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Operação será liderada por Cristina Junqueira e terá Roberto Campos Neto como chairman
O Nubank (ROXO34) acaba de dar mais um passo na transição para banco global. A fintech recebeu nesta quinta-feira (28) a aprovação condicional do Escritório do Controlador da Moeda (OCC) para criar um banco nacional do zero nos Estados Unidos.
O sinal verde do regulador norte-americano permite o início da estruturação do Nubank, N.A, e representa um “marco na estratégia de longo prazo” para ampliar a presença operacional e o portfólio de produtos nos EUA.
A operação norte-americana será liderada por Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, que assume o cargo de CEO nos EUA e se mudou para o país para comandar a construção do banco no longo prazo.
“Receber a aprovação federal para uma licença de banco nacional é um passo significativo em nossa jornada para nos tornarmos uma instituição regulamentada sólida, em conformidade com as normas e competitiva nos EUA”, afirmou Junqueira, em nota.
O movimento também traz um nome conhecido do mercado brasileiro para o centro da estratégia: Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central do Brasil, assumirá a presidência do conselho (chairman) do banco nos EUA.
Com a aprovação condicional em mãos, o Nubank entra agora na chamada fase de organização do banco.
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Esse estágio envolve o cumprimento de uma série de exigências do OCC, além das aprovações adicionais da Corporação Federal de Seguro de Depósitos (FDIC) e do Federal Reserve, o banco central norte-americano.
O cronograma prevê a capitalização da nova instituição em até 12 meses e a abertura formal do banco em até 18 meses.
Uma vez concluído o processo, a licença de banco nacional permitirá que o Nubank opere sob uma estrutura federal única — o que viabiliza o lançamento de produtos como contas de depósito, cartões de crédito, empréstimos e serviços de custódia de ativos digitais.
Apesar do avanço em território americano, o Nubank destaca que o foco principal continua sendo a América Latina. Segundo o fundador e CEO global, David Vélez, a nova licença não altera as prioridades da empresa, mas amplia o horizonte.
“Embora continuemos totalmente focados em nossos mercados principais no Brasil, México e Colômbia, este passo nos permite construir a próxima geração bancária nos Estados Unidos”, disse Vélez, em nota.
A iniciativa faz parte de um plano mais amplo anunciado pela companhia para estabelecer hubs estratégicos em regiões-chave do país, como Miami, a área da Baía de São Francisco, o norte da Virgínia e o Research Triangle, na Carolina do Norte.
O avanço regulatório nos EUA também ocorre em paralelo a outros movimentos de expansão da fintech.
Em abril, a subsidiária Nu México recebeu autorização para se organizar como instituição bancária no país e aguarda a liberação final para iniciar operações.
Já no Brasil, o banco digital anunciou recentemente a intenção de obter uma licença bancária plena a partir de 2026.
Procurado pelo Seu Dinheiro, o Nubank afirmou que não comentaria além das informações divulgadas em comunicado.
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