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PREPARANDO TERRENO?

Amil pode ganhar novos sócios: Advent e Bain negociam fatia na operadora de saúde — e IPO entra no radar, diz jornal

Segundo Valor Econômico, gestoras negociam participação relevante na Amil, enquanto a empresa já começa a desenhar uma possível abertura de capital

Agência de atendimento da Amil no Jardins, em São Paulo
Agência de atendimento da Amil no Jardins, em São Paulo - Imagem: Amil

Amil pode estar preparando o terreno para desembarcar na bolsa. Antes de uma eventual oferta de ações (IPO), porém, a operadora de saúde pode ganhar novos sócios de peso. 

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Menos de três anos depois de ser comprada por José Seripieri Filho, o Júnior, a empresa negocia a entrada das gestoras Advent Bain Capital em seu capital, segundo informações do Valor Econômico

As conversas envolvem a aquisição de uma participação relevante na companhia.  

Embora a venda do controle esteja descartada neste momento, a entrada de investidores financeiros pode abrir caminho para um futuro IPO, quando as condições do mercado de capitais forem mais favoráveis, de acordo com a imprensa especializada. 

Segundo o Valor, as negociações acontecem há alguns meses, mas ainda não estão em estágio avançado. 

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Esta não é a primeira aproximação das duas gestoras desde que Júnior recomprou a Amil da UnitedHealth, em dezembro de 2023. De acordo com o jornal, Advent e Bain já chegaram a demonstrar interesse em assumir o controle da operadora, embora essa possibilidade continue fora da mesa. 

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Em paralelo, a companhia já começa a desenhar seus próximos passos. Ainda segundo o Valor, um banco de investimento foi contratado para iniciar conversas na Faria Lima sobre um futuro IPO, enquanto uma captação privada (private placement), com investidores financeiros entrando como acionistas minoritários, também permanece como alternativa. 

Procurada pelo Seu Dinheiro, a Amil afirmou que "não comenta especulações de mercado". Já Bain e Advent não retornaram contato até o momento de publicação desta reportagem. O espaço segue aberto. 

Amil volta ao radar dos grandes fundos 

Júnior comprou a Amil no fim de 2023 por cerca de R$ 11 bilhões, dos quais aproximadamente R$ 9 bilhões correspondiam à assunção de dívidas da companhia. 

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Advent e Bain estavam entre os grupos interessados no ativo durante o processo de venda conduzido pela UnitedHealth. 

A Bain, inclusive, voltou a procurar o empresário cerca de dois anos atrás para discutir uma possível aquisição do controle da operadora, mas as conversas não avançaram, segundo o Valor. 

O interesse não é por acaso. O fundo foi um dos principais investidores da NotreDame Intermédica, operação em que multiplicou diversas vezes o capital investido após o IPO da companhia, em 2018, e vendas posteriores de participação no mercado. 

Amil: da crise ao lucro 

Fundada por Edson de Godoy Bueno, a Amil foi vendida à UnitedHealth em 2012 por cerca de R$ 10 bilhões, em uma operação que manteve a família Bueno como acionista minoritária do grupo norte-americano. 

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Com o tempo, porém, a operadora perdeu espaço dentro da estratégia global da UnitedHealth, que passou anos tentando vender o ativo até concluir a negociação com José Seripieri Filho. 

Desde que reassumiu a companhia, Júnior conseguiu recolocar a Amil no azul. Em 2025, a operadora registrou lucro líquido de R$ 814 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 4 bilhões contabilizado no ano anterior. 

Fundador da Qualicorp, o empresário também acumula experiência na convivência com fundos de private equity. Em 2008, vendeu uma participação da empresa para a General Atlantic e, dois anos depois, trouxe a Carlyle para o quadro de acionistas. 

*Com informações do Valor Econômico.

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