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Compra de 65% do Grupo Aster reforça a estratégia de crescimento inorgânico; BTG Pactual e Itaú BBA seguem otimistas com a tese

A GPS (GGPS3) voltou a acelerar uma das principais engrenagens de sua estratégia de crescimento: as aquisições. A companhia anunciou a compra de 65% do Grupo Aster, empresa especializada em segurança patrimonial e facilities, em uma operação que marca a terceira aquisição em aproximadamente um mês e reforça a percepção do mercado de que a empresa retomou de vez seu plano de expansão via M&As.
O Grupo Aster registrou receita bruta de R$ 154 milhões nos últimos 12 meses encerrados em maio. Como a GPS adquiriu uma participação de 65%, cerca de R$ 100 milhões dessa receita passarão a ser consolidados pela companhia.
Com isso, as ações da companhia fazem a festa na bolsa hoje, com alta de 6% por volta das 16h30, negociadas a R$ 12,36.
Na avaliação do BTG Pactual, a operação surpreende positivamente pela velocidade com que a empresa voltou a executar seu pipeline de aquisições, mesmo em um cenário macroeconômico ainda desafiador.
Para o Itaú BBA, a compra da Aster reforça que a GPS voltou a colocar o crescimento inorgânico no centro de sua estratégia. A operação sucede as aquisições da SEI e da Uniflex, anunciadas nas últimas semanas, encerrando um período de menor atividade em fusões e aquisições. No entanto, para os analistas, a companhia ainda está apenas no começo desse ciclo.
Considerando as três transações anunciadas até agora, o time de análise estima que elas acrescentarão cerca de R$ 155 milhões em receita bruta inorgânica em 2026. Como a projeção total do Itaú é de R$ 375 milhões em receitas provenientes de aquisições no próximo ano, ainda haveria aproximadamente R$ 220 milhões em novos negócios a serem incorporados.
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O BTG Pactual compartilha dessa visão. Segundo o banco, a GPS continua executando um pipeline de M&As superior a R$ 4 bilhões, o que mantém a consolidação do setor como um dos principais motores de crescimento da companhia nos próximos anos.
Além do ritmo das aquisições, os analistas destacam que o ativo adquirido apresenta elevada complementaridade com as operações da GPS.
Fundado em 2004, o Grupo Aster atende condomínios residenciais e comerciais, empresas, shopping centers e bairros planejados, empregando aproximadamente 2 mil funcionários.
A companhia atua em segurança patrimonial armada e desarmada, portaria remota, monitoramento, projetos de segurança eletrônica, além de serviços de recepção, controle de acesso, limpeza, manutenção predial e bombeiro civil. Sua atuação está concentrada na cidade de São Paulo e em municípios do interior, como Campinas, Limeira e Araraquara.
Para o BTG, justamente por operar nas áreas tradicionais de segurança e facilities, a integração deve ocorrer sem grandes dificuldades, reduzindo os riscos normalmente associados às aquisições.
Apesar do entusiasmo com a estratégia de expansão, Itaú e BTG ponderam que o curto prazo ainda deve trazer alguns desafios operacionais.
O Itaú espera um segundo trimestre mais fraco para a companhia, enquanto o BTG afirma que o mercado continuará acompanhando a evolução da integração, os custos relacionados à mão de obra e os possíveis impactos das discussões sobre legislação trabalhista e a segunda fase do Sistema S.
Ainda assim, ambos consideram que esses fatores não comprometem a tese estrutural da empresa.
O otimismo aparece também nas recomendações dos bancos. O Itaú BBA manteve recomendação Outperform, equivalente à compra, e preço-alvo de R$ 20 para o fim de 2026, enxergando potencial de valorização de cerca de 71,5% sobre a cotação utilizada no relatório.
Já o BTG Pactual reiterou recomendação de compra com preço-alvo de R$ 24 para os próximos 12 meses, o que implica um upside de aproximadamente 106%.
Para o banco, a GPS permanece como uma das empresas mais bem posicionadas para capturar a tendência estrutural de terceirização de serviços no Brasil, combinando escala nacional, histórico consistente de integração de aquisições e elevada capacidade de consolidar um mercado ainda bastante pulverizado.
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