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Depois de atingir o menor valor em quatro anos na última sexta-feira (13), banco acredita que é hora de colocar os papéis da fabricante de aeronaves na carteira; entenda os motivos para isso

As ações da Embraer (EMBJ3) acumulam queda de 16% só em março. Segundo o Itaú BBA, os papéis da fabricante de aeronaves está negociando abaixo do seu valor justo, abrindo uma janela atrativa para o investidor depois da recente perda dos ativos.
O banco permanece comprador de EMBJ3 e reforça a Embraer como uma de suas top picks (principais escolhas).
Por volta de 12h, as ações EMJ3 subiam 5,54%, cotadas a R$ 77,95. No mesmo horário, o Ibovespa tinha alta de 1,47%, aos 180.257,16 pontos.
A equipe de analistas liderada por Daniel Gasparete destaca que as ações EMBJ, negociadas em Nova York, caíram 23% no acumulado do mês e 26% desde a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025, em 6 de março.
O desempenho dos papéis na Nyse coloca a Embraer abaixo do índice S&P 500 e de seus pares no setor em 20% e 10%, respectivamente.
Na bolsa brasileira, os papéis da companhia encerraram as negociações da última quinta-feira (12) no menor preço em quase oito meses, com queda de 11%, a R$ 74,62.
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O desempenho diário também foi o 9º pior nos últimos 10 anos. A última derrocada de mesma magnitude não era vista há desde março de 2022, há quatro anos — no pregão marcado pela repercussão da invasão da Ucrânia pela Rússia.
“Acreditamos que essa correção criou um ponto de entrada atrativo, impulsionada em grande parte por uma combinação de maior aversão ao risco, em meio à escalada dos conflitos no Oriente Médio e pelo guidance para 2026 da Embraer abaixo do esperado, o que, possivelmente, reforçou a percepção de que o melhor momento da companhia já ficou para trás”, diz o BBA em relatório.
A equipe de analistas considera a reação excessiva e avalia que o atual cenário geopolítico deve se normalizar ao longo do tempo, permitindo que os fundamentos da indústria de aviação voltem a prevalecer.
“A aviação comercial enfrenta gargalos de capacidade, a aviação executiva está com pedidos esgotados e o segmento de defesa continua acelerando. Além disso, acreditamos que os investidores perceberão que o guidance para 2026 da Embraer provavelmente foi conservador”, dizem os analistas.
A avaliação do BBA está em linha com a do JP Morgan, que também classificou a queda das ações como exagerada. Confira aqui os detalhes da avaliação do banco norte-americano.
O BBA pondera que o guidance da Embraer para 2026 veio abaixo das expectativas, o que apoiou o desempenho negativo das ações.
“Apesar de a administração ter afirmado na teleconferência que a probabilidade de entregar o topo da faixa havia aumentado, o mercado — possivelmente fundos quantitativos — reagiu rapidamente às manchetes negativas”, diz a casa.
A fabricante brasileira de aviões divulgou que espera entregar de 80 a 85 aeronaves comerciais, acima das 78 do ano passado. Já as entregas de jatos executivos foram estimadas entre 160 e 170, ante 155 em 2025.
O aumento nas entregas deve impulsionar um salto nas receitas, que foram projetadas entre US$ 8,2 bilhões e US$ 8,5 bilhões, após o recorde de US$ 7,6 bilhões em 2025.
Apesar de acreditar que o guidance atual incorpora certo grau de conservadorismo, o BBA ajustou as projeções para o topo da faixa, estimando agora:
As projeções se traduzem em lucro líquido de US$ 638 milhões, 9% acima das estimativas anteriores para 2026, apoiado pela posição de caixa líquido que o BBA espera que a empresa mantenha ao longo de 2026.
O BBA vê como possíveis catalisadores de alta a entrega de resultados trimestrais acima das expectativas, apoiando revisões positivas para o guidance de 2026, e a concretização de um grande pedido de jatos comerciais da Índia, ligado à parceria da companhia com o Adani Group.
As expectativas do mercado apontam para um pedido potencial de 200 aeronaves E1, que estimamos poder valer até US$ 5,1 bilhões, podendo se materializar já neste ano.
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