Dança das cadeiras: CEO da Brava Energia (BRAV3) renuncia e petrolífera faz mudanças no alto escalão; veja potencial de alta para a ação
A Brava Energia (BRAV3) informou ao mercado que realizou mudanças no cargo de CEO, com renúncia de Décio Oddone, e na presidência do conselho de administração

O setor de petróleo começou o ano com tudo. Uma das junior oils, empresa independente do setor de óleo e gás de menor porte, a Brava Energia (BRAV3), anunciou mudanças na sua diretoria.
A companhia informou ao mercado a renúncia de Décio Oddone ao cargo de diretor presidente (CEO) em um processo de sucessão planejado pelo executivo.
De acordo com o fato relevante desta segunda-feira (12), Oddone permanecerá no cargo até 31 de janeiro de 2026, visando uma transição gradual, coordenada e alinhada às diretrizes estratégica e de governança da companhia para o novo CEO.
Em seu lugar, ficará Richard Kovacs, então presidente do conselho de administração da petrolífera. Ele tem posse marcada para o dia 1 de fevereiro de 2026. Para assumir a posição, Kovacs renunciou ao cargo de liderança no conselho, permanecendo apenas como membro.
A companhia, com valor de mercado de US$ 1,4 bilhão, é muito menor que a Petrobras (PETR3/PETR4), com US$ 74,6 bilhões de valor. No entanto, com preço-alvo de R$ 27, o potencial de ganho com a ação da Brava é de 63%, enquanto com a Petrobras é de apenas 33%, segundo estimativas do BTG Pactual.
“A eleição de Richard assegura a continuidade da estratégia de longo prazo da companhia, bem como a preservação de sua cultura de disciplina de capital, segurança operacional e eficiência”, diz o fato relevante da Brava.
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Para completar a dança das cadeiras, para substituir Kovacs na presidência do conselho, Alexandre Cruz foi eleito ao cargo.
Cruz é formado em Economia pela USP (Universidade de São Paulo) e em Direito pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Atualmente, ele atua como CEO e é um dos fundadores da gestora de investimentos JiveMauá.
A companhia afirma que o papel de Oddone à frente da companhia foi fundamental para o seu processo de formação e consolidação como uma das principais empresas do setor de óleo e gás do Brasil.
"Ao longo de sua gestão, Oddone teve atuação relevante na construção da cultura de eficiência e segurança da Brava, liderou a implementação do projeto Atlanta, desde sua concepção, e os esforços de recuperação da produção em Papa-Terra, concluindo um ciclo relevante na história da empresa e deixando bases sólidas para a próxima etapa de crescimento da companhia", diz o fato relevante.
O que move a ação agora
Em outubro, a companhia já havia anunciado uma reestruturação interna para simplificar sua estrutura e enxugar a diretoria. Nos últimos 12 meses, as ações encolheram 33,15%, segundo o site Investing. Agora, a empresa pode ser afetada pelas investidas do presidente norte-americano, Donald Trump, no setor global de petróleo.
Além da invasão e tomada de controle na Venezuela, o setor também será impactado pelo novo conflito entre Irã, Israel e EUA.
As mudanças podem servir como um catalisador potencial para mudanças no portfólio, além de um maior foco no retorno ao acionista com a desalavancagem, diz relatório do BTG Pactual. Richard também está familiarizado com a base de ativos da companhia.
Ele também está próximo da Queiroz Galvão, que faz parte do bloco controlador a empresa junto com a Yellowstone e JiveMauá, o que mantém a estratégia e pode acelerar a execução, diz o banco.
Desempenho da Brava Energia
Na última semana, a petrolífera registrou produção média diária de 74,6 mil barris de óleo equivalente (boe) em dezembro de 2026, de acordo com o relatório de dados não auditados. O número representa um avanço de 6% ante o mês anterior.
A companhia atribui o resultado do mês ao retorno de Atlanta e Papa-Terra para patamares normalizados de produção, após manutenção programada e intervenções durante o mês de novembro, parcialmente compensado pela parada programada em Parque das Conchas, pela interdição temporária de instalações em Potiguar e a redução na demanda de gás em Manati.
Em dezembro de 2025, a companhia registrou produção média diária de 28,9, mil boe no onshore (em terra firme) e 45,6 mil boe no offshore (em mar).
De acordo com o relatório, a Brava encerrou o ano de 2025 com produção média de 81,3 mil boe por dia, um aumento de 46% em relação ao ano anterior, com destaque para Papa-Terra e Atlanta, que registraram os seus melhores resultados anuais históricos de produção e eficiência operacional.
Com Money Times
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