Correndo para sair da recuperação judicial, Azul (AZUL53) anuncia mais uma oferta de ações que pode movimentar R$ 5 bilhões
Oferta de ações faz parte do plano sob o Chapter 11 e busca reduzir dívidas e atrair capital de longo prazo

A Azul (AZUL53) deu mais um passo no seu plano de reestruturação ao protocolar o pedido de registro de uma oferta pública primária de ações ordinárias. Pelos números divulgados pela companhia, a operação pode movimentar até R$ 5 bilhões.
A oferta faz parte do processo de recuperação da aérea nos Estados Unidos, conduzido sob o Chapter 11 (a lei de falências de lá), e tem dois objetivos centrais: levantar novos recursos e transformar parte das dívidas em capital próprio.
Esse movimento atinge principalmente os débitos ligados ao financiamento DIP (Debtor in Possession), um empréstimo para empresas em dificuldade.
A distribuição será dividida entre acionistas da companhia, por meio de uma oferta prioritária, e investidores profissionais, no âmbito da oferta institucional. Também está prevista a colocação privada de ações no exterior.
Na prática, a operação busca reduzir o endividamento e trazer investidores institucionais com perfil de longo prazo para sustentar o plano.
Para quem já é acionista, o principal efeito é uma diluição ainda maior da participação. Cabe lembrar que esse é só mais um dos eventos que causaram esse efeito ao longo da reestruturação da companhia.
Leia Também
Como será feita a operação anunciada pela Azul?
Para dar mais previsibilidade à captação, a Azul informou ter firmado compromissos de investimento que somam até US$ 951 milhões, o equivalente a cerca de R$ 5 bilhões na cotação atual.
A United Airlines se comprometeu a subscrever até US$ 100 milhões em ações, operação que ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Já um grupo de investidores âncora assumiu compromissos de até US$ 750,75 milhões, com possibilidade de um aporte adicional de US$ 101,5 milhões.
Além disso, detentores de títulos de dívida da companhia — incluindo notas de primeira e segunda linha e papéis ligados ao financiamento DIP — poderão converter créditos em ações.
Ações a preço irrisório
O preço estimado por ação foi fixado em R$ 0,000001469, valor que reflete os termos do plano de reestruturação e um desconto de 30% sobre o valor econômico da Azul definido no processo.
Por questões operacionais da B3, as ações serão ofertadas em cestas de 129,6 milhões de papéis, ao custo estimado de R$ 190,38 por unidade.
Antes da liquidação da oferta, a companhia prevê realizar um grupamento de ações na proporção de 75 para 1, tema que será submetido à assembleia marcada para 12 de fevereiro. Após o grupamento, cada cesta passará a representar 1,73 milhão de ações.
A Azul informou ainda que a operação poderá ser concluída mesmo de forma parcial, desde que seja atingido um volume mínimo de captação de aproximadamente R$ 3,95 bilhões.
Caso esse patamar não seja alcançado, a oferta será cancelada e os valores eventualmente depositados serão devolvidos aos investidores. A coordenação da operação ficará a cargo do UBS BB.
ALÍVIO ADIANTE?
Cosan (CSAN3) dispara quase 20% em dois dias com aposta em desalavancagem e possível venda de fatia da Compass
6 de novembro de 2026 - 13:08NOVA FRONTEIRA
Revolut prepara ofensiva de US$ 1 bilhão na América Latina: o plano da fintech para crescer no Brasil e conquistar novos mercados
6 de novembro de 2026 - 6:33VAI PINGAR
Dividendos e JCPs: Sabesp (SBSP3) vai depositar R$ 2,6 bilhões — e ainda dá para aproveitar
5 de novembro de 2026 - 19:58BALANÇO 3T26
Fleury (FLRY3): Lucro cresce 42,9% no 3T26 e bate expectativa; CEO detalha planos para sustentar o crescimento
5 de novembro de 2026 - 18:11SD ENTREVISTA
“A arte está em saber quem merece crédito”: o recado do ABC Brasil (ABCB4) para empresas em meio à pressão dos juros
5 de novembro de 2026 - 16:31É DINHEIRO OU NÃO É?
Após OPA da Helbor (HBOR3), HBR Realty (HBRE3) vende ativos a FII por quase R$ 1 bilhão; ações sobem 6%
5 de novembro de 2026 - 14:18ENTROU EM PROMOÇÃO?
Ações com desconto? Queda de 9% é oportunidade para Méliuz (CASH3) após balanço, segundo dois bancões; entenda
5 de novembro de 2026 - 14:18EMPRESAS
Cosan (CSAN3) está barata demais? UBS-BB vê oportunidade após tombo de 40% e aponta o que pode destravar valor
5 de novembro de 2026 - 13:58O QUE AGRADOU?
Ação da C&A (CEAB3) dispara até 10% após trimestre melhor do que o temido pelo mercado; veja os destaques
5 de novembro de 2026 - 13:25ONDE INVESTIR NO VAREJO?
Juros mais altos por mais tempo: Citi rebaixa Magazine Luiza (MGLU3), eleva Alpargatas (ALPA4) e muda apostas no varejo
4 de novembro de 2026 - 14:45AMBIÇÃO RENOVADA
Revolut chega a US$ 115 bilhões e já vale mais que o dobro do Nubank; o que está por trás da aposta dos investidores
4 de novembro de 2026 - 12:35CENÁRIO MAIS APERTADO
“É preciso ser realista”: CEO do Itaú (ITUB4) revela como o banco pretende equilibrar crédito e rentabilidade em 2027
4 de novembro de 2026 - 11:56MAIS UMA PARA A LISTA
Aeris (AERI3) recorre à recuperação extrajudicial para lidar com dívida de R$ 1,52 bilhão
4 de novembro de 2026 - 10:06PECHINCHA ENTRE OS BANCÕES
Nem na crise de 2016 o Bradesco (BBDC4) ficou tão barato: o que o Morgan Stanley está vendo após o tombo de quase 40% desde as eleições
4 de novembro de 2026 - 8:56RESULTADO
Itaú (ITUB4) lucra R$ 12,6 bilhões no 3T26, em linha com o esperado; veja o que pesou no balanço
3 de novembro de 2026 - 18:37CAIU DEMAIS?
Nubank (NU): XP vê duas cartas na manga para roxinho; saiba o potencial da ação
3 de novembro de 2026 - 17:47PRÉVIA DO BALANÇO
Após decepção dos rivais no 3T26, é a vez de o Itaú (ITUB4) mostrar por que joga em outra liga; veja o que esperar do balanço
3 de novembro de 2026 - 6:02ALÔ, É UM SER HUMANO?
Fim da secretária eletrônica? Empresas terão de oferecer atendimento humano obrigatório no SAC; veja o que muda
2 de novembro de 2026 - 14:00O TEMPO FECHOU
Chilli Beans vê o sol se esconder: rede de óculos escuros pede recuperação extrajudicial; entenda os próximos passos da empresa
1 de novembro de 2026 - 10:35TIRANDO O CAVALINHO DA CHUVA