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A fabricante de carros elétricos de Elon Musk entregou 480.126 unidades no segundo trimestre, acima das projeções do mercado e da própria empresa

Nem mesmo uma surpresa positiva nas entregas foi suficiente para segurar as ações da Tesla (TSLA) em Wall Street nesta quinta-feira (2). Os papéis da fabricante de veículos elétricos de Elon Musk, negociados na Nasdaq — a bolsa norte-americana de tecnologia — fecharam em queda de 7,49%, a US$ 393,45.
O tombo veio apesar de a companhia divulgar números de produção e entregas do segundo trimestre acima das expectativas do mercado. O foco dos investidores, porém, ficou em outro ponto: o tombo das vendas na América do Norte e os sinais sobre a rentabilidade da empresa.
A fabricante informou que entregou 480.126 veículos em todo o mundo entre abril e junho. O número representa um avanço de 25% em relação ao início de 2025, período em que a imagem da marca foi abalada.
O resultado também superou com folga a estimativa consensual dos analistas da FactSet, que apontava para 401 mil unidades, e a projeção elaborada pela própria Tesla, de 406.024 veículos.
Além das entregas, a Tesla informou que produziu 451.758 veículos no segundo trimestre, acima dos 410.244 registrados no mesmo período do ano anterior.
Ainda assim, a reação dos investidores foi negativa. O motivo está no outro lado do balanço operacional: as vendas na América do Norte despencaram 21%, colocando em dúvida a força da recuperação da companhia em seu principal mercado.
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A pressão ocorre em meio ao fim de incentivos para a compra de veículos elétricos, incluindo o crédito fiscal federal de US$ 7.500, equivalente a cerca de R$ 38,9 mil, eliminado pelo governo de Donald Trump.
O desempenho reforça o momento delicado atravessado pela Tesla. Ao longo do primeiro semestre de 2025, a fabricante já vinha sendo pressionada pelo aumento da concorrência no mercado de veículos elétricos, um segmento que deixou de ser território quase exclusivo da companhia de Elon Musk.
Mas o desgaste da marca também teve peso relevante. A imagem da Tesla sofreu com as polêmicas envolvendo o trilionário, especialmente por causa da aproximação de Musk com Donald Trump e com governos de extrema direita na Europa.
A associação gerou desgaste para a marca e levou a empresa a se tornar alvo de protestos, apelos ao boicote e até atos de vandalismo.
Embora Musk e Trump tenham se distanciado há aproximadamente um ano, os efeitos sobre a percepção da marca ainda rondam a empresa do primeiro trilionário do mundo.
A companhia, com sede em Austin, no Texas, divulgará os resultados financeiros completos do segundo trimestre em 22 de julho.
Em comunicado, a Tesla pontuou que os números de produção e entregas, isoladamente, “não devem ser considerados um indicador dos resultados financeiros trimestrais”.
Segundo a empresa, o desempenho financeiro também depende de fatores como preços médios de venda, custos e variações cambiais.
No primeiro trimestre de 2026, a Tesla registrou queda de 14,4% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado, frustrando as expectativas do mercado.
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