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DEPOIS DO RALI

Alpargatas (ALPA4) dispara 120% na B3 em um ano — e pode ir além. BofA eleva recomendação das ações da dona da Havaianas

Os analistas veem três fatores que sustentam a visão positiva para a dona da Havaianas; confira

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24 de janeiro de 2026
15:16 - atualizado às 12:52
O modelo Florals da colaboração da Havaianas com a Dolce & Gabbana.
O modelo Florals da colaboração da Havaianas com a Dolce & Gabbana. - Imagem: Divulgação Havaianas

As ações da Alpargatas (ALPA4) brilharam nos últimos meses. No acumulado de um ano, os papéis dispararam mais de 120% — mas o Bank of America (BofA) ainda vê espaço para mais.

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O banco elevou a recomendação para a Alpargatas (ALPA4) de neutra para compra e o preço-alvo de R$ 13 para R$ 16, o que se traduz em um potencial de alta de 17,6% em relação ao preço de fechamento da última sessão.

Por que comprar ações da Alpargatas agora?

De acordo com os analistas, há três fatores que sustentam a visão positiva para a Alpargatas (ALPA4):

  1. Foco em varejo especializado;
  2. Reconfiguração internacional; e
  3. Redução de custos de insumos.

Segundo o banco, essa tríade de fatores indica para a continuidade do momentum operacional forte da companhia.

Ainda que Alpargatas tenha em grande parte recuperado a marca Havaianas no Brasil, o BofA continua a ver oportunidades de alta qualidade para ganho de participação em canais de varejo especializado. Para o banco, a empresa vem sendo sub-representada nesta frente.

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“A reconfiguração dos acordos com distribuidores parece promissora, especialmente nos Estados Unidos. Por fim, quedas acentuadas nos custos de butadieno e estireno (matérias-prima) devem impulsionar as margens”, avaliam os analistas.

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Os analistas do BofA destacam também o forte brand equity (valor de marca) da dona da Havaianas no mercado brasileiro de chinelos.

Ainda assim, a marca tem participação abaixo da média em varejistas especializados de maior margem (54% das vendas da indústria) e participação acima da média em canais de massa, de menor margem.

“A contribuição unitária por par é estimada como 30–40% maior nos canais especializados. Estimamos que cada ponto percentual de migração de volume para o varejo especializado adicionaria cerca de 20 pontos-base à margem de contribuição, apesar dos maiores custos de serviço”, dizem os analistas, de olho no potencial de ganho de participação.

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Além disso, um acordo exclusivo de distribuição nos EUA por quatro anos com o The Eastman Footwear Group parece ter alto potencial para gerar uma melhora material no modelo de go-to-market da Alpargatas, na visão do BofA.

“Fundada em 1939, a Eastman trabalha com mais de 30 marcas, incluindo Adidas, K-Swiss, Hurley, Tretorn e Lacoste. Esperamos uma melhora significativa na disponibilidade nos pontos de venda, simultaneamente a iniciativas voltadas à sustentabilidade e à arquitetura de preços”, pondera o banco.

Outro fator que impulsiona a visão dos analistas é que os preços do butadieno e do estireno caíram 46,1% e 13,8% ao ano em real e devem permanecer deprimidos no curto prazo, que representam cerca de 25% dos custos de insumos da Havaianas.

Essas quedas devem adicionar aproximadamente dois pontos percentuais à margem bruta da dona da Havaianas em 2026.

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*Com informações do Money Times.

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