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Analista aponta que expansão de medicamentos análogos ao GLP-1 pode impactar receitas e pesquisas na indústria farmacêutica na próxima década

Os brasileiros têm utilizado cada vez mais medicamentos análogos ao GLP-1, como Mounjaro e Ozempic.
Também chamados de canetas emagrecedoras, 5,5% da população brasileira já utiliza esse tipo de medicação, número superior à média global de 3,7%, segundo a Euromonitor.
A expansão desses medicamentos representa, para a indústria farmacêutica, "uma das teses mais relevantes dos próximos anos", destaca Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.
O analista recomenda as BDRs da Eli Lilly and Company (LILY34) como uma das formas mais diretas de exposição ao ciclo estrutural do GLP-1.
Spiess destaca que a empresa "combina liderança científica, escala global, forte capacidade comercial e um portfólio cada vez mais relevante em diabetes, obesidade e saúde metabólica".
Com a expansão do consumo de canetas emagrecedoras, o mercado farmacêutico pode se tornar "uma plataforma mais ampla de saúde metabólica, com potenciais desdobramentos em obesidade, risco cardiovascular, doença renal e, possivelmente, outras condições associadas ao excesso de peso", afirma Spiess.
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No início do ano, o Mounjaro, desenvolvido pela companhia, registrou R$ 850 milhões em vendas, contra R$ 453,2 milhões somados pelos três produtos da Novo Nordisk (Ozempic, Wegovy e Rybelsus), feitos à base de semaglutida.
A tirzepatida, princípio ativo dos medicamentos desenvolvidos pela Eli Lily, age em dois hormônios (GLP-1 e GIP), o que potencializa sua ação quando comparada a produtos como o Ozempic. Além disso, a empresa tem a patente garantida até 2032, enquanto a exclusividade da semaglutida caiu em março deste ano.
Para o analista, mesmo que os papéis da empresa estejam sendo negociados com expectativas elevadas, "a Eli Lily segue bem-posicionada para capturar a expansão de GLP-1 e transformar inovação médica em crescimento recorrente de receita, margem e geração de valor para o acionista."
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