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Enquanto Keeta e 99 Food disputam clientes no desconto, iFood encontra uma mina de ouro fora do delivery e agrada BTG

BTG avalia que fintech, IA, entregas de farmácia e supermercado e integração com o ecossistema da Prosus estão reduzindo a dependência do delivery tradicional

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Imagem: Shutterstock

O iFood pode estar entrando em uma nova fase de crescimento — mesmo diante de uma concorrência cada vez mais acirrada de Keeta e 99 Food. Segundo o BTG Pactual, a empresa começa a mostrar que sua expansão depende cada vez menos dos restaurantes e mais da construção de um ecossistema de serviços.

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O banco destaca a diversificação dos negócios como o principal motor da companhia daqui para frente. Segundo dados divulgados pela controladora Prosus, o iFood encerrou o ano fiscal de 2026 (abril de 2025 a março de 2026) com receita superior a R$ 10 bilhões, alta de 36% em relação ao período anterior. O Ebitda também acelerou, crescendo 40%, para R$ 2,2 bilhões.

Mas o dado que mais chamou a atenção dos analistas foi a mudança na composição das receitas. Hoje, negócios como fintech, soluções de gestão (ERP), entrega de supermercados e farmácias já representam 33% do faturamento, ante apenas 21% dois anos atrás.

Para o time de análise, isso mostra que a empresa vem conseguindo monetizar sua enorme base de usuários e parceiros muito além das tradicionais comissões cobradas sobre pedidos de restaurantes.

A fintech do iFood faturou R$ 2,5 bilhões no ano fiscal, mais que dobrando de tamanho na comparação anual e passando a responder por cerca de 25% da receita total da companhia.

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Concorrência aumenta, mas estratégia do iFood é outra

A entrada de novos competidores intensificou a disputa pelo mercado, principalmente por meio de campanhas promocionais e subsídios voltados às regiões de menor renda. Na avaliação do BTG, porém, o iFood tem optado por um caminho diferente.

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Em vez de responder apenas reduzindo preços, a companhia busca aprofundar a integração com outras empresas do ecossistema da Prosus.

Um exemplo citado pelos analistas é a Decolar, cuja operação brasileira já obtém mais de 20% da receita a partir de jornadas iniciadas dentro do aplicativo do iFood.

Para o banco, essa estratégia cria um ciclo virtuoso: quanto maior o uso da plataforma, mais dados são gerados, maior é o engajamento dos consumidores e maiores são as oportunidades de monetização em diferentes categorias.

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Inteligência artificial abre novas oportunidades

Outro ponto destacado pelo banco foi o uso crescente de inteligência artificial para expandir o mercado do iFood.

Embora o negócio principal de entrega de refeições continue crescendo perto de 20% ao ano, a administração afirmou que a próxima etapa será criar novas ocasiões de consumo, aumentando a frequência de pedidos dos clientes.

Entre as iniciativas está o Turbo, serviço de entregas ultrarrápidas, que ganhou força especialmente no segmento de farmácias. Atualmente, cerca de 70% das entregas dessa categoria são concluídas em até 20 minutos.

Segundo a companhia, algoritmos de inteligência artificial passaram a identificar restaurantes capazes de preparar refeições em menos tempo do que se imaginava, permitindo otimizar a operação e ampliar a oferta de entregas rápidas também para alimentos.

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Outra aposta é o Hits, plataforma de refeições com preços abaixo de R$ 30. Após anos de desenvolvimento, o modelo passou a ser considerado economicamente sustentável. Desde setembro, o volume de pedidos mais que dobrou e já representa cerca de 8% do total da plataforma. A meta é elevar essa participação para algo entre 15% e 20% até o fim do ano.

BTG vê vantagens estruturais

Na avaliação do BTG Pactual, o iFood segue como um dos ativos digitais mais fortes do Brasil.

Com participação estimada em aproximadamente 80% do mercado nacional de delivery de refeições, o banco acredita que a empresa está construindo vantagens competitivas cada vez mais estruturais, sustentadas por sua logística própria, pelo uso de inteligência artificial, pela elevada frequência de utilização do aplicativo e pela capacidade de integrar diferentes serviços em uma única plataforma.

Enquanto concorrentes continuam recorrendo a subsídios para conquistar usuários, o BTG avalia que o iFood entra em uma nova etapa de geração de valor, baseada no aumento da frequência de consumo, na expansão da participação nos gastos dos clientes e na monetização de seu ecossistema digital.

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Se quiser, também posso adaptar essa reportagem para ficar ainda mais no tom do Seu Dinheiro, com um título mais chamativo e um lead mais voltado ao investidor.

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