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Larissa Bernardes

Repórter no Seu Dinheiro, formada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Possui experiência na cobertura do mercado financeiro em tempo real, economia, política e cenário internacional. Passou por agências de notícias e redações, como Agência Estado, Safras News, DCM e Record TV.

BILIONÁRIOS ANTES DOS 25

Esses brasileiros criaram uma fintech nos EUA vendida por US$ 5,1 bilhões. Conheça a história da Brex e saiba por que o mercado torceu o nariz para o negócio

Henrique Dubugras e Pedro Franceschi fundaram a Brex em 2017, alcançaram US$ 12,3 bi em valuation em 2022 e agora venderam a fintech para a Capital One

Larissa Bernardes
23 de janeiro de 2026
19:55 - atualizado às 19:58
Fundadores da Brex, Henrique Dubugras (esq.) e Pedro Franceschi (dir.)
Fundadores da Brex, Henrique Dubugras (esq.) e Pedro Franceschi (dir.) - Imagem: Divulgação/Brex

Dois jovens se conheceram pela internet, tornaram-se amigos e criaram uma startup que chegou a valer mais de US$ 12 bilhões. Parece roteiro de cinema, mas é a história real dos brasileiros Henrique Dubugras (26) e Pedro Franceschi (25).

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Os dois voltaram ao centro dos holofotes nesta quinta-feira (22) com a notícia da venda da fintech Brex por US$ 5,15 bilhões para a Capital One Financial Corporation, nos Estados Unidos.

Fundada em 2017 no Vale do Silício, a Brex começou oferecendo cartões de crédito corporativos, mas rapidamente expandiu para soluções de gestão de despesas e pagamentos B2B. Em 2021, já era referência da nova geração de fintechs globais, entrando para o seleto grupo dos decacórnios — startups avaliadas em mais de US$ 10 bilhões.

A dupla dinâmica

Antes de se tornarem empresários, Henrique e Pedro se conheceram em uma discussão sobre programação no Twitter (hoje X), em 2012. Adolescentes autodidatas em codificação, não conseguiram resolver o debate em apenas 140 caracteres e migraram para uma chamada no Skype.

“No Skype não conseguíamos brigar tanto e nos tornamos melhores amigos”, relembrou Dubugras em entrevista à Forbes.

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A amizade evoluiu para negócios: em 2013, fundaram no Brasil a Pagar.me, plataforma que permitia pagamentos online para vendedores. A empresa foi vendida posteriormente para a Stone, e com os recursos, os dois seguiram para Stanford, nos EUA.

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Lá, iniciaram o curso de Ciência da Computação, mas decidiram abandonar a universidade para fundar a Brex.

Venda da Brex divide investidores

Agora, com a venda para a Capital One, o valor da transação representa menos da metade do pico de valuation da empresa, o que pode significar perdas para alguns investidores.

A venda também chama atenção por ser muito inferior ao valuation da concorrente Ramp, avaliada em US$ 32 bilhões em novembro.

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Ainda assim, investidores que apostaram cedo na Brex — como Ribbit Capital, Y Combinator, Kleiner Perkins, DST Global, além de nomes como Peter Thiel e Max Levchin — viram seu capital multiplicar mais de 700 vezes, segundo o TechCrunch.

O futuro sob a Capital One

Em comunicado, a Capital One afirmou que espera concluir a aquisição até meados de 2026, após o cumprimento das condições usuais de fechamento.

Pedro Franceschi seguirá como CEO da Brex, enquanto Henrique Dubugras assumirá posição no conselho de administração.

“Desde a nossa fundação, nos propusemos a construir uma empresa de pagamentos na vanguarda da revolução tecnológica”, declarou Richard D. Fairbank, fundador e CEO da Capital One. “A aquisição da Brex acelera essa jornada, especialmente no mercado de pagamentos empresariais”, completou.

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*Com informações da Forbes

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