O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Esse tipo de declaração mantém o mercado de olho da ata do Fed, já que volta a colocar os bancos centrais no olho do furacão no combate à inflação

“Acho que acabou. Não quero mais lidar com eles. Vamos atingi-los com força hoje à noite". A declaração de Donald Trump nesta quarta-feira (8) reascende uma guerra que nunca acabou, faz o petróleo saltar quase 10%, derruba bolsas em Wall Street e arrasta o Ibovespa para o vermelho.
Para quem investe, entender essa escalada não é só acompanhar quem fala mais alto ou ameaça mais — é saber por que o preço do barril, a cotação do dólar e até sua carteira de ações podem mudar de patamar em questão de horas.
E a peça-chave neste caso é o petróleo. Quando a tensão entre EUA e Irã aumenta, o primeiro (e mais rápido) efeito aparece na commodity. O Irã é um dos maiores produtores do mundo e controla, ao lado de outros países da região, o Estreito de Ormuz — corredor por onde passa boa parte do petróleo exportado globalmente. Qualquer ameaça a essa rota faz o preço do barril disparar.
Foi o que voltou a acontecer hoje. O Brent — referência internacional, usado inclusive pela Petrobras (PETR4) — chegou mais de 8% e passar de US$ 80 o barril, maior nível desde a assinatura do cessar-fogo em julho. O WTI, referência do mercado norte-americano, também avança com força, mais de 5%, e passa de US$ 75 o barril.
E a tendência é que essa escalada de preços, que chegou a colocar o Brent perto dos US$ 120 no início do ano, volte a assombrar os investidores. Mais cedo, o Irã disse que iria fechar Ormuz por completo caso fosse atacado novamente.
É esse tipo de ameaça que mantém o mercado de olho: quanto mais perto o conflito chega das rotas de exportação, maior o risco de choque de oferta — e maior o susto no preço da gasolina, do diesel e de tudo que depende de energia para ser produzido ou transportado.
Leia Também
A disparada do petróleo encarece combustíveis, frete e insumos industriais em cadeia, um movimento que pressiona a inflação — não só no Brasil, mas principalmente nos Estados Unidos, onde o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) já vinha sinalizando cautela com os juros.
Não por acaso, o mercado deve redobrar a atenção redobrada à ata da última reunião do Fed, que será divulgada nesta quarta-feira às 15h (horário de Brasília). O documento deve trazer mais detalhes sobre a primeira decisão de política monetária comandada pelo novo presidente do BC norte-americano, Kevin Warsh.
Na ocasião, os juros foram mantidos na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, com sinalização de que novas altas podem ser necessárias se a inflação persistir nos EUA. Um petróleo mais caro é exatamente o tipo de ingrediente que joga a favor desse cenário.
E se os juros sobem por lá — ou mesmo se o mercado só passa a esperar que subam —, o reflexo aparece imediatamente nos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasurys.
O Bank of America já vinha chamando atenção para isso: os analistas do banco projetam que o yield (rendimento) do título de referência de 10 anos dos EUA pode subir para 4,65%, podendo chegar a 4,82%, depois de romper a resistência de 4,20%.
Hoje, o yield desses papéis deu um salto para 4,59%. Um Treasury pagando mais de 4,5% ao ano, em dólar, em uma das economias mais seguras do mundo, é um concorrente direto da bolsa brasileira — e de qualquer ativo de risco em mercado emergente.
Quando o retorno “livre de risco” lá fora sobe, o investidor global exige um prêmio maior para topar o risco de investir em países como o Brasil. Resultado prático: menos apetite por ações brasileiras e mais dinheiro buscando refúgio em renda fixa, seja nos próprios Treasurys ou nos títulos públicos e privados brasileiros.
Em Nova York, o Dow Jones chega a cair mais de 700 pontos (-1,5%), enquanto o S&P 500 e o Nasdaq cedem cerca de 1%.
As ações mais sensíveis ao custo de energia lideraram as perdas — Home Depot caía 3%, Booking Holdings perdia 4% — enquanto petroleiras como ConocoPhillips e Chevron subiam cerca de 2%, beneficiadas pelo petróleo mais caro.
No Brasil, o Ibovespa também sentiu o clima de aversão a risco, recuando para a casa dos 170 mil pontos, uma perda de mais de 1%.
A Petrobras, puxada pela alta do petróleo, avança mais de 3% e ajuda, em alguma medida, a segurar a queda do Ibovespa, mas isso não é suficiente para evitar o tom negativo generalizado.
O dólar também reagiu e se valoriza frente ao real — alta de 0,16%, a R$ 5,1610 — em movimento de fuga para a segurança comum em momentos de tensão geopolítica.
Na Europa, as bolsas fecharam o dia em queda. O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 1,76%, a 634,90 pontos na sessão, com o setor de tecnologia registrando perdas de 3,62%. Na contramão, energia avançou 1,39%, apoiado pelo salto do petróleo.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 1,66%, a 10.489,04 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 2,35%, a 24.865,67 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 2,18%, a 8.252,66 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,22%, a 51.817,25 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 cedeu 1,77%, a 9.085,24 pontos.
A bolsa de Madri liderou as perdas na Europa, após Trump firmar que não quer mais relações comerciais com a Espanha. O Ibex 35 caiu 2,76%, a 19.098,63 pontos.
ESTRATÉGIA DEFENSIVA
NEM TUDO SÃO FLORES
HORA DE COMPRAR
TROCA DE CADEIRA
Conteúdo Empiricus
Conteúdo Empiricus
MERCADOS
Conteúdo Empiricus
ADEUS B3
ONDE INVESTIR NO 2° SEMESTRE
Conteúdo Empiricus
ONDE INVESTIR NO 2° SEMESTRE
VISÃO DO GESTOR
PARA ONDE O DINHEIRO VAI
FASE DOIS
BALANÇO DO MÊS
VISÃO PARA O SEGUNDO SEMESTRE
O JOIO E O TRIGO