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Em relatório, banco aponta que efeito indireto do petróleo sobre a inflação pode ser tão relevante quanto o impacto nos combustíveis

A recente alta do petróleo no mercado internacional pode pesar mais no bolso dos brasileiros do que apenas pelo aumento da gasolina e do diesel. Segundo relatório do Itaú BBA divulgado nesta sexta-feira (22), o choque na commodity já começa a aparecer nos índices de inflação e pode dificultar novos cortes da taxa Selic pelo Banco Central.
O banco afirma que o petróleo afeta a inflação por diferentes canais e que o impacto tende a se espalhar pela economia nos próximos meses.
“O aumento do preço do petróleo afeta a inflação por canais diretos, via combustíveis e energia, e indiretos, via custos intermediários de produção e de transporte”, escreveram os economistas no relatório.
Isso significa que o efeito não fica restrito aos postos de combustíveis. Custos maiores com transporte, logística, embalagens, energia e insumos industriais acabam pressionando preços de diferentes produtos e serviços.
Segundo o Itaú BBA, os primeiros sinais desse repasse já aparecem nos Índices Gerais de Preços (IGPs), indicadores de inflação bastante ligados aos custos da indústria e do atacado.
“As leituras recentes dos IGPs sugerem que o choque de petróleo já está pressionando itens industriais, em especial bens de consumo final”, destaca o relatório.
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O banco afirma ainda que o movimento já começa a chegar ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a métrica oficial de inflação do país.
“Há sinais de que o repasse do IGP para o IPCA tem surgido com defasagens curtas e transmissão rápida do choque para parte dos preços livres”, afirmam os economistas do banco.
Os chamados preços livres incluem itens definidos pelo mercado, como alimentos, roupas, eletrodomésticos e serviços.
O relatório explica que existem dois principais tipos de impacto do petróleo sobre a inflação.
O primeiro é o efeito direto, que aparece rapidamente nos combustíveis e na energia. Quando o barril sobe no exterior, gasolina, diesel e gás de cozinha tendem a ficar mais caros.
Já o segundo é considerado mais amplo e difícil de conter. “O canal indireto reflete os custos ao longo das cadeias produtivas: transporte, logística, energia, embalagens e insumos industriais”, diz o Itaú BBA.
O diesel mais caro eleva o custo do frete, o transporte encarece mercadorias e as empresas passam a gastar mais para produzir e distribuir produtos.
E parte dessa alta acaba sendo repassada aos consumidores.
Para medir o tamanho dessa pressão inflacionária, o Itaú BBA utilizou dois modelos diferentes.
O primeiro, baseado em estudos semelhantes aos usados pelo Banco Central, estima como choques no petróleo afetam historicamente os preços livres da economia.
Segundo o relatório, “um choque de 10% no petróleo implica alta de cerca de 40 pontos-base em preços livres”. No IPCA cheio, o impacto seria de aproximadamente 30 pontos-base ao longo de quatro trimestres.
O banco também concluiu que esse repasse costuma ser maior quando a economia está mais aquecida, já que as empresas conseguem reajustar preços com maior facilidade. “Choques altistas geram repasse mais elevado, enquanto hiato negativo reduz novamente a transmissão”, aponta o estudo.
O segundo exercício do Itaú BBA analisou como derivados de petróleo são usados ao longo das cadeias produtivas da economia brasileira.
Nesse cenário, o impacto potencial aparece ainda maior. “O exercício aponta que aproximadamente um terço desse efeito vem do diesel”, destaca o relatório.
Segundo os economistas, o peso do combustível sobre fretes e transporte ajuda a espalhar a inflação para diferentes setores da economia.
Além disso, derivados de petróleo são usados em embalagens, produtos químicos, plásticos e diversos insumos industriais.
O estudo aponta que uma alta de 10% no petróleo poderia elevar os preços livres em até 70 pontos-base por meio do canal indireto.
Ainda assim, o banco ressalta que esse cálculo representa um cenário máximo, já que considera repasse integral dos custos ao consumidor.
O cenário-base do Itaú BBA projeta IPCA de 5,2% em 2026, considerando petróleo médio de US$ 85 por barril e dólar a R$ 5,15.
Segundo o banco, a disparada recente da commodity adicionou cerca de 1,1 ponto percentual às projeções de inflação em relação ao cenário anterior ao agravamento das tensões no Oriente Médio.
Desse total, cerca de metade vem diretamente dos combustíveis e derivados. O restante ocorre de forma indireta, espalhado por diferentes setores da economia.
“Pelas abordagens aqui apresentadas, o efeito potencial indireto pode chegar a 75-125 pontos-base”, afirma o relatório.
Para os economistas, o cenário reforça um ambiente mais desafiador para a política monetária brasileira.
“O exercício reforça um balanço de riscos desfavorável para a inflação e tende a contribuir para maior cautela do Banco Central na condução do seu ciclo de cortes [na taxa básica de juros]”, afirma o Itaú BBA.
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