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Companhia manteve a projeção de entregar até 85 aeronaves comerciais e até 170 jatos executivos neste ano; veja por que o BTG Pactual segue otimista com a ação

A Embraer (EMBJ3) ganhou altitude no segundo trimestre de 2026. A fabricante brasileira entregou 65 aeronaves entre abril e junho, um avanço de 7% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo documento enviado ao mercado nesta quinta-feira (2).
O número marca o melhor desempenho da companhia em entregas para um segundo trimestre nos últimos 16 anos.
Na comparação com os três primeiros meses do ano, a arrancada foi ainda mais forte: as entregas cresceram 48%. Com isso, a Embraer encerrou o primeiro semestre com 109 aeronaves entregues, cerca de 20% acima das 91 unidades registradas no mesmo intervalo de 2025.
Na aviação comercial, a Embraer entregou 20 aeronaves no segundo trimestre, incluindo seis unidades do E195-E2, atualmente o maior jato da companhia em produção nessa categoria.
O desempenho representa uma alta de 100% em relação ao primeiro trimestre, quando a fabricante havia entregue 10 aeronaves comerciais. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o crescimento foi de 5%, ante 19 entregas no período.
A aviação executiva também ajudou a puxar o resultado. A divisão entregou 45 jatos no trimestre, avanço de 55% frente aos três primeiros meses do ano e de 18% em relação ao mesmo período de 2025.
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Segundo a companhia, o resultado foi impulsionado pelo maior volume de entregas de jatos de pequeno e médio porte, em um cenário de demanda sólida no setor e ganhos de eficiência operacional.
Já o segmento de defesa & segurança não registrou entregas no período.
Para 2026, a Embraer projeta entregar entre 80 e 85 aeronaves na aviação comercial e entre 160 e 170 jatos na aviação executiva.
As estimativas representam um crescimento médio anual de cerca de 6% em ambos os segmentos.
O ritmo das entregas é um dos pontos acompanhados de perto pelo mercado, especialmente depois de um primeiro semestre mais difícil para as ações da fabricante brasileira.
Apesar da melhora operacional, a ação da Embraer encerrou o primeiro semestre em queda de 6,20%.
O desempenho foi pressionado pelo aumento da aversão ao risco provocado pela guerra no Irã, que elevou o preço do petróleo e trouxe preocupação para o setor aéreo. Com custos mais altos, companhias aéreas tendem a conter demanda no curto prazo, o que alimentou dúvidas sobre eventuais impactos nos pedidos de aeronaves.
Nesta semana, o BTG Pactual manteve a recomendação de compra para os ADRs da Embraer, negociados em Nova York, com potencial de valorização estimado em até 57%.
Na avaliação dos analistas, a fabricante brasileira vive um momento favorável, apoiado pelo crescimento da carteira de pedidos, pela melhora gradual da cadeia de suprimentos, pela aceleração das entregas e por perspectivas positivas para todas as divisões da companhia.
O banco também destaca que a Embraer segue negociando com desconto em relação a concorrentes globais, mesmo após a recuperação operacional recente.
A projeção do BTG é de crescimento consistente da receita líquida nos próximos anos. O banco estima que a receita avance de US$ 7,37 bilhões em 2025 para US$ 8,32 bilhões em 2026, chegando a US$ 8,99 bilhões em 2027.
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