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Bolsa brasileira segue o bom humor global com o alívio das tensões no Oriente Médio, mas queda do preço do petróleo derruba as ações de empresas do setor; dólar também recua

O Ibovespa flerta cada vez mais com os tão aguardados 200 mil pontos, após bater a máxima histórica de 198.173,39 pontos na última segunda-feira (13). Com o otimismo global em relação às negociações no Oriente Médio, o principal índice da bolsa brasileira alcançou 199.354,81 pontos na máxima da sessão terça-feira (14).
Ao final do pregão, o Ibovespa avançou 0,33%, aos 198.657,33 pontos. No mês, o índice acumula 5,97% de alta e, no ano, os ganhos já passam de 23%.
O desempenho positivo acompanhou o bom humor do exterior, com sinais de que os Estados Unidos e o Irã devem voltar à mesa de negociações no Paquistão até o fim da semana para decidir um cessar-fogo mais duradouro.
Um diplomata baseado no Oriente Médio disse que as conversas entre os mediadores e os norte-americanos continuaram desde que James David Vance, vice-presidente dos EUA, deixou Islamabad.
Além disso, ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã havia entrado em contato com o governo norte-americano e que “eles gostariam de fechar um acordo”.
“Quero dizer a vocês que ainda há um esforço total para resolver as questões”, disse o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, também na véspera.
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Com a expectativa de fim da guerra, os índices de Wall Street também registram performance positiva. O desempenho foi de:
Os destaques positivos do Ibovespa foram Cogna (COGN3), com alta de 4,79%; Localiza (RENT4), com ganho de 4,67%; e a ação ordinária da Localiza (RENT3), com avanço de 4,47%.
Do lado negativo, as ações da Petrobras registraram os maiores tombos do dia, em linha com a queda do preço do petróleo gerada pelo otimismo de fim do conflito no Oriente Médio.
O petróleo WTI — referência para o mercado norte-americano — para maio despencou 7,04%, a US$ 92,11 o barril. Já o Brent — referência para o mercado internacional, inclusive para a Petrobras — para junho sofreu baixa de 4,28%, a US$ 95,11 o barril.
Com o alívio nas tensões entre Estados Unidos e o Irã, a Petrobras chegou a perder R$ 29 bilhões em valor de mercado ao longo do dia nesta terça, ocupando o pódio de maior desvalorização do Ibovespa no dia tanto para as ações preferenciais (PETR4) como para as ordinárias (PETR3).
O papel PETR3 caiu 4,44%, a R$ 52,52, liderando a ponta negativa do índice, enquanto PETR4 registrou perda de 3,82%, a R$ 47,88. A ação também foi a mais negociada da B3 com 58,3 mil negócios e giro financeiro de R$ 2,5 bilhões.
O dólar operou em queda em relação às moedas globais, como euro e libra, seguindo a tendência do dia anterior, quando fechou no menor patamar em dois anos com relação ao real.
O fechamento do indicador DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, registrou queda 0,25%, aos 98.117 pontos.
Por aqui, a valorização da moeda brasileira é apoiada também pela entrada de capital estrangeiro. No dia, a divisa norte-americana fechou a R$ 4,9938 (-0,06%).
*Com informações do Money Times
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