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Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

FAZENDO HISTÓRIA TODO DIA

Fome do estrangeiro pela bolsa brasileira leva o Ibovespa aos 180 mil pontos na máxima do dia; dólar vai a R$ 5,2862 

Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 8,53%; já o dólar à vista perdeu 1,61% nos últimos cinco dias

Carolina Gama
23 de janeiro de 2026
18:44 - atualizado às 18:45
Montagem com touro na frente do prédio da B3, a bolsa brasileira
Montagem com touro na frente do prédio da B3 - Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Nove minutos. Esse foi o tempo que o Ibovespa levou para sair dos 178.985,29 pontos, superar os 180 mil pontos no melhor momento desta sexta-feira (23) e fazer história — de novo — graças à fome dos estrangeiros por ativos brasileiros.

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De acordo com agentes de mercado, a última hora do pregão foi dominada por estrangeiros que operam o EWZ — o principal ETF de Brasil em Nova York, o que acaba se refletindo na performance do Ibovespa.

E esse promete ser apenas o começo. Emy Shayo, head de estratégia para América Latina, e Cinthya Mizuguchi afirmam que 2026 tem tudo para ser marcado por fortes fluxos de capital externo para as ações brasileiras, impulsionados pela busca por diversificação fora dos Estados Unidos.

O movimento, no entanto, não é novo — começou no ano passado. Dados da B3 mostram que investidores estrangeiros movimentaram mais de R$ 2,8 trilhões em ações no mercado brasileiro à vista em 2025, um aumento de 15% em relação a 2024.

“Tivemos um ano espetacular para as bolsas emergentes em 2025, e a tendência é de que isso continue em 2026, principalmente se os juros seguirem caindo lá fora”, disse Mario Nevares, head de investimentos internacionais da G5 Partners, durante sua participação no programa Onde Investir 2026, do Seu Dinheiro, que você pode conferir na íntegra aqui.

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Ibovespa: fechamento em 180 mil ainda não foi dessa vez

Mas ainda não foi dessa vez que o Ibovespa fechou em 180 mil pontos. Nos minutos finais do pregão desta sexta-feira (23), o principal índice da bolsa brasileira acabou perdendo fôlego, mas não fez feio, fez recorde.

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O Ibovespa encerrou a sessão com alta de 1,86%, aos 178.858,54 pontos, uma nova máxima de fechamento. No melhor momento do dia, o índice chegou aos 180.532,28 pontos, uma marca nunca atingida antes. Na semana, os ganhos do Ibovespa chegaram a 8,53%.

Os ganhos se espalharam pelo mercado, com os titãs da bolsa brasileira registrando forte avanço. As ações preferenciais da Petrobras (PETR4), por exemplo, avançaram 4,35%, enquanto PETR3 subiu 3,97%. Vale (VALE3), por sua vez, avançou 2,46%. Entre os bancos, o Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 1,14%.

Mas quem puxou a fila das maiores altas do Ibovespa do dia foi a Braskem (BRKM5), com uma alta de 10,66%, seguida de CSN (CSNA3), com avanço de 6,29%, e de Prio (PRIO3), com 4,91%.

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O avanço da Braskem foi sustentado pela notícia de que a CEO da Petrobras, Magda Chambriard, estaria esperando o sinal verde do governo para confirmar a intenção de ocupar o comando do conselho de administração da petroquímica.

Na ponta negativa do Ibovespa, apenas oito ações: Vivara (VIVA3), com queda de 5,06%; Pão de Açúcar (PCAR3), com baixa de 2,31%; e Caixa Seguridade (CXSE3), com perda de 1,90% formam o pódio das maiores perdas do dia.

O otimismo com ações, porém, não se estendeu com a mesma força aos demais mercados domésticos. O dólar, por exemplo, manteve-se perto da estabilidade.

A moeda norte-americana fechou o dia com leve alta de 0,03%, cotada a R$ 5,2862. Na semana, no entanto, acumulou perda de 1,61%.

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Ibovespa sobe, mas Wall Street…

Se o Ibovespa voou, o mesmo não aconteceu em Wall Street. As bolsas de Nova York fecharam sem sinal único nesta sexta-feira (23), em uma sessão marcada por desempenho positivo no setor de tecnologia.

O destaque da sessão foi o Nasdaq, que conseguiu avançar apesar do tombo de 17% da Intel após balanço desagradar expectativas. Por outro lado, instituições financeiras recuaram em bloco, pressionando o Dow Jones, que fechou em baixa.

Com isso, o Dow Jones caiu 0,58%, aos 49.098,71 pontos, enquanto o S&P 500 encerrou com alta de 0,03%, aos 6.915,61 pontos, e o Nasdaq subiu 0,28%, aos 23.501,24 pontos. Na semana, houve queda de 0,70%, 0,42% e 0,12%, respectivamente.

O dólar, por sua vez, continuou sob tendência de queda global. Entre as moedas, o destaque foi a valorização do iene, em meio a especulações de intervenção no mercado cambial no Japão. Os yields dos treasuries apararam excessos recentes, com pequenas quedas hoje.

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A divulgação do índice de confiança do consumidor nos EUA trouxe em conjunto a redução das expectativas de inflação das famílias, o que pode ter contribuído com o alívio nas taxas.

Entre as commodities, destaque para o avanço próximo a 3% do petróleo, com o governo Trump elevando as pressões sobre o Irã.

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