Consignados do C6 Bank em xeque: INSS barra novos empréstimos — e banco terá que devolver R$ 300 milhões a aposentados
Decisão envolve supostas irregularidades em contratos com aposentados; banco nega problemas e promete contestar decisão na Justiça

Uma exigência de devolução de R$ 300 milhões colocou o C6 Bank no centro de uma disputa com o INSS.
O instituto decidiu suspender a concessão de novos empréstimos consignados pelo banco após apontar supostas irregularidades em contratos firmados com aposentados da Previdência.
Segundo o órgão, o C6 só poderá retomar as operações quando reembolsar 100% dos valores considerados indevidos aos beneficiários.
Em nota ao Seu Dinheiro, o C6 afirmou que "discorda integralmente da interpretação do INSS e vai buscar seu direito de defesa na esfera judicial, porque não praticou nenhuma irregularidade e seguiu rigorosamente todas as normas vigentes".
"O banco esclarece que a contratação do consignado nunca esteve condicionada à compra de nenhum outro produto e que não desconta parcelas mensais referentes à contratação de pacote de benefícios", acrescentou.
O que levou à suspensão do C6 Bank
A medida foi tomada com base em uma apuração da Controladoria-Geral da União (CGU), que teria identificado problemas em larga escala nos contratos do C6 com segurados do INSS.
Leia Também
Os auditores analisaram pelo menos 320 mil contratos e encontraram indícios de inclusão de seguros e pacotes de serviços embutidos nos empréstimos — prática que configura, na avaliação dos órgãos de controle, uma forma de venda casada.
Esse tipo de estrutura é proibido nas operações de consignado vinculadas ao INSS, justamente porque reduz o valor líquido que chega ao beneficiário.
Na prática, ao incluir custos adicionais — como seguros, taxas ou serviços não diretamente relacionados ao crédito — o banco diminui o montante efetivamente recebido pelo aposentado, mantendo, ao mesmo tempo, o desconto integral das parcelas em folha.
Novamente, o C6 nega as acusações de que teria embutido seguros em vendas de consignados.
Rescisão de acordo com o INSS
Como parte das sanções, o INSS decidiu rescindir o acordo de cooperação técnica que permitia ao banco operar o crédito consignado para seus beneficiários.
Esse tipo de convênio é essencial para que instituições financeiras possam oferecer o produto, já que autoriza o desconto automático das parcelas diretamente nos benefícios pagos pela Previdência.
Sem esse acordo, o banco fica impedido de originar novos empréstimos nesse segmento até que regularize sua situação.
Um mercado bilionário em crescimento para o C6 Bank
Os dados mostram a relevância do consignado para o C6. Informações obtidas via Lei de Acesso à Informação indicam que, entre 2020 e 2025, o banco movimentou cerca de R$ 20 bilhões em crédito consignado.
A expansão foi acelerada: no primeiro ano de operação, o C6 contava com apenas 514 clientes nesse segmento. Em 2025, a carteira já somava aproximadamente 3,3 milhões de contratos.
Esse crescimento ajuda a explicar o impacto potencial da suspensão, tanto em termos operacionais quanto de reputação.
A investigação da CGU não é um caso isolado no histórico recente do banco nesse mercado.
O C6 já foi alvo de decisões judiciais que determinaram o pagamento de indenizações a aposentados que relataram descontos em seus benefícios sem a contratação dos empréstimos.
Além disso, a instituição também firmou acordo com o Ministério Público Federal (MPF) para cessar práticas consideradas irregulares na oferta de crédito consignado.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
QUEM ROUBA A CENA?
O roxinho perdeu o brilho? Itaú BBA rebaixa Nubank e elege um novo favorito entre os bancões
16 de setembro de 2026 - 10:44O CÉU É O LIMITE
Valor de mercado da Petrobras (PETR4) chega perto de R$ 700 bilhões, no maior patamar da história
15 de setembro de 2026 - 19:26FUSÕES E AQUISIÇÕES
JBS e Viva criam joint venture em couros, mas deixam ativos no Texas, na Alemanha e no México de fora
15 de setembro de 2026 - 19:14ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: WEG (WEGE3) aprova quase meio bilhão de reais em proventos — mas não está sozinha
15 de setembro de 2026 - 17:52O MAIOR RETORNO PARA O SEU BOLSO
Empresas do Brasil pagaram mais de R$ 22 bilhões em dividendos no último trimestre; veja quem superou a Petrobras (PETR4) como maior pagadora
15 de setembro de 2026 - 13:28PROVENTOS
Dividendos e JCP: Dona da Vivo (VIVT3) vai pagar R$ 500 milhões aos acionistas; confira os prazos
14 de setembro de 2026 - 19:10SETE CHAVES?
O segredo da Vale (VALE3) não está mais tão bem guardado assim — e já aparece no preço da ação
14 de setembro de 2026 - 18:31JOIA ESCONDIDA?
Itaú BBA aposta em banco ‘fora do radar’ que entrega ROE acima de 30% e pode saltar 45% na bolsa
14 de setembro de 2026 - 17:58CRÉDITO PARA QUEM?
Com calote em alta e agro sob pressão, bancos fecham torneira para famílias e apostam em outro segmento
14 de setembro de 2026 - 16:32CONCORRÊNCIA
A5X, nova bolsa brasileira de derivativos, capta R$ 360 milhões com gigantes do mercado — e já tem data para estrear as negociações
14 de setembro de 2026 - 13:41FORÇA, FOCO E FÉ?
Cleusa Maria: a empresária que nunca tinha provado um bolo na vida e criou um império de R$ 800 milhões
14 de setembro de 2026 - 7:07CASO MASTER
Fraudes entre Master e BRB chegam a R$ 17 bilhões e Banco de Brasília diz ser vítima de atos criminosos
13 de setembro de 2026 - 15:44TER OU NÃO TER
Petróleo acima de US$ 100 muda a tese para Petrobras (PETR4)? O que ainda favorece — e o que ameaça — a ação
11 de setembro de 2026 - 18:53MENOS ALARDE
IA vai destruir a humanidade? Neurocientista brasileiro rebate previsão alarmante de ex-pesquisadores da OpenAI
11 de setembro de 2026 - 15:31NAS ÁGUAS DO MINÉRIO DE FERRO
Vale (VALE3) segue blindada, mas outra mineradora brasileira está à deriva no mar mais caro dos últimos anos
11 de setembro de 2026 - 14:15SAÚDE FINANCEIRA NA VEIA
Como a Amil saiu da crise e agora se dá ao luxo de recusar proposta multibilionária de compra de fundos estrangeiros
11 de setembro de 2026 - 11:40POTENCIAL
Smart Fit (SMFT3) vai além da abertura de academias: crescimento não atingiu o teto e Santander calcula potencial de 98% para a ação
10 de setembro de 2026 - 15:57DO BRASIL PARA O MUNDO?
Nubank estreia nos EUA, lança aposta para dinheiro sem fronteiras e testa se sua fórmula pode ganhar o mundo
10 de setembro de 2026 - 13:41CARA OU COROA?
BB Seguridade (BBSE3) pode subir pouco, mas cair muito: o risco que fez o Citi recomendar a venda das ações
10 de setembro de 2026 - 11:33NÃO SÃO OS PANDAS QUE VOCÊ IMAGINA