O que fez o BTG ficar otimista com a Gerdau (GGBR4)? Banco vê espaço para alta de 30% nas ações
Banco elevou a recomendação para compra após revisar as projeções de lucro e vê melhora operacional sustentada pelas operações nos Estados Unidos e pela recuperação do mercado brasileiro

As ações da Gerdau (GGBR4) caíram nas graças do BTG Pactual, que elevou a recomendação para os papéis para compra, com preço-alvo de R$ 28 no fim deste ano, o que representa um potencial de valorização de 30,6% sobre o preço de fechamento da última sexta (3).
"O momentum começou a melhorar, e esperamos que os resultados do segundo trimestre mostrem uma melhora na qualidade dos resultados. Mais importante, não vemos isso como uma tese restrita a 2026, já que esperamos que a maior parte dessas tendências permaneça em vigor ao longo de 2027″, escreveram os analistas em relatório divulgado nesta manhã.
O upgrade reflete a revisão para cima das estimativas de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que passaram para quase R$13 bilhões em 2026, refletindo uma combinação de melhora operacional e valuation mais atrativo.
Por volta das 13h20, as ações da companhia sobem 0,93%, negociadas a R$ 21,64.
Por que o BTG está mais animado sobre as ações da Gerdau?
A principal alavanca continua sendo a operação nos Estados Unidos, responsável por boa parte dos resultados da empresa, onde a demanda permanece aquecida graças ao avanço dos investimentos em energia solar, data centers e infraestrutura, além dos efeitos de medidas protecionistas e de uma carteira de pedidos acima da média histórica.
O banco avalia ainda que há espaço para novos reajustes de preços no mercado norte-americano, o que pode sustentar as margens em níveis elevados por mais tempo.
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No Brasil, o BTG vê sinais de recuperação após um período marcado pela forte concorrência das importações e pela pressão sobre a rentabilidade. Segundo o time de análise, medidas antidumping já começam a melhorar o ambiente competitivo, enquanto o projeto Miguel Burnier deve contribuir para ampliar a geração de resultados nos próximos trimestres.
O projeto Miguel Burnier é o principal investimento de mineração da Gerdau em Minas Gerais e um dos maiores projetos recentes da companhia. Ele não é uma usina de aço, mas sim uma expansão da mina de minério de ferro de Miguel Burnier, com investimento bilionário.
Somado a isso, cerca de 75% do Ebitda consolidado da companhia está atrelado ao dólar, característica que reforça a resiliência do negócio em um cenário de volatilidade cambial.
Para o BTG, a combinação entre melhora dos fundamentos, forte geração de caixa, potencial de distribuição de dividendos e programas de recompra de ações fortalece a perspectiva de valorização do papel.
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