infraestrutura operacional da companhia.

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O pacote inclui 1.305 quilômetros de linhas de transmissão, 12 subestações e 4.494 megavolt-ampère (MVA) de potência de transformação.

Além disso, os contratos possuem prazo médio remanescente de cerca de 22 anos — um horizonte longo de geração de caixa relativamente estável.

O impacto operacional também é relevante. Segundo a Taesa, a aquisição aumenta sua capacidade de transformação em aproximadamente 33%, levando a companhia para perto de 18 mil MVA após a conclusão da operação.

*Com informações do Money Times e do Estadão Conteúdo.

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