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Fundada por um herdeiro de um dos maiores grupos de energia da Argentina e por um influencer de finanças, a Cocos saiu do zero para mais de 2 milhões de clientes e agora estreia no Brasil com a compra de parte da Warren

A Warren está mudando de dono em boa parte de sua operação. A fintech argentina Cocos acertou a compra da antiga Renascença, hoje responsável por 60% da receita da corretora brasileira, além da gestora de recursos e da área de mercado de capitais da companhia.
Os fundadores da Warren permanecerão com outros ativos ligados à empresa e já trabalham em um novo projeto de tecnologia. O valor da transação não foi divulgado.
O negócio marca a entrada da Cocos no mercado brasileiro e coloca no radar dos investidores uma fintech ainda pouco conhecida por aqui, mas que se tornou uma das empresas de investimentos que mais cresceram na Argentina nos últimos anos.
Fundada em 2021, a plataforma afirma ter conquistado mais de 2 milhões de clientes sem recorrer a rodadas de venture capital, apostando em uma estratégia baseada em tecnologia, forte presença nas redes sociais e lançamento rápido de novos produtos.
A Cocos nasceu na Argentina pelas mãos de Nicolás Mindlin, integrante da família controladora da Pampa Energía, uma das maiores empresas privadas de energia do país vizinho.
Antes de fundar a fintech, Mindlin passou cerca de 12 anos na companhia da família e chegou a ocupar o cargo de diretor financeiro. Depois, decidiu mirar um mercado que ainda tinha espaço para crescer na Argentina: o de plataformas digitais de investimentos.
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Ao seu lado está Ariel Sbdar, cofundador da Cocos e um dos rostos mais conhecidos da empresa. Com milhares de seguidores nas redes sociais, Sbdar ajudou a transformar a educação financeira em ferramenta de aquisição de clientes — uma espécie de porta de entrada para investidores iniciantes.
O resultado foi uma expansão acelerada. A Cocos tem hoje cerca de US$ 2 bilhões em ativos sob custódia, receita anualizada próxima de US$ 70 milhões e aproximadamente 200 funcionários. A empresa nasceu com um investimento inicial de US$ 50 mil dos fundadores.
O plano da Cocos é fazer do país seu maior mercado, superando a operação argentina. A ambição tem lógica. O Brasil é o maior mercado financeiro da América Latina, com uma base de investidores muito maior e uma indústria de investimentos mais desenvolvida do que a argentina.
Mas o tamanho da oportunidade vem acompanhado de um desafio proporcional. Por aqui, a Cocos encontrará um ambiente muito mais competitivo, dominado por nomes como XP, BTG Pactual, Nubank e outras plataformas digitais que já disputam a carteira dos investidores brasileiros.
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