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Larissa Bernardes

Repórter no Seu Dinheiro, formada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Possui experiência na cobertura do mercado financeiro em tempo real, economia, política e cenário internacional. Passou por agências de notícias e redações, como Agência Estado, Safras News, DCM e Record TV.

BOLSA E CÂMBIO

Uma Super Quarta nos mercados: Ibovespa bate novo recorde aos 184 mil pontos e ouro atinge marca histórica; dólar fica estável a R$ 5,20

Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%

Larissa Bernardes
28 de janeiro de 2026
19:25 - atualizado às 19:26
Ibovespa
Ibovespa - Imagem: iStock/Wirestock

A Super Quarta fez jus ao nome. Além das decisões de juros nos EUA e no Brasil, esta quarta-feira (28) também foi marcada por novos recordes do Ibovespa, do ouro e da prata.

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O principal índice da bolsa brasileira (B3) acumulou quase 3 mil pontos ao longo da sessão, cravando um duplo recorde: ultrapassou os 185 mil pontos durante a sessão e encerrou o dia em nova máxima, com alta de 1,52%, aos 184.691 pontos.

E não foi o único ao fazer história nesta quarta-feira (28). O ouro fechou o dia cotado em US$ 5.303,60 a onça-troy pela primeira vez, uma alta de 4,35%, e foi acompanhado pela prata, que subiu 7,15%, a US$ 113,53.

Mas o melhor ainda estava por vir para os metais preciosos, em um desempenho digno de uma Super Quarta. No pregão eletrônico, o ouro subiu 6,5% e chegou à marca inédita de US$ 5.400 a onça-troy, enquanto a prata avançou 11%, aos US$ 117,490.

No mercado de câmbio, o que se viu foi estabilidade. O dólar à vista encerrou o dia cotada em R$ 5,2066, permanecendo no menor nível desde maio de 2024.

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Esse desempenho foi marcado pela manutenção de juros nos EUA, com o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) fugindo de sinais sobre os próximos passos, enquanto por aqui, os estavam de olho na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom).

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Após o fechamento do pregão de hoje, o Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva, mas o comunicado trouxe uma indicação de que o ciclo de afrouxamento monetário deve começar em março.

Destaques do Ibovespa

O Ibovespa estendeu o ritmo de recordes com a forte entrada de capital estrangeiro. Segundo dados da B3, o investidor estrangeiro já aportou US$ 17,7 bilhões no mercado brasileiro neste ano, sendo US$ 2 bilhões somente na última sexta-feira (23).

O fluxo de dólares tem impulsionado os pesos-pesados do índice. A Vale (VALE3), por exemplo, subiu 2,44% e figurou como a ação mais negociada da B3, com mais de 62,8 mil negócios e giro financeiro de 2,25 bilhões.

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Além do aporte dos gringos, o mercado reagiu à prévia operacional da mineradora referente ao quarto trimestre (4T25) e do consolidado do ano, que colocou a Vale na liderança da produção mundial de minério de ferro.

Ainda entre os pesos-pesados, a Petrobras (PETR4) engatou o 9º dia de ganhos consecutivos, subindo 3,35%, com apoio do desempenho do petróleo. O contrato futuro do Brent, referência para o mercado mundial, para março encerrou as negociações com alta de 1,17%, a US$ 67,37 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Juntos, bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa. 

A ponta positiva, porém, foi liderada pela Raízen (RAIZ4), que fechou o dia com alta de 20% e voltou a ser cotada acima de R$ 1,00, em meio a expectativa de reestruturação financeira da companhia.

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Entre as perdas, a Embraer (EMBJ3) encabeçou a ponta negativa do Ibovespa, com baixa de 3,53%, mesmo após atingir mais um recorde em sua carteira de pedidos firmes. 

Lá fora

Nos Estados Unidos, os índices de Wall Street encerraram próximos da estabilidade, porém sem uma direção definida.

O Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed) manteve os juros inalterados, na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, como o esperado, e interrompeu o ciclo de cortes iniciado em setembro do ano passado.

A decisão, no entanto, não foi unânime. Os diretores Stephen Miran e Christopher Waller defenderam um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica norte-americana. Ambos são cotados para substituir Jerome Powell no comando do Fed depois de maio.

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,02%, aos 49.015,60 pontos;
  • S&P 500: -0,01%, aos 6.978,03 pontos; 
  • Nasdaq: +0,17%, aos 23.857,44 pontos.

Na Europa, os principais índices terminaram em queda. O índice pan-europeu Stoxx 600 teve recuo de 0,75%, aos 608,51 pontos.

Na Ásia, os índices fecharam em alta, ainda com especulações sobre intervenção no câmbio japonês. O índice Nikkei, do Japão, subiu 0,05%, aos 53.358,71 pontos, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve ganho de 2,58%, aos 27.826,91 pontos. 

*Com informações do Money Times

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