Petrobras (PETR4) a R$ 64, Prio (PRIO3) a R$ 74 ou PetroReconcavo (RECV3) a R$ 16: saiba qual petroleira vale mais a pena agora
Com o Brent em alta, o Itaú BBA revisou seus modelos para as petroleiras brasileiras; confira que esperar de Petrobras, Prio e PetroReconcavo após a atualização que elevou os preços-alvo do setor

A guerra entre EUA e Irã colocou o petróleo no centro das decisões de investimento, forçando analistas a revisarem modelos para o setor. O Itaú BBA foi um deles. O banco atualizou projeções para Petrobras (PETR4), Prio (PRIO3) e PetroReconcavo (RECV3).
A revisão das estimativas parte do princípio de que o prêmio de risco deve permanecer elevado por um período prolongado, mesmo após uma eventual diminuição do conflito.
O BBA agora projeta o barril de Brent em US$ 80 em 2026 ante previsão de US$ 62. Para 2027, a projeção saiu de US$ 60 para US$ 75 e, no longo para, aumentou de US$ 60 para US$ 70.
Nesta segunda-feira (6), o Brent para junho avançou 0,68%, a US$ 109,77 o barril, enquanto o WTI para maio teve alta de 0,77%, a US$ 112,41.
Prio: o rali cansou?
A principal mudança no relatório é a alteração da recomendação de PRIO3 de compra para neutra. Segundo o BBA, a decisão é estritamente baseada em valuation.
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Após uma valorização acumulada de 64% no ano, o modelo de fluxo de caixa descontado (DCF) indica um potencial limitado de valorização adicional. O novo preço-alvo foi fixado em R$ 74 para o final de 2026, de R$ 51 anteriormente.
"Os retornos esperados parecem estar mais associados à geração antecipada de caixa, e menos a uma nova reprecificação do valuation", afirmam os analistas.
Ainda assim, a Prio segue como a empresa mais alavancada aos movimentos de curto prazo da commodity na cobertura do banco.
Petrobras e PetroReconcavo: dividendos e desafios operacionais
Para a Petrobras, o BBA manteve a recomendação de compra e elevou o preço-alvo de R$ 43 para R$ 64.
A tese para a estatal se sustenta na geração robusta de caixa, beneficiada não apenas pela valorização do petróleo, mas também pelas margens de refino.
O banco projeta um dividend yield (retorno de dividendos) de cerca de 10% — com Brent a US$ 80 — e um fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE) de 14%.
No caso da PetroReconcavo, o preço-alvo foi elevado de R$ 13 para R$ 16, mas a recomendação segue neutra.
Segundo o BBA, a companhia enfrenta desafios para sustentar o crescimento da produção diante do declínio natural dos campos, o que tem exigido altos investimentos sem retorno imediato em volume.
O banco enxerga um FCFE yield de 9% para 2026, mas ressalta que uma eventual reprecificação depende da execução de projetos mais simples incorporados na última certificação de reservas.
| Empresa | Ticker | Recomendação | Preço-alvo |
|---|---|---|---|
| Petrobras | PETR4 | Compra | R$ 64 |
| Prio | PRIO3 | Neutra | R$ 74 |
| PetroReconcavo | RECV3 | Neutra | R$ 16 |
Conteúdo Empiricus
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