🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão

As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico

6 de janeiro de 2026
9:33 - atualizado às 11:25

A captura de Nicolás Maduro, em uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos em Caracas, marcou uma inflexão abrupta e inesperada na política externa do segundo mandato de Donald Trump, sinalizando uma postura mais assertiva, unilateral e claramente ancorada no uso do poder militar e econômico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em um primeiro momento, Trump chegou a declarar que Washington “governaria” a Venezuela — um país de cerca de 28 milhões de habitantes — durante um período de transição até que se atingisse um ambiente considerado “seguro, adequado e justo”.

Pouco depois, no entanto, o secretário de Estado Marco Rubio tratou de calibrar o discurso, esclarecendo que a estratégia central não envolve uma ocupação formal, mas sim o exercício de forte pressão econômica e política durante a transição, com destaque para a chamada “quarentena do petróleo” como principal instrumento de influência.

A incerteza política e as certezas de Rubio

Com Maduro agora respondendo a acusações graves em território americano e Delcy Rodríguez empossada como presidente interina pela Suprema Corte venezuelana, o país entrou em um período de elevada incerteza institucional.

O ambiente combina pressão popular por eleições livres, disputa de legitimidade com a oposição e, sobretudo, o papel central das Forças Armadas como fiel da balança entre estabilidade e ruptura no curto prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse contexto, Rubio tem explicitado expectativas claras: que Rodríguez reformule a governança da indústria petrolífera, intensifique o combate ao narcotráfico e a grupos armados como as FARC, e rompa relações com adversários estratégicos dos EUA, como Irã e o Hezbollah.

Leia Também

Embora ideologicamente ligada a Maduro, Rodríguez tem sinalizado algum pragmatismo ao dialogar com elites empresariais locais e adotar um tom mais conciliatório com Washington, em resposta direta à pressão exercida pela Casa Branca.

Doutrina "Donroe"

Sob a ótica geopolítica mais ampla, a operação reforça a leitura de que os EUA buscam neutralizar a Venezuela como polo de influência de China, Rússia e Irã no Hemisfério Ocidental, realinhando a região à lógica histórica da Doutrina Monroe — ironicamente rebatizada por Trump como “Doutrina Donroe”.

A ação evidencia até onde o presidente americano está disposto a ir em seu segundo mandato e consolida uma política externa mais agressiva e unilateral, em ruptura com o multilateralismo do pós-Guerra Fria, ao ser conduzida sem consulta a aliados, à ONU ou a fóruns como o G-20.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao mencionar possíveis novos focos de atenção em Cuba, Colômbia, Groenlândia e México, Trump amplia o risco de fragmentação da ordem internacional e cria um precedente que pode ser replicado por outras potências, como a Índia, que já sinaliza maior foco militar, e a própria China, alimentando preocupações crescentes sobre eventuais movimentos em direção a Taiwan.

O impacto nos mercados financeiros

Nos mercados financeiros, a leitura inicial permanece predominantemente construtiva no curto prazo. Os títulos soberanos da Venezuela já vinham apresentando recuperação desde 2023.

A perspectiva de maior envolvimento dos Estados Unidos no setor petrolífero — combinada à possibilidade de uma flexibilização gradual das sanções e a um aumento da produção, que pode atingir algo entre 1,3 e 1,4 milhão de barris por dia ao longo dos próximos dois anos — sustenta um viés mais otimista para os ativos do país.

Ainda assim, o principal entrave continua sendo a complexa reestruturação da dívida em um ambiente de transição política frágil, fator que tende a limitar movimentos mais amplos e consistentes de valorização no médio prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sobre a principal commodity em questão, embora a produção atual de petróleo venezuelano seja relativamente modesta em termos globais — cerca de 1 milhão de barris por dia, bem abaixo do pico histórico próximo a 3 milhões —, o país concentra as maiores reservas provadas do mundo, estimadas em aproximadamente 303 bilhões de barris, ainda que majoritariamente de petróleo pesado.

A possibilidade de maior participação de empresas americanas nesse processo já se refletiu no desempenho de ações como as da Chevron, além de potenciais efeitos indiretos para companhias de serviços de campo, como Schlumberger e Halliburton.

Mais relevante do que o impacto direto sobre o mercado global de petróleo, contudo, é o componente geopolítico: retirar o petróleo venezuelano da órbita da China — que hoje o adquire com descontos significativos — enfraquece um dos principais diferenciais estratégicos chineses frente aos EUA, o acesso a energia abundante e relativamente barata, em um contexto de rivalidade estrutural entre as duas potências.

Caso Washington consiga consolidar influência efetiva sobre essas reservas, avaliadas em até US$ 17 trilhões aos preços atuais, o efeito potencial é uma inflexão relevante no equilíbrio global de poder, reforçando o domínio energético americano, o papel central do petrodólar e a capacidade de pressão geopolítica dos EUA — inclusive frente a adversários como o Irã.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No horizonte de médio e longo prazo, um controle mais previsível da produção venezuelana tende a reduzir prêmios geopolíticos, ampliar a oferta estrutural e gerar um viés marginalmente desinflacionário para os preços globais do petróleo.

Ao mesmo tempo, esse movimento sinaliza para a América Latina um maior alinhamento institucional à órbita americana, com mais abertura ao capital privado e menor espaço para modelos econômicos intervencionistas — um pano de fundo que torna as eleições de 2026, especialmente em países como o Brasil, ainda mais decisivas.

O que isso significa para o Brasil

Do ponto de vista político, a queda de Maduro representa um golpe relevante para a esquerda latino-americana, uma vez que o regime chavista financiava e influenciava movimentos regionais por décadas.

No caso brasileiro, a postura historicamente complacente do governo Lula em relação à ditadura venezuelana tende a cobrar seu preço político, com a direita explorando os vínculos passados com o eixo autoritário formado por China, Rússia, Irã e aliados regionais nas eleições de 2026.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em paralelo, a região como um todo atravessa uma inflexão estratégica clara: após cerca de 25 anos de expansão gradual da influência chinesa, os Estados Unidos retomaram protagonismo de forma acelerada a partir de 2023.

O país combina eleições, sanções e pressão política, com a volta de Donald Trump à Casa Branca em 2024 e o desfecho mais duro na Venezuela em 2026, deixando evidente que Washington não aceita mais a América Latina como quintal estratégico de Pequim.

Esse pano de fundo tende a produzir efeitos diretos e relevantes sobre os próximos ciclos eleitorais da região, com destaque para Brasil e Colômbia, à medida que o ambiente regional desloca o pêndulo político em direção a agendas de segurança, economia e previsibilidade institucional.

A tese de fundo permanece inequívoca: em poucos anos, a América Latina alterou de forma profunda seu eixo de influência, e aqueles que não se adaptarem a essa nova configuração correm o risco de sentir seus efeitos de maneira abrupta e desordenada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio delicado da Petrobras (PETR4), o Oscar para empreendedores, a recuperação do GPA (PCAR3) e tudo mais que mexe com os mercados hoje

13 de março de 2026 - 8:13

Saiba quais os desafios que a Petrobras precisa equilibrar hoje, entre inflação, política, lucro e dividendos, e entenda o que mais afeta as bolsas globais

SEXTOU COM O RUY

Número mágico da Petrobras (PETR4): o intervalo de preço do petróleo que protege os retornos — e os investidores

13 de março de 2026 - 7:11

O corte de impostos do diesel anunciado na quinta-feira (12) afastou o risco de interferência na estatal, pelo menos por enquanto

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O lado B dos data centers, a guerra no Oriente Médio e os principais dados do mercado hoje

12 de março de 2026 - 8:55

Entenda as vantagens e as consequências ambientais do grande investimento em data centers para processamento de programas de inteligência artificial no Brasil

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Petróleo em alta — usando dosagens para evitar o risco de uma aposta “certa” 

11 de março de 2026 - 19:57

Depois de uma disparada de +16% no petróleo, investidores começam a discutir até onde vai a alta — e se já é hora de reduzir parte da exposição a oil & gas para aproveitar a baixa em ações de qualidade

ALÉM DO CDB

Prêmios de risco do crédito privado têm certo alívio em fevereiro, mas risco de algumas empresas emissoras aumenta

11 de março de 2026 - 14:39

Os spreads estão menos achatados, e a demanda por títulos isentos continua forte; mas juro elevado já pesa sobre os balanços das empresas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Faturamento de R$ 160 milhões no combate ao desperdício, guerra no Oriente Médio, e tudo o que você precisa saber hoje

11 de março de 2026 - 8:26

Entenda como a startup Food to Save quer combater o desperdício de alimentos uma sacolinha por vez, quais os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como lucrar com a Copa sem cometer crimes, as consequências de uma guerra mais longa para os juros, e o que mais afeta a bolsa hoje

10 de março de 2026 - 8:38

A Copa do Mundo 2026 pode ser um bom momento para empreendedores aumentarem seu faturamento; confira como e o que é proibido neste momento

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O petróleo volta a ditar o humor dos mercados, mas não é só isso: fertilizantes e alimentos encarecem, e até juros são afetados

10 de março de 2026 - 7:32

O ambiente de incerteza já pressiona diversos ativos globais, contribui para a elevação dos rendimentos de títulos soberanos e amplia os riscos macroeconômicos

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A fila dos IPOs na B3, a disparada do petróleo, e o que mais move o mercado hoje 

9 de março de 2026 - 8:11

Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital

TRILHAS DE CARREIRA

O fim da Diversidade? Por que a Inteligência Artificial (IA) me fez questionar essa agenda novamente

8 de março de 2026 - 8:00

Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

De volta à pole: com Gabriel Bortoleto na Fórmula 1 e a retomada da produção nacional, Audi aquece os motores

7 de março de 2026 - 9:01

São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid.  Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ainda dá para investir em Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3), o FII do mês, e o que mais move seus investimentos hoje

6 de março de 2026 - 8:35

Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira

SEXTOU COM O RUY

Petrobras e Prio disparam na Bolsa — descubra por que não é tarde demais para comprar as ações

6 de março de 2026 - 6:55

Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A luta pelos dividendos da Petrobras (PETR4), o conflito no Oriente Médio e o que mais impacta o seu bolso hoje

5 de março de 2026 - 8:07

Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Dá mesmo para ter zero de petróleo e gás?

4 de março de 2026 - 19:52

A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Depois do glow up, vêm os dividendos com a ação do mês; veja como os conflitos e dados da economia movimentam os mercados hoje

4 de março de 2026 - 8:59

A Ação do Mês busca chegar ao Novo Mercado e pode se tornar uma pagadora consistente — e robusta — de dividendos nos próximos anos; veja por que a Axia (AXIA3) é a escolhida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os desafios das construtoras na bolsa, o “kit geopolítico” do conflito, e o que mais move o mercado hoje

3 de março de 2026 - 8:37

Veja como acompanhar a temporada de resultados das construtoras na bolsa de valores; PIB, guerra no Oriente Médio e Caged também afetam os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Ormuz no radar: o gargalo energético que move os mercados e os seus investimentos

3 de março de 2026 - 7:00

Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O gringo já tem data para sair do Brasil, o impacto do conflito entre EUA, Israel e Irã nos mercados, e o que mais move a bolsa hoje

2 de março de 2026 - 8:46

Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]

DÉCIMO ANDAR

Hora de olhar quem ficou para trás: fundos imobiliários sobem só 3% no ano, mas cenário pode estar prestes a virar

1 de março de 2026 - 8:00

Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar