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BRB EM QUEDA

Mercado reage a plano de recomposição de capital e ações do BRB (BSLI4) chegam a cair 20%

Banco de Brasília apresentou na sexta (6) o plano para capitalizar a instituição após perdas com ativos do Banco Master; veja o que explica a queda da ação nesta segunda (9)

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9 de fevereiro de 2026
18:13 - atualizado às 18:55
Banco de Brasília - BRB (BSLI4)
Banco de Brasília - BRB (BSLI4). - Imagem: Divulgação

São tempos de incerteza para o Banco de Brasília (BSLI4). Nesta segunda (9), as ações preferenciais da instituição chegaram a despencar mais de 20% na B3. A reação negativa do mercado ocorre após o BRB apresentar ao Banco Central (BC) um plano de recomposição de capital na última sexta (6), como resposta às perdas associadas às operações com o Banco Master.

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A proposta foi entregue pessoalmente pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, ao diretor de Fiscalização do BC, Gilneu Vivan, com a presença do secretário de Economia do Distrito Federal, Daniel Izaias.

Por volta das 14h de hoje, ações preferenciais do banco estatal caíam 20,71%, negociados a R$ 4,47. Os papéis acabaram fechando o dia com baixa de 13,42%, cotados a R$ 4,84.

Na contramão, as ações ordinárias (BSLI3) chegaram a subir mais de 5%, sustentadas pela expectativa de preservação do controle do banco pelo acionista majoritário, o governo do Distrito Federal. Os papéis terminaram a sessão com alta de 4,88%, cotados a R$ 4,30.

O que se sabe sobre o plano de recomposição de capital apresentado pelo BRB? 

Em comunicado, o Banco de Brasília afirmou que eventuais aportes de capital só serão definidos após a conclusão das investigações em andamento. Além de não divulgar valores, a instituição não detalhou quais medidas do plano serão efetivamente executadas.  

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O BRB informou que se trata de um conjunto de ações preventivas, com horizonte de implementação de até 180 dias, voltadas à preservação da sustentabilidade da instituição e à proteção de clientes, investidores e parceiros. 

Leia Também

  • O plano de recomposição de capital é um instrumento exigido pelo BC quando uma instituição sofre perdas relevantes e precisa demonstrar como pretende restaurar seus níveis de capital e permancer sólida em suas operações.  

No caso do BRB, isso acontece depois do banco ter negociado R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do Banco Master, com ativos superfaturados ou inexistentes.

Segundo o próprio Banco de Brasília, aproximadamente R$ 10 bilhões desses ativos já teriam sido substituídos ou liquidados. 

 Em depoimento à Polícia Federal no fim do ano passado, o diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, afirmou que as operações com o Banco Master teriam provocado um rombo de cerca de R$ 5 bilhões no banco distrital.   

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Quais são os caminhos do BRB para levantar capital? 

A princípio, existem cinco alternativas para o banco recompor seu capital: 

  • empréstimos junto a outras instituições financeiras, inclusive com apoio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC); 
  • venda de ativos, como carteiras imobiliárias e créditos a estados e municípios; 
  • criação de um fundo imobiliário com terrenos e imóveis do governo do Distrito Federal
  • aportes diretos do Tesouro do DF; 
  • empréstimos do GDF com garantia do FGC, com posterior repasse ao banco. 

As medidas que envolvem recursos públicos dependem de aprovação da Câmara Legislativa do Distrito Federal. 

Segundo o Estadão, o BRB já teria vendido cerca de R$ 5 bilhões em ativos considerados de alta qualidade, como crédito consignado e antecipação de saques do FGTS, para conter a fuga de recursos após a liquidação do Banco Master.  

O BRB também negocia a venda de quase R$ 1 bilhão em carteiras de crédito com garantias do Tesouro Nacional e tenta se desfazer de fundos adquiridos do próprio Master. 

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Em março de 2025, o Banco de Brasília anunciou uma proposta para adquirir o Banco Master. Em setembro, o Banco Central vetou a compra e anunciou a liquidação da instituição comandada por Daniel Vorcaro por crise de liquidez, indícios de irregularidades financeiras e fraude contábil.   

A partir daí, autoridades deram início a uma investigação sobre o Banco Master, revelando as operações de venda de carteiras de crédito ao BRB. 

*Com informações de Agência Brasil e Money Times

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