🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

APÓS O BALANÇO

“O país não deveria aceitar que um novo Banco Master possa acontecer de novo”, diz CEO do Santander Brasil (SANB11)

Durante teleconferência de balanço do Santander Brasil, o CEO Mario Leão comentou o caso do Banco Master e revelou o que esperar da estratégia do banco daqui para frente

Camille Lima
Camille Lima
4 de fevereiro de 2026
11:51 - atualizado às 11:52
O CEO do Santander Brasil (SANB11), Mario Leão.
O CEO do Santander Brasil (SANB11), Mario Leão. - Imagem: Divulgação

É raro que um tema de fora da pauta oficial consiga interromper uma coletiva de resultados de um grande banco. O caso Banco Master foi um deles. Ao comentar o episódio que se tornou símbolo de falhas graves de governança e supervisão no sistema financeiro, Mario LeãoCEO do Santander Brasil (SANB11), afirma: “o país não deveria aceitar que um novo Banco Master pudesse acontecer.” 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Leão, o caso não se limita às perdas financeiras de investidores e clientes do banco. Mais que isso, testa toda a regulamentação financeira brasileira — além da capacidade do sistema de evitar que distorções semelhantes voltem a ganhar escala no futuro. 

Questionado sobre o impacto financeiro do episódio para o Santander, especialmente diante da necessidade de recomposição do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o executivo foi cauteloso. Disse que não poderia antecipar números e deixou claro que o processo agora está nas mãos do regulador. 

Segundo ele, o FGC deve demandar os fundos e o regulador avalia como essa recomposição deve acontecer. Ou seja, essa decisão não cabe aos bancos.  

"Há um desafio de recomposição e, principalmente, de evolução das regras para que uma situação como essa não volte a acontecer”, disse o executivo em entrevista coletiva com jornalistas na manhã desta quarta-feira (4). “É um tema institucional do país”, acrescentou. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar da contundência da fala, o tema ocupou apenas alguns minutos finais do encontro com jornalistas.  

Leia Também

O foco da reunião era outro: os números do quarto trimestre e, sobretudo, revelar os próximos passos do Santander Brasil em um cenário de crédito mais seletivo, juros ainda elevados e pressão crescente por rentabilidade. 

Vem OPA do Santander Brasil pela frente? 

Nos bastidores do mercado, um velho rumor voltou a circular com força nos últimos dias: faria sentido o Santander manter o capital aberto no Brasil, com um free float reduzido, em meio a um nível tão robusto de capital na matriz espanhola?  

A especulação sobre uma possível saíra da B3 ganhou tração justamente quando investidores começaram a recalibrar expectativas sobre onde o grupo espanhol colocaria seu capital.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas, na noite anterior à coletiva, o cenário mudou: o Santander anunciou a aquisição do banco norte-americano Webster Bank por US$ 12,2 bilhões. A operação, inevitavelmente, consome parte relevante do excesso de capital do grupo — que poderia seria usado em uma eventual OPA da filial brasileira. 

Na visão de Mario Leão, isso não altera o papel estratégico do Brasil — nem coloca ou elimina uma OPA do radar imediato da administração. 

“Não é uma decisão que nos cabe. Nossa responsabilidade é continuar crescendo, gerar capital para o grupo e apontar a direção certa. Todo o resto é especulação.” 

Segundo o executivo, a expansão nos Estados Unidos reforça, e não diminui, a importância do Santander Brasil, gerador de caixa, dentro da estratégia de expansão global. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O Brasil é um dos maiores geradores de capital do grupo, logo, a necessidade de crescimento do grupo depende muito do crescimento do país”, disse o executivo.  

Crescer menos, escolher melhor – exceto na alta renda 

No passado recente, o Santander Brasil chegou a sentir os efeitos de uma deterioração mais ampla da inadimplência. Agora a estratégia é outra. O banco decidiu trocar velocidade por precisão. A palavra de ordem é seletividade. 

“Não acordamos pensando em crescer mais do que A, B ou C. Queremos crescer desproporcionalmente nos segmentos que escolhemos e, quando possível, ganhar do mercado”, afirmou Leão. 

Esses segmentos têm nome e sobrenome: alta renda e pequenas e médias empresas (PMEs).  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao mesmo tempo, o banco trabalha para reduzir, de forma gradual, a exposição à baixa renda, para reequilibrar o risco da carteira. 

Apesar disso, mesmo com essa postura mais conservadora, os indicadores de qualidade de crédito ainda mostraram deterioração no quarto trimestre, especialmente em portfólios específicos. 

Quanto à ambição no segmento de alta renda, o CEO do Santander Brasil afirma: “se não crescermos dois dígitos na alta renda, não teremos feito um bom trabalho.” 

O plano passa por crescer de forma desproporcional nesses clientes, enquanto a carteira de baixa renda encolhe relativamente. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Agronegócio e baixa renda ainda pressionam Santander 

Segundo o CFO do Santander Brasil, Gustavo Alejo, o banco segue vendo pressão em determinadas carteiras — com destaque para o agronegócio, especialmente entre pequenas empresas, e para o crédito de baixa renda de pessoa física. 

“Com um ano ainda de Selic alta, é natural que existam eventos de crédito”, disse Alejo sobre inadimplência de grandes empresas. “Veremos mais pressão em provisões.” 

Para 2026, a expectativa da administração é de uma dinâmica mais favorável, sobretudo nos segmentos de médias e grandes empresas, justamente nos quais o banco precisou reforçar provisões ao longo de 2025, diante de reestruturações e pedidos de recuperação judicial. 

Ainda assim, Leão faz questão de lembrar que, mesmo que o ciclo de afrouxamento monetário comece no Brasil nos próximos, uma Selic terminal em torno de 12% ao ano (se chegar a tanto) continuará sendo elevada. O ambiente seguirá difícil para o crédito — e a gestão terá de ser fina. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O caminho do Santander até o ROE de 20% 

Esse processo de redução de risco é um tema recorrente no discurso do CEO. Apesar dos solavancos no curto prazo, Leão afirma que a estratégia exige tempo.  

Não se trata de eliminar carteiras inteiras, mas de ajustar o estoque, reduzir gradualmente os segmentos mais arriscados e fazer com que, trimestre após trimestre, o portfólio agregado fique mais saudável. 

O objetivo é levar o Santander Brasil de volta a um ROE em torno de 20% no curto a médio prazo. “20% não é o patamar final. Depois vem 22%, 23%. Mas essa jornada não se resolve no próximo trimestre”, acrescentou Leão. 

IPOs na bolsa brasileira voltam ao radar 

Além do crédito, o Santander também vê sinais de retomada no mercado de capitais. A expectativa é de que ofertas iniciais de ações (IPOs) voltem a ganhar tração na B3 já na primeira metade do ano.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“É difícil antecipar. Precisam ser histórias resilientes, com resultados recorrentes. Acredito que teremos isso do segundo trimestre em diante”, prevê o CEO. 

Na renda fixa, a leitura é de continuidade da performance positiva: o Brasil deve permanecer em um patamar “bastante alto” de emissões, refletindo a atratividade do CDI, segundo o CEO. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
RESULTADO

Santander Brasil (SANB11) tem melhor lucro em 4 anos e ROE sobe a 17,6% — mas inadimplência acende alerta no 4T25

4 de fevereiro de 2026 - 6:32

Banco entrega resultado acima do esperado em meio a rumores de OPA, enquanto saúde da carteira de crédito segue no radar; veja os destaques do balanço

HORA DE COMPRAR

Vivara (VIVA3): nem ouro e prata caros tiram ação da lista de queridinhas. Por que BTG e Santander seguem tranquilos?

3 de fevereiro de 2026 - 19:02

BTG Pactual e Santander avaliam que os riscos de curto prazo foram exagerados e mantêm recomendação de compra para a ação

VAI PINGAR POUCO?

A torneira de dividendos da Petrobras (PETR4) vai fechar? Os motivos para o Bradesco BBI cortar a recomendação das ações da petroleira

3 de fevereiro de 2026 - 16:55

Analistas do banco apontam fundamentos frágeis para o petróleo e riscos na agenda da estatal, mas o mercado segue otimista com Ibovespa em recorde

HORA DE COMPRAR

A máquina de aquisições parou, e o BTG Pactual gostou: por que a Allos (ALOS3) virou a “queridinha” do banco?

3 de fevereiro de 2026 - 16:30

Deixando para trás uma política mais agressiva de M&As (fusões e aquisições), a empresa agora foca em gerar valor ao acionista — e o BTG Pactual gostou bastante da alteração na rota

ANTES DO BALANÇO

Santander Brasil (SANB11) pode sair da bolsa brasileira? Citi vê OPA no horizonte, enquanto mercado aguarda balanço do 4T25

3 de fevereiro de 2026 - 16:02

Com capital sobrando e foco em eficiência, grupo espanhol avalia simplificação da estrutura — e Brasil pode estar no radar, de acordo com o banco norte-americano

VEJA QUAL É

O setor açúcar e etanol anda mal, mas o Itaú BBA acredita que esta ação deve estar na carteira — potencial de alta é de 36%

3 de fevereiro de 2026 - 15:01

Banco iniciou cobertura do papel com recomendação de compra, apesar do cenário adverso para o segmento

Bilionários

Como fechar lojas devolveu a um empresário o posto de terceiro homem mais rico do mundo — ao menos momentaneamente

3 de fevereiro de 2026 - 12:58

Jeff Bezos viu sua fortuna crescer com o anúncio de fechamento de lojas físicas da Amazon Go e Fresh.

TOP 1

Elon Musk junta SpaceX e xAI em negócio de US$ 1,25 trilhão e vai direto para o topo do ranking histórico das megafusões

3 de fevereiro de 2026 - 11:45

A incorporação da xAI pela SpaceX coloca a jogada de Elon Musk no topo do ranking histórico das maiores fusões e aquisições da história

FÔLEGO CURTO

Caso Fictor: Justiça concede “fôlego” de 30 dias à holding — mas sob suspeita de pirâmide financeira

3 de fevereiro de 2026 - 11:32

Decisão liminar concede alívio parcial à holding, mas impõe uma perícia para investigar acusações de fraude e capital inflado

VEJA OS DETALHES

Correndo para sair da recuperação judicial, Azul (AZUL53) anuncia mais uma oferta de ações que pode movimentar R$ 5 bilhões

3 de fevereiro de 2026 - 10:40

Oferta de ações faz parte do plano sob o Chapter 11 e busca reduzir dívidas e atrair capital de longo prazo

A FATURA DA FRAUDE

Investidores da Americanas (AMER3) cobram R$ 12,8 bilhões e tentam fazer ex-controladores pagarem a conta da fraude

3 de fevereiro de 2026 - 10:03

Acionistas alegam prejuízos causados por demonstrações financeiras fraudadas e pedem responsabilização de Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles após o colapso da empresa, em 2023

PRÉVIA DOS BALANÇOS

Quem aguenta o tranco? Itaú e Bradesco no topo, Banco do Brasil na berlinda. O que esperar dos resultados dos bancos no 4T25

3 de fevereiro de 2026 - 6:12

Santander abre a temporada e dá o tom para Itaú, Bradesco, BB e Nubank; veja as apostas dos analistas

IA DE OUTRO MUNDO

O homem do US$ 1 trilhão: Elon Musk confirma fusão da SpaceX e xAI para criar o “motor definitivo” de inovação

2 de fevereiro de 2026 - 19:58

Ele confirmou o que a imprensa gringa já dava como certo: o casamento entre a gigante de foguetes e a startup de inteligência artificial; objetivo agora é levar o processamento de IA para fora da Terra

NEGÓCIO FECHADO

Totvs vende Dimensa para Evertec em operação bilionária e reforça foco em IA

2 de fevereiro de 2026 - 19:45

Com a transação de R$ 1,4 bilhão, a multinacional de Porto Rico, que já é dona da Sinqia, avança no mercado brasileiro

BASE DO PEDIDO DE RJ

A Fictor Alimentos (FICT3) é a aposta central da holding para se reestruturar — mas balanço mostra que talvez ela não ‘segure as pontas’

2 de fevereiro de 2026 - 18:50

Dependente de arrendamentos e com caixa pressionado, braço de alimentos é peça central na estratégia da Fictor para evitar o colapso da holding. Mas será que isso faz sentido?

ENDIVIDADA

Raízen (RAIZ4) despenca e volta a valer menos de R$ 1 na bolsa; entenda o que afeta a ação

2 de fevereiro de 2026 - 14:04

A empresa de energia, que atua com cultivo de cana-de-açúcar, produção de etanol, açúcar e bioenergia, anunciou mudanças no seu conselho de administração

RISCO GRAVE

Refit vai à justiça contra interdição total determinada pela ANP; agência rebate críticas

2 de fevereiro de 2026 - 13:15

A refinaria estava parcialmente fechada desde outubro, sob suspeita de crimes contra a ordem econômica e tributária

A HISTÓRIA DE UMA CRISE

Quem é o Grupo Fictor, patrocinador do Palmeiras, e por que entrou em crise depois que tentou comprar o Banco Master

2 de fevereiro de 2026 - 12:38

Grupo expandiu rápido, diversificou negócios e atraiu investidores com promessas ambiciosas. Mas afirma que não resistiu ao efeito dominó da crise do Banco Master

INCORPORAR TODOS OS PAPÉIS

Sabesp (SBSP3) inicia processo de OPA para comprar ações remanescentes da EMAE (EMAE3); veja valor por ação

2 de fevereiro de 2026 - 11:02

A EMAE opera um sistema hidráulico e gerador de energia elétrica, localizado na região metropolitana de São Paulo, com reservatórios, canais, usinas e estruturas associadas

UPGRADE DUPLO

Privatização muda o jogo da Copasa (CSMG3), e JP Morgan eleva os papéis de venda para compra; ação sobe na B3

2 de fevereiro de 2026 - 10:58

Se a empresa conseguir cortes de custos de 50% e volumes de água maiores, o potencial de alta chega a 90%, segundo os analistas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar