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Embraer (EMBJ3) voa alto, e carteira de pedidos bate novo recorde de US$ 31,6 bilhões; ação ainda pode disparar mais?

A carteira de encomendas da aviação comercial, a mais rentável da companhia, cresceu 42% em um ano, mas reestruturação da Azul ainda atrapalha

embraer
Imagem: Montagem Seu Dinheiro/Embraer/Divulgação

Há cada vez mais aviões da Embraer (EMBJ3) nos céus. A fabricante de aeronaves anunciou nesta terça-feira (27) que sua carteira de pedidos firmes (backlog) no final de 2025 atingiu o recorde de US$ 31,6 bilhões, uma alta de 20% no quarto trimestre sobre o mesmo período de 2024.

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A carteira de encomendas da aviação comercial, a mais rentável da companhia, somou US$ 14,5 bilhões, uma expansão de 42% sobre o quarto trimestre do ano anterior, disse a empresa em comunicado.

No entanto, esse valor representa uma queda de 5% ante o terceiro trimestre do ano passado, em função da renegociação dos pedidos da Azul no âmbito de seu processo de recuperação judicial.

No último trimestre do ano, a divisão comercial entregou 32 novas aeronaves, totalizando 78 unidades no ano — resultado em linha com as estimativas de 77 a 85 aeronaves para o período. Como resultado, a Aviação Comercial encerrou 2025 com um sólido índice book-to-bill de 2,8x.

  • O índice book-to-bill é a relação entre novos pedidos recebidos e os entregues e faturados. Acima de um, indica que mais pedidos foram feitos que entregues, o que indica uma forte demanda.

Na aviação executiva, a carteira somou US$7,6 bilhões, alta de 3% na comparação anual e crescimento de 4% na relação trimestral. Foram 53 aeronaves entregues no trimestre, aumento de 20%. Como resultado, a Aviação Executiva encerrou o ano com índice book-to-bill de 1,1x.

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Na área de Defesa & Segurança, a carteira de pedidos atingiu US$ 4,6 bilhões, alta de 10% na comparação anual e 18% na comparação trimestre contra trimestre. A unidade acelerou a produção, com a entrega de três aeronaves KC-390 Millennium e 8 A-29 Super Tucano ao longo do ano. O índice book-to-bill do segmento foi de 1,4x

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Embraer precisa acelerar as entregas

A demanda pelos jatos da Embraer se tornou tão grande que a fabricante de aviões precisa escalar a produção nos próximos anos.

Nesta semana, a empresa assinou um acordo com a indiana Adani Defence & Aerospace para desenvolver um ecossistema integrado de aeronaves com foco na aviação comercial regional da Índia. As fabricantes planejam cooperar na fabricação de aviões, na cadeia de suprimentos, nos serviços de pós-venda e no treinamento de pilotos.

Agora, o objetivo da brasileira é restaurar as entregas anuais aos níveis anteriores à pandemia, de cerca de 100 unidades, nos próximos dois anos, afirmou Arjan Meijer, presidente-executivo da Embraer Aviação Comercial.

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Apesar das incertezas geopolíticas, os pedidos por aviões da Embraer continuam fortes. Afinal, as companhias aéreas retomaram as substituições de frota deixadas de lado durante a pandemia da covid-19, afirmou o executivo.

Ainda sobe mais?

Não são só as aeronaves da companhia que estão em alta demanda. As ações também estão em alta, de 16,73% desde o começo do ano.

Para o BTG Pactual, o contínuo crescimento da carteira de pedidos reforça ainda mais a força das encomendas da Embraer no ano passado, bem como o avanço contínuo no ritmo de entregas. A oferta de motores ajudou a aumentar a eficiência da fabricante.

E, para o banco, a tendência de forte demanda deve continuar em 2026. Mas, agora, é hora de entregar.

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"Enquanto isso, à medida que a carteira se torna mais equilibrada, acreditamos que o foco dos investidores pode gradualmente migrar para a execução, especialmente para a capacidade da Embraer de elevar margens e rentabilidade", escreveu o banco em relatório.

O Itaú BBA acredita que a ação tem ainda mais potencial, mesmo tendo disparado 75% no ano passado. Segundo o banco, a Embraer continua sendo uma alternativa atraente para os portfólios dos investidores: o Ebit deve crescer 20% neste ano e todas as suas divisões estão em um ciclo positivo.

O Safra elevou o preço-alvo da Embraer (EMBJ3) para o fim de 2026, de US$ 70 para US$ 92 por ação, calculando um potencial de valorização de 23%. Após atualizar as estimativas para a fabricante de aeronaves brasileira, o banco manteve recomendação de compra.

Com Money Times

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