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Segundo o gestor do fundo Verde, diante das perspectivas de queda do payroll, a política monetária será o grande trunfo de Trump; entenda o que ele quer dizer
Enquanto as eleições norte-americanas se aproximam, a política monetária será o grande trunfo de Donald Trump no jogo para reconquistar a popularidade, prevê Luis Stuhlberger.
Para o gestor do fundo Verde, a Casa Branca está se preparando para uma pressão crescente sobre o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, nos próximos meses — e isso impactará diretamente o mundo dos investimentos.
“Além do estímulo fiscal razoável que a One Big Bill pode gerar em 2026, ele vai colocar o Fed ‘no tudo ou nada’ como nunca vimos antes", disse Stuhlberger, durante conferência de investimentos anual do Santander.
Para ele, com a proximidade das eleições de meio de mandato, a popularidade de Trump está longe de ser sólida o suficiente para garantir uma vitória no ano seguinte.
“O Trump é um cara que, quanto mais vai ganhando, mais audacioso fica, até que algo dê errado”, avaliou o gestor.
Nos próximos 12 meses, Stuhlberger antecipa uma “mini estagflação” nos Estados Unidos, impulsionada pelas tarifas, e também uma queda nos números do payroll — o relatório de empregos, que é um dos principais barômetros da economia norte-americana.
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“Não adianta dizer que Trump está em uma posição confortável, porque os dados simplesmente não são bons o suficiente para ele ter a popularidade de que precisa”, disse o gestor.
Segundo ele, dado que o republicano já demitiu nas últimas semanas Erika McEntarfer, comissária que comanda o Bureau of Labor Statistics (BLS), porque o payroll caiu, e ele quer ver os números subindo, a política monetária será o grande trunfo de Trump daqui para frente.
“Hoje, tem-se essa história de pressionar uma pessoa para ser demitida. Ele vai pressionar todos e não vai se contentar enquanto não tiver o que quer”, acrescentou.
Para Stuhlberger, o pensamento de Donald Trump sobre política monetária é semelhante ao da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann: "qualquer juro pago é dinheiro jogado fora”, afirmou.
Para o gestor, isso representa um risco global, afetando desde o valuation até a forma como o mercado de investimentos tem se comportado nos últimos anos.
Diante desse cenário, Stuhlberger está mudando a abordagem em relação às suas reservas patrimoniais.
Ele aposta na aceleração dos investimentos em ativos não-fiduciários, que não dependem de moedas.
“Eu realmente acredito que isso vai acontecer, e qualquer um que gerencie dinheiro precisa levar isso a sério. Para mim, o mundo ainda não está colocando isso nos preços.”
Além do acordo envolvendo minerais, saúde, defesa, turismo e tecnologia também foram contemplados
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