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A holding informou que o valor não é substancial para suas contas, mas pediu um diagnóstico completo do ocorrido e um plano para melhoria da governança

A Itaúsa (ITSA4) informou nesta terça-feira (14) que os ajustes contábeis no balanço da Aegea — empresa em que detém 13,27% de participação — exigiram a revisão do patrimônio líquido da holding também.
O impacto negativo foi de R$ 700 milhões, considerando o exercício fiscal de 2025.
Embora o valor seja expressivo, a holding classificou o montante como “imaterial”, visto que representa menos de 1% do seu patrimônio total no fechamento do ano passado, que era de R$ 89 bilhões.
Além disso, os ajustes feitos pela Aegea foram contábeis — ou seja, "no papel". Isso significa que a Itaúsa não teve nenhum saque financeiro em caixa para cobrir o prejuízo da revisão.
Revisão esta que aconteceu por uma mudança estratégica da Aegea para uma postura mais conservadora em seus registros financeiros. A empresa de saneamento decidiu alinhar o reconhecimento de suas receitas em balanço com a entrada efetiva do dinheiro em caixa.
Em outras palavras: a companhia parou de contar com o lucro das faturas de clientes inadimplentes, que estava entrando como lucro contábil.
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Embora seja apenas uma acionista minoritária, sem participação direta na gestão da Aegea, a Itaúsa acionou seus representantes para solicitar um diagnóstico completo do ocorrido.

A holding também quer um plano de ação robusto, que reforce os controles internos e a gestão de risco da empresa de saneamento.
O objetivo é garantir que a casa esteja em ordem para suportar os planos de crescimento, preparando o terreno para uma possível abertura de capital (IPO) da Aegea na bolsa em janelas futuras.
Antes da revisão dos balanços, os agentes financeiros já cogitavam que o IPO poderia acontecer ainda neste ano. Agora, com o aumento da percepção de risco pelo atraso do balanço, a abertura de capital deve ficar para o próximo ano.
Mesmo que o ajuste busque maior fidelidade dos dados no futuro, o mercado reagiu com cautela.
Agências de classificação de risco como S&P Global, Fitch Ratings e Moody’s Global rebaixaram as notas de crédito da Aegea.
Um rating menor indica uma percepção de risco maior, o que pode encarecer o custo dos empréstimos que a companhia precisará tomar para continuar sua expansão rumo ao saneamento universal.
*Com informações do Money Times.
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