O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Levantamento do Ethisphere Institute reúne 138 empresas em 17 países e aponta desempenho superior e maior resiliência em momentos de crise
A Natura (NATU3) e a Motiva (MOTV3) foram selecionadas entre as Empresas Mais Éticas do Mundo (World’s Most Ethical Companies), ranking elaborado pelo Ethisphere Institute, organização dedicada à definição e ao avanço de padrões de ética nos negócios.
Na 20ª edição anual, o levantamento reconheceu 138 empresas de 17 países, com atuação em 40 setores — sendo 85% delas de capital aberto. A lista destaca companhias com programas estruturados de ética, compliance e governança corporativa.
A seleção é baseada no Ethics Quotient, uma avaliação composta por mais de 240 questões que analisam aspectos como governança, cultura organizacional, gestão de riscos, treinamento e conformidade.
A Natura aparece pela 15ª vez no ranking, enquanto a Motiva, antiga CCR, integra a lista pela primeira vez.
No mercado acionário, os papéis das duas empresas registraram momentos de valorização recentemente. A NATU3 acumulou alta de 26,04% desde o começo de 2026, embora ainda tenha queda de 2,69% nos últimos 12 meses. Já a MOTV3 vive o caminho inverso: com alta de 28,63% nos últimos 12 meses, 2026 tem sido um ano difícil para ela, que já caiu 1,86%.
Leia Também
De acordo com o relatório, empresas reconhecidas por práticas éticas tendem a apresentar desempenho financeiro superior e maior capacidade de recuperação em cenários adversos.
O grupo analisado superou um índice global de mercado em 8,2 pontos percentuais no período de cinco anos entre 2021 e 2025. A comparação foi feita com o Solactive GBS Global Markets All Cap USD Index, referência ampla do mercado acionário global.
O estudo ressalta que o chamado “Ethics Premium” não estabelece uma relação direta de causa e efeito, mas indica uma correlação consistente: organizações com programas robustos de ética, compliance e governança tendem a apresentar resultados mais sólidos ao longo do tempo.
Além do retorno mais elevado, essas empresas também demonstraram menor exposição a perdas em momentos de turbulência. Nos episódios mais críticos dos últimos cinco anos, registraram queda máxima 7,1% menor que a do índice de referência, recuperação 10,1% mais rápida e passaram 14,4% menos tempo operando abaixo do pico anterior.
Em setembro de 2022, considerado um período de maior estresse, o desempenho do grupo foi 12,5% superior ao benchmark.
Segundo o relatório, programas de ética não eliminam crises, mas contribuem para preservar a confiança, sustentar a operação e acelerar a retomada.
O levantamento também indica que empresas com práticas mais estruturadas de ética conseguem capturar melhor os momentos de alta e, ao mesmo tempo, limitar perdas em fases de retração.
No período analisado, essas companhias capturaram 104% das altas do mercado e 97% das quedas. Na prática, isso significa maior participação nos ciclos de crescimento e menor exposição em momentos negativos.
Outro ponto destacado é a consistência. O desempenho superior não se concentra em um período específico: as empresas superaram o mercado em 65% das janelas móveis de 12 meses ao longo dos últimos cinco anos. Segundo a Ethisphere, esse grupo supera seus pares de forma recorrente desde o início da medição.
O relatório também aponta mudanças na composição de valor das empresas. Até o fim de 2025, ativos intangíveis — como reputação, cultura organizacional, confiança e dados — representavam cerca de 92% do valor de mercado das companhias do S&P 500, segundo estimativas citadas no estudo.
Nesse contexto, práticas éticas tendem a ganhar relevância, ao contribuir para a proteção desses ativos e para a qualidade da tomada de decisão.
Práticas recorrentes entre as empresas reconhecidas
Entre as iniciativas mais comuns nas companhias listadas estão maior transparência interna, com divulgação de dados sobre investigações e medidas disciplinares, além de treinamentos mais dinâmicos e personalizados.
O estudo também destaca o uso de análises de causa raiz para prevenção de problemas de compliance e o maior envolvimento da liderança e dos conselhos na supervisão de riscos.
Para a Ethisphere, o principal recado é que investimentos em ética vão além da reputação e podem fazer parte da estratégia de negócios, especialmente em um ambiente marcado por volatilidade.
Segundo a Motiva, o avanço em governança ganhou força a partir de 2021, com a implantação de um Programa de Integridade em ativos nacionais e internacionais e a criação do Hands On Integridade & ESG, iniciativa desenvolvida em parceria com a Fundação Dom Cabral voltada à qualificação de pequenos e médios fornecedores
Desde 2023, a área de compliance realiza monitoramento contínuo para medir a aderência das atividades às leis e às políticas internas.
“Integridade é um pilar da nossa cultura, não tratamos ética como um tema de compliance isolado. Na prática, ética e transparência são um dos principais vetores de qualidade da gestão”, afirma Marília Zulini, diretora de Compliance da Motiva.
“Ética não é um custo de controle; é um habilitador invisível que sustenta crescimento consistente e de longo prazo. Fazendo uma analogia com o nosso setor, o programa de integridade e compliance funciona como um pavimento robusto e de qualidade, permitindo que, mesmo em situações instáveis, os negócios possam ser realizados com segurança e agilidade. Isso se traduz em eficiência”, acrescenta.
Segundo a executiva, em infraestrutura de mobilidade, a cadeia de fornecedores é uma dimensão sensível e estratégica para mitigação de riscos e fortalecimento da integridade.
“Trabalhamos com processos estruturados de avaliação de terceiros, com critérios que vão além de preço e capacidade técnica. Avaliamos histórico, práticas de governança e exposição ao risco, alinhado ao que o relatório aponta como maturidade na gestão de risco de terceiros”, diz.
Em nota, a Natura afirma que o reconhecimento reflete o compromisso da companhia “com a ética e a transparência na condução de seus negócios, sustentado por um robusto Programa de Ética e Compliance”.
“A companhia também investe no engajamento ativo de sua rede de colaboradores, consultoras e parceiros nos princípios que orientam sua atuação e reforçam seu papel na construção de uma economia mais justa e regenerativa”, informou a empresa.
Mercado prevê que banco deve se destacar na temporada, com avanço de lucro e melhora operacional. Veja o que esperar do balanço dos três primeiros meses de 2026
Companhia vende participação no Shopping Curitiba, aumenta fatia em ativos estratégicos e faz permuta para turbinar desempenho operacional
O balanço mostrou crescimento operacional, melhora de rentabilidade e reversão da queima de caixa, em meio à continuidade dos ajustes na divisão de casas pré-fabricadas
Lucro cresce, ROE segue elevado, mas banco reforça disciplina em meio a sinais de pressão no crédito; confira os destaques do balanço
O Citi vê resultados mais fortes puxados por produção e petróleo, mas mantém cautela com a estatal e enxerga mais potencial de valorização em petroleiras independentes
Qualidade da subscrição surpreende e garante avanço das ações nesta terça-feira (5), mas incerteza sobre crescimento de prêmios ainda divide os grandes bancos sobre o que fazer com os papéis
A empresa entregou aumento no volume de cerveja, principalmente no Brasil, melhora de margens e ganhos estimados de participação em vários mercados
Nova empresa do grupo Bradesco nasce com números robustos, mas CEO Carlos Marinelli revela qual será o grande motor de crescimento futuro
Pressão de dividendos e crédito mais desacelerado devem aparecer no desempenho dos três primeiros meses do ano; analistas revelam se isso compromete a visão de longo prazo para o banco
O banco avalia que, apesar da pressão, algumas construtoras e incorporadoras ainda contam com receitas sustentadas por vendas fortes registradas nos últimos meses, o que deve ajudar nos balanços
Após anos de tentativa e uma reestruturação profunda, a Saint-Gobain finalmente assinou a venda da Telhanorte. Saiba o que motivou a saída da gigante francesa do varejo brasileiro.
Empresa já destinou R$ 30 milhões à recompra e destaca indicador atrelado ao Bitcoin para medir retorno ao acionista
Com o aval da Justiça, a empresa agora tem o caminho livre para reorganizar um passivo de R$ 1,3 bilhão
Enquanto a BradSaúde divulga seus primeiros números oficiais consolidados, a Odontoprev entrega um lucro de R$ 151 milhões; confira outras linhas do balanço
No ano, a seguradora do Banco do Brasil vive questionamentos por parte do mercado em meio à queda dos prêmios da BrasilSeg, também agravada pela piora do agronegócio
Produção recorde, petróleo mais caro e geração de caixa elevada sustentam expectativa de proventos no 1T26
O Citi estima o pedido em torno de US$ 700 milhões, cerca de 16% de toda a carteira de pedidos firmes da divisão de defesa da fabricante brasileira de aeronaves, segundo o Broadcast
A varejista de jogos fez proposta de compra sobre a empresa de e-commerce com valor de mercado quatro vezes maior; qual é o plano da GameStop?
A operação “reforça o compromisso da Axia Energia com a otimização de participações minoritárias”, disse a ex-Eletrobras em fato relevante
Resultado dos três primeiros meses do ano marca estreia da BradSaúde, enquanto mercado tenta entender quanto vale a nova plataforma de saúde do Bradesco; descubra o que esperar