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BTG Pactual e Santander avaliam que os riscos de curto prazo foram exagerados e mantêm recomendação de compra para a ação
Ao longo do último ano, a Vivara (VIVA3) foi uma das teses mais consensuais do varejo brasileiro entre analistas e gestores, dada a solidez dos resultados e o crescimento robusto. Para 2026, no entanto, algumas dúvidas pairam sobre a ação, em especial o forte avanço dos preços de ouro e prata — um dos grandes motivos por trás da queda de 14% dos papéis em um mês.
O Santander, no entanto, não parece muito preocupado com os preços dos metais, que avançam no ano apesar de terem despencado com a indicação de Kevin Warsh à presidência do Federal Reserve, diante da expectativa de uma postura mais agressiva em relação aos cortes de juros.
Na visão dos analistas do banco, o mercado está reagindo de maneira exagerada aos riscos de curto prazo. "A cobertura de estoques permite que os reajustes de preços sejam feitos de forma gradual, reduzindo o impacto imediato sobre a elasticidade da demanda e as margens”, escreveram em relatório.
Na análise do time, um aumento de aproximadamente 9% no preço dos produtos feitos de prata seria suficiente para compensar o impacto de uma alta de 100% na cotação do commodity.
O BTG Pactual, por sua vez, aponta que o ouro representa cerca de 80% do valor material dos produtos da marca Vivara, enquanto a prata representa cerca de 50% do conteúdo material da marca Life, focada em joias mais acessíveis.
Essa distinção é fundamental: a inflação do ouro afeta diretamente os preços e a acessibilidade das joias finas, enquanto a inflação da prata influencia principalmente as categorias impulsionadas pelo volume e de rotação mais rápida.
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“A administração destacou que a Life historicamente não exigiu ajustes de engenharia de produto para compensar a volatilidade da prata. No entanto, a persistência dos preços elevados dos metais representa um desafio operacional mais complexo, exigindo respostas diferenciadas por marca, em vez de uma abordagem de preços uniforme”, escrevem os analistas do BTG em relatório.
Segundo o banco, a administração já sugeriu que picos de commodities historicamente foram bons para a empresa, uma vez que ela conseguiu ganhar participação de mercado e margem, uma vez que os preços tendem a ser repassados acima da inflação dos custos.
Essa dinâmica é sustentada, primeiro, pelas margens elevadas da prata. Como o lucro sobre esses produtos é estruturalmente alto — cerca de oito vezes o custo —, menos de metade de uma eventual alta no preço da commodity precisa ser repassada para preservar a margem da Life. Vale destacar que, até agora, não houve aumento nos preços da prata em 2026.
No caso do ouro, a Vivara combina o poder de precificação com ganhos operacionais. A empresa compensa parte da pressão de custos com ajustes no design das peças, como modelos mais leves ou ocos, algo viabilizado pelos investimentos feitos nos últimos anos em capacidade de fabricação.
Em um exercício simplificado, de acordo com o BTG, uma alta de 10% nos preços dos metais poderia gerar uma pressão potencial de 140 a 200 pontos-base (pb) na margem bruta, caso não houvesse nenhuma ação mitigadora. Na prática, porém, essas alavancas tendem a absorver uma parte relevante do impacto, limitando a diluição das margens.
Segundo o banco, a configuração operacional da Vivara é capaz de diferenciá-la significativamente de seus pares globais.
“A empresa entrou em 2026 com um alto estoque de ouro remanescente de suas grandes compras em 2024, incluindo cerca de 130 kg do metal dourado excedente mantido como matéria-prima, reduzindo significativamente a exposição de curto prazo aos preços à vista”, escrevem os analistas em relatório.
Paralelamente, os elevados investimentos em manufatura nos últimos anos permitem flexibilidade no design das peças, otimização de peso e eficiência de materiais, particularmente relevantes em um ambiente de preços elevados do ouro.
No que diz respeito ao mix, a Life continua a ser um foco estratégico, com a administração reiterando que a aceleração das vendas nas lojas da marca "popular" e a geração de caixa continuam sendo as principais prioridades estratégicas para 2026, apoiando um retorno sobre capital investido mais alto em vez de uma expansão agressiva.
Iniciativas incrementais, como a introdução de relógios masculinos na Life, visam impulsionar vendas complementares e melhorar os números sem aumentar significativamente a exposição ao metal.
A experiência de players globais listados em bolsa reforça os pontos fortes relativos da Vivara. Parceiros de fora, como Richemont e Pandora, destacaram a inflação das matérias-primas como um obstáculo às margens, parcialmente compensado por iniciativas de preços e eficiência.
Nos EUA, a Signet sinalizou repetidamente a volatilidade das commodities como um risco estrutural, particularmente para produtos de ouro baseados no peso, enquanto players asiáticos, como Chow Tai Fook, se apoiaram em mudanças no mix entre produtos de preço fixo e os que variam pelo peso para estabilizar as margens em ambientes de preços elevados do ouro.
“Em todas as regiões, a conclusão é consistente: flexibilidade de fabricação, estratégia de estoque e poder de precificação impulsionado pela marca são os fatores decisivos para navegar pelos picos das commodities — áreas em que a Vivara parece estar estruturalmente bem-posicionada”, diz o BTG.
Na visão do BTG, a Vivara continua sendo uma das histórias de destaque no varejo. A capacidade da empresa de expandir as margens durante um período de alta nos preços das commodities, apoiada pela previsão de estoque, investimentos em fabricação e preços disciplinados, a diferencia de seus pares locais e globais.
“Dito isso, com os preços do ouro e da prata provavelmente permanecendo elevados, o ritmo de composição dos lucros em 2026 será mais sensível à elasticidade do volume e à execução do mix do que nos anos anteriores”, dizem os analistas.
Mesmo assim, com o retorno sobre patrimônio investido tendendo para 30%, um foco claro na geração de caixa e sem necessidade de correção estratégica do curso, a Vivara continua bem-posicionada para oferecer retornos ajustados ao risco atraentes — embora em um cenário macroeconômico mais exigente.
O banco reiterou a recomendação de compra. O Santander também recomenda a compra, com preço-alvo em R$ 46, um avanço potencial de 63% em relação ao fechamento da última segunda-feira (2).
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