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Demanda supera oferta em seis vezes e pode levar fintech a valer US$ 2,6 bilhões na bolsa norte-americana

Faltando apenas dois dias para a estreia na Nasdaq, o PicPay já virou sensação em Wall Street: a procura por suas ações disparou e superou em seis vezes a oferta inicial. Foram cerca de US$ 3 bilhões em pedidos, contra uma base de US$ 500 milhões, segundo o jornal O Estado de S. Paulo.
Com tamanha corrida, o mercado aposta que o preço das ações ficará entre o meio e o topo da faixa indicativa, de US$ 16 a US$ 19. A decisão final será revelada na quinta-feira (29), logo após o fechamento do pregão em Nova York.
Fontes ouvidas pelo jornal afirmam que a demanda vem de fundos “long only”, com visão de longo prazo, além de investidores ligados ao universo da tecnologia e das fintechs. Se a companhia conseguir precificar no teto da faixa, chegará à bolsa norte-americana avaliada em US$ 2,6 bilhões.
A fintech, apoiada pela J&F Investimentos dos irmãos Wesley e Joesley Batista, retoma agora um plano que havia sido desenhado em 2021. Curiosamente, a última oferta pública inicial de ações (IPO) de uma empresa brasileira fora do país também aconteceu naquele ano: o Nubank.
O PicPay pretende ser listado na Nasdaq sob o símbolo “PICS”. O banco deve usar o dinheiro captado dos novos sócios para capital de giro, despesas operacionais, requisitos regulatórios e para financiar a aquisição da Kovr Seguradora.
Adquirido em 2015 pelo Banco Original, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, o PicPay passou por diversas transformações, mas ganhou a forma atual depois que passou a concentrar as operações de varejo do banco.
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Assim como outras fintechs, o PicPay está de olho no bolso do investidor internacional e escolheu a Nasdaq para a abertura de capital. A operação pode reforçar o caixa da empresa em até US$ 434 milhões (R$ 2,3 bilhões).
Em setembro, o banco digital contava com 42,1 milhões de clientes ativos. Aproximadamente um terço deles tem o PicPay como conta principal.
Uma parte da demanda das ações já está garantida com a entrada da Bicycle Capital. A empresa de Marcelo Claure (ex-Softbank) se comprometeu a ancorar o IPO com um cheque de US$ 75 milhões.
*Com informações do Estadão, Reuters e Money Times
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