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A moeda norte-americana terminou o pregão em baixa de 1,52%, a R$ 5,1641, menor valor de fechamento desde 27 de fevereiro

O cenário para o câmbio mudou drasticamente nesta segunda-feira (9): a alta firme se transformou em um mergulho generalizado do dólar no mercado doméstico. E, mais uma vez, o responsável por isso foi Donald Trump.
Em entrevista à rede de televisão CBS, o presidente norte-americano afirmou que a guerra contra o Irã está perto do fim.
Segundo ele, os EUA estão "bem adiantados" na estimativa inicial de que o conflito duraria entre quatro e cinco semanas.
"Eu acredito que a guerra está bem completa. Eles não possuem marinha, comunicações ou Força Aérea", afirmou.
A declaração de Trump impulsionou o apetite ao risco global e empurrou o dólar para os níveis mais baixos em quase duas semanas.
Nesta segunda-feira (9), o dólar à vista terminou o pregão em baixa de 1,52%, a R$ 5,1641, menor valor de fechamento desde 27 de fevereiro. Na mínima do dia, a moeda norte-americana chegou a valer R$ 5,1601.
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Com o resultado, a divisa acumula alta de 0,59% nos primeiros seis pregões de março, mas registra uma desvalorização de 5,92% no acumulado do ano.
Mesmo antes do otimismo trazido por Trump, o real já apresentava o melhor desempenho entre as moedas emergentes e de exportadores de commodities.
Analistas apontam que a moeda brasileira foi beneficiada pela mudança nos preços do petróleo.
Segundo estimativas do Rabobank, o dólar deve terminar o ano cotado a R$ 5,55.
Em um contexto de incertezas tarifárias, escalada dos riscos geopolíticos e alta do preço do petróleo, o banco holandês vê um crescimento da diversificação dos investidores em relação aos ativos americanos. Isso favorece mais as moedas latino-americanas.
A tendência, no entanto, é que o real continue “à mercê” das incertezas globais e locais, de acordo com o banco.
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