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O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
A aversão ao risco na esteira do conflito entre EUA e Irã não afastou os estrangeiros da bolsa brasileira. Dados da B3 mostram que os gringos ingressaram com R$ 781,3 milhões no mercado acionário local entre os dias 2 e 6 de março. Somente na última sexta-feira, o volume chegou a R$ 373 milhões.
Apesar da entrada de fluxo, o Ibovespa acumulou queda de 4,99% na semana passada, dadas as incertezas sobre a duração do conflito no Oriente Médio — iniciado em 28 de fevereiro com ataques coordenados entre EUA e Israel e que resultou na morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.
De janeiro até a primeira semana de março, a bolsa brasileira acumula R$ 42,5 bilhões em aportes de alocadores não residentes. O montante é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3.
Se a guerra não afastou o gringo da bolsa brasileira, Luis Ferreira, CIO do EFG Private Wealth Management, diz que três fatores pode fazer o dinheiro estrangeiro voltar para a casa.
O primeiro deles é a temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026.
“O primeiro sinal de saída do dinheiro gringo do Brasil deve vir a partir de abril, quando conheceremos os resultados financeiros das empresas no primeiro trimestre de 2026. Esses números serão observados com lupa pelo investidor de fora”, disse.
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“Se o fundo tiver atingido a meta de resultado, a bolsa brasileira vai viver a primeira etapa da saída de recursos estrangeiros”, acrescenta.
O segundo momento de saída dessa enxurrada de capital gringo pode ser na eleição de outubro. Ferreira, no entanto, faz questão de ressaltar que o resultado do pleito pouco tem a ver com a saída dos recursos estrangeiros do mercado brasileiro.
“Para gestores que administram dezenas de carteiras em várias partes do mundo, não há tempo de olhar se um determinado país tem um governo de esquerda ou de direita. A missão do fundo é trazer retorno para o cliente. Portanto, o que acontece em períodos eleitorais é uma realocação da carteira”, disse.
“O gestor de um fundo gringo precisa de um gatilho para sair depois que bate as metas de resultado, e esse gatilho, no Brasil, pode ser a eleição”, acrescentou.
Se quiser saber qual é o terceiro motivo, que faz parte da tempestade perfeita para a saída do gringo no Brasil, acesse aqui a matéria especial que o Seu Dinheiro fez com o gestor que tem mais de US$ 200 bilhões em ativos espalhados por mais de 40 países.
*Com informações do Money Times
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