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Com Brent acima de US$ 90 após tensão geopolítica, executivos da petroleira afirmam que foco é preservar caixa, manter investimentos e garantir resiliência
Após registrar produção recorde em 2025 e reverter o prejuízo em um lucro de R$ 15,6 bilhões no 4T25, a Petrobras (PETR4) mandou uma mensagem direta ao mercado: está preparada para atravessar qualquer cenário de volatilidade nos preços do petróleo — e isso não significa, necessariamente, a distribuição de dividendos extraordinários.
A nova rodada de tensão no Oriente Médio elevou o nível de incerteza no mercado global de energia. O fechamento do Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo, interrompeu parte da oferta da região e impulsionou os preços da commodity.
Somente neste mês, o petróleo já acumula alta de cerca de 30%. Nesta sexta-feira (6), o Brent, referência global, ultrapassou a marca de US$ 92 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) superou os US$ 90.
Mesmo assim, a companhia prefere cautela ao avaliar se o movimento representa uma nova tendência estrutural ou apenas um pico temporário.
Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, o momento exige preparação diante de um ambiente geopolítico instável.
“Começamos o ano passado com o preço do petróleo acima de US$ 80 e terminamos com menos de US$ 60, e a companhia entregou resultados. Mostramos ser resilientes para enfrentar diferentes cenários”, afirmou.
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Na mesma linha, o diretor financeiro da estatal, Fernando Melgarejo, destacou que o foco da companhia é garantir robustez operacional independentemente das oscilações da commodity.
“O que podemos gerenciar é nossa resiliência diante dos mais diferentes cenários”, disse.
Segundo Chambriard, a estratégia da empresa não será alterada pela recente escalada dos preços.
“O mundo está instável por causa da guerra, mas nossa política interna permanece sólida. Isso valeu quando o preço caiu e vai valer quando o preço subir. Nosso caixa continua sendo objeto de atenção porque queremos garantir a resiliência da empresa e a redução de custos”, afirmou.
Para a companhia, a atual crise geopolítica tem impactos limitados sobre sua logística de exportação.
De acordo com o diretor de logística da estatal, Claudio Schlosser, a Petrobras está relativamente protegida das turbulências no Oriente Médio.
Segundo ele, o cenário atual tem resultado em um netback favorável para a companhia — indicador que mede a receita líquida obtida por unidade vendida após custos de transporte e logística.
Isso acontece porque os principais mercados atendidos pela Petrobras, como China, Índia e Estados Unidos, estão fora da região diretamente afetada pelo conflito.
Além disso, a empresa afirma ter conseguido manter a logística por rotas alternativas, incluindo o Mar Vermelho, garantindo o fornecimento de petróleo.
Outro fator que ajuda a reduzir riscos é a estrutura de transporte contratada. “Temos mais de 30% do frete contratado no longo prazo. Na média do mercado isso não chega a 10%, então estamos bem posicionados”, afirmou Schlosser.
Para analistas, o novo cenário geopolítico pode acabar sendo positivo para a tese de investimento da Petrobras.
Segundo Daniel Cobucci, analista do BB Investimentos, o principal risco de curto prazo para o mercado de petróleo era justamente a perspectiva de excesso de oferta global.
A expectativa era de aumento na produção em países como Brasil, Canadá e Guiana, combinado com uma demanda mais fraca — especialmente após a queda nas importações chinesas.
Com a crise no Oriente Médio, esse cenário passou a ter contornos mais incertos. Caso o conflito persista por semanas ou meses, a relevância logística do Estreito de Ormuz pode manter um “piso geopolítico” para o petróleo.
Segundo Cobucci, isso tende a beneficiar diretamente a estatal brasileira. “Caso confirmada a manutenção desse piso geopolítico para o petróleo, vemos benefícios claros para as receitas de exportação e para a rentabilidade do segmento de exploração e produção”, afirmou.
Apesar da possibilidade de geração adicional de caixa com preços mais altos do petróleo, a Petrobras sinalizou que não pretende distribuir dividendos extraordinários neste momento.
Segundo o diretor financeiro da companhia, a prioridade segue sendo a execução do plano de investimentos.
“Nosso foco é atender os investimentos que já temos programados. Se houver receita adicional, primeiro cuidamos dos investimentos e depois da dívida. Se sobrar caixa, podemos antecipar projetos”, afirmou Melgarejo.
Ele acrescentou que dividendos extras só seriam considerados caso a companhia tivesse plena confiança de que a distribuição não comprometeria os projetos previstos.
“Se entendermos que temos um nível elevado de caixa, adoraríamos distribuir dividendos extraordinários — desde que isso não afete os investimentos planejados para 2026 a 2030.”
Por ora, a empresa aprovou o pagamento de R$ 8,1 bilhões em dividendos ordinários referentes ao 4T25, o equivalente a R$ 0,63 por ação.
Os pagamentos serão feitos em duas parcelas, em 20 de maio e 22 de junho, com data de corte em 22 de abril.
Com isso, a remuneração total aos acionistas referente a 2025 somará R$ 41,2 bilhões, uma queda de 44,2% em relação ao montante distribuído em 2024.
Durante a teleconferência, os executivos também comentaram o aumento nos investimentos da companhia.
No quarto trimestre, o investimento (capex) totalizou US$ 6,3 bilhões, alta de 10,2% na comparação anual e de 14,6% frente ao terceiro trimestre.
No acumulado de 2025, os investimentos atingiram US$ 20,3 bilhões, um crescimento de 22,2% em relação ao ano anterior.
Segundo Melgarejo, 84% desse valor foi direcionado ao segmento de exploração e produção, considerado o principal motor de geração de valor da companhia.
Embora o número tenha ficado próximo ao limite superior do guidance da Petrobras, analistas afirmam que o movimento era esperado.
A companhia vem acelerando investimentos em plataformas do pré-sal, estratégia que deve continuar ao longo de 2026.
Esse ritmo maior de capex pode pressionar a geração de caixa no curto prazo — mas tende a liberar uma produção maior e, consequentemente, mais geração de caixa no médio prazo.
Outro tema abordado pelos executivos foi o futuro da participação da Petrobras na Braskem (BRKM5).
A estatal possui um acordo de acionistas que divide o controle da petroquímica com a Novonor. No entanto, uma possível mudança na estrutura societária ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A Novonor negocia a venda de sua participação para o fundo IG4 Capital — processo que teve a análise regulatória atrasada.
Segundo Chambriard, a aprovação é necessária para que a Petrobras possa firmar um novo acordo de acionistas com o potencial novo sócio.
A presidente afirmou que há espaço para explorar melhor as sinergias entre as duas companhias.
“Entendemos que essas sinergias não estão sendo aproveitadas como deveriam e, em última análise, a Braskem acaba deixando dinheiro sobre a mesa ao não aproveitar o potencial de integração com a Petrobras.”
Melgarejo acrescentou que a Petrobras pretende abrir mão de seu direito de preferência em eventuais movimentações societárias.
“A petroquímica é um interesse da Petrobras, mas ainda não há decisão sobre aporte. Vamos fazer aquilo que fizer sentido para nossos acionistas.”
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