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NAS ALTURAS

Embraer (EMBJ3) precisa ir mais longe: CEO mira escalar produção para atender toda a demanda pelos jatos da brasileira

O objetivo inicial é restaurar as entregas anuais aos níveis anteriores à pandemia nos próximos dois anos. Mas os planos não param por aí

Embraer (EMBJ3).
Embraer (EMBJ3) - Imagem: Divulgação

A demanda pelos jatos da Embraer (EMBJ3) se tornou tão grande que a fabricante de aviões precisa escalar a produção nos próximos anos, afirmou Arjan Meijer, presidente-executivo da Embraer Aviação Comercial.

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O objetivo da brasileira é restaurar as entregas anuais aos níveis anteriores à pandemia, de cerca de 100 unidades, nos próximos dois anos. Mas os planos não param por aí.

Segundo Meijer, a missão será escalar ainda mais após um aumento expressivo de pedidos para suas aeronaves regionais.

“A primeira meta é voltar a 100 entregas. Mas, com a demanda que temos atualmente e os resultados de vendas, provavelmente teremos que ir além disso”, disse Meijer à Reuters.

De acordo com o executivo, o plano prevê um aumento de quase 30% nas entregas e na produção subjacente nos próximos 24 meses, em comparação com o ano passado.

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A demanda pelos jatos da Embraer

Embora tenha perdido a competição na Polônia para a rival Airbus, a Embraer quadruplicou as vendas da família E2 no ano passado, superando o A220 da fabricante de aviões europeia em três vezes, com 131 pedidos líquidos, incluindo compras da All Nippon Airways e da Latam.

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Segundo Meijer, apesar das incertezas geopolíticas, a demanda pelos aviões da Embraer é intensa. Afinal, as companhias aéreas retomaram as substituições de frota deixadas de lado durante a pandemia da covid-19, afirmou o executivo.

“Se estou preocupado com certos acontecimentos globais? Sim, com certeza, estamos atentos a isso, mas não vemos a demanda caindo”, disse o executivo.

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Meijer disse que as cadeias de suprimentos melhoraram, mas ainda não retornaram à estabilidade.

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Entre os componentes afetados pelas interrupçõe estão os motores e as estruturas aeronáuticas.

Apesar disso, o CEO da Embraer Aviação Comercial destaca que a Pratt & Whitney, fabricante de motores dos EUA, conseguiu superar a escassez e os gargalos de manutenção.

O número de aviões imobilizados devido a atrasos na manutenção diminuiu de um pico entre 25 e 40 para apenas um dígito atualmente. A expectativa é que esse número chegue a zero até o final de 2026.

Esse movimento vai na contramão da escalada da disputa com a Airbus sobre a falta dos motores Geared Turbofan, que também são usados para alimentar parte da família A320neo da europeia.

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Na visão de Meijer, a variante usada no E2 era menos propensa a problemas de durabilidade, porque o avião é menor, mais leve e entrou em serviço mais tarde. Isso evitaria problemas iniciais, segundo ele.

Com relação a futuros desenvolvimentos, Meijer disse à agência que a Embraer não tinha pressa em iniciar o desenvolvimento de um sucessor para a linha de aeronaves e que, por enquanto, estava se concentrando na tecnologia associada.

“Estamos analisando todas as opções”, disse ele. “Uma nova plataforma para um (fabricante) é uma decisão importante e teremos que agir com calma e cuidado.”

*Com informações da Reuters.

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