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Enquanto a Ásia queima com o petróleo, a China tem um plano para apagar o fogo da crise que vem de Ormuz 

Japão e a Coreia do Sul sofrem; Pequim respira com um alívio que mistura estratégia de longo prazo e uma ajudinha do combustível fóssil mais tradicional de todos

Imagem criada por IA tem a bandeira da China ao fundo. Em primeiro plano, usina hidrelétrica, placas de energia solar e uma usina soltando fumaça
Imagem criada por IA - Imagem: ChatGPT

Enquanto os mercados asiáticos tentam equilibrar as contas com o fechamento do Estreito de Ormuz, a China parece estar assistindo ao incêndio da varanda, com um extintor de proporções continentais nas mãos. 

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No rastro da guerra entre Estados Unidos e Irã — que já entra em sua quinta semana —, o presidente Xi Jinping aproveitou o momento para dar um recado à nação: a segurança energética não é apenas uma meta, é uma questão de sobrevivência. 

Enquanto o Japão e a Coreia do Sul sofrem com o gargalo logístico e a resistência de Teerã em reabrir a principal via de escoamento de petróleo do mundo, Pequim respira com um alívio que mistura estratégia de longo prazo e uma ajudinha do combustível fóssil mais tradicional de todos. 

O backup que o Ocidente odeia, mas a China adora 

Se você acha que o seu backup na nuvem é seguro, precisa ver o de Xi. Enquanto o mundo ocidental torce o nariz para as emissões de carbono, a China mantém o carvão como a espinha dorsal de sua matriz energética. 

O país opera metade da capacidade mundial de energia a carvão. Em tempos de crise no petróleo, o mineral atua como aquele pneu de estepe robusto, que garante que as fábricas chinesas não parem, mesmo com o petróleo nas alturas. 

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Nesta segunda-feira (6), os contratos futuros do Brent — a referência do mercado internacional e da Petrobras (PETR4) — subiram 1,6%, cotado a US$ 110,78. O WTI — referência para o mercado norte-americano — avançou 1,88%, cotado a US$ 113,64. 

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Para se ter uma ideia da blindagem chinesa, as importações de petróleo que passam pelo agora bloqueado Estreito de Ormuz representam cerca de 5% do consumo total de energia do país. 

Com o carvão respondendo por mais da metade da matriz, Pequim está, nas palavras de analistas, "relativamente mais bem posicionada" para absorver o choque de preços. 

O novo sistema energético: do Tibet ao nuclear 

Xi não é de perder oportunidades políticas. Sem citar diretamente o conflito entre Washington e Teerã, o líder chinês reforçou nesta segunda-feira (6) a necessidade de acelerar a construção de um novo sistema energético. 

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A estratégia é clara: diversificar para não depender de rotas marítimas vulneráveis. 

As frentes de ataque de Pequim são ambiciosas. O país já iniciou a construção daquela que será a maior barragem do mundo, na borda leste do Planalto Tibetano. 

Além disso, Xi defende uma expansão nuclear "segura e ordenada”, e também classificou como visionário o caminho de ser pioneiro em energia solar e eólica, que agora oferecem a resiliência necessária para enfrente a crise energética na Ásia. 

Na última segunda-feira, inclusive, o Grupo Geral de Energia Nuclear da China deu o pontapé em uma usina solar termelétrica a 4.550 metros de altitude, também no Tibete. 

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Onde investir em abril: guerra EUA-Irã, petróleo em alta e o que fazer com seu dinheiro

China não será refém da guerra 

A mensagem de hoje enviada por Xi é direta. Embora negocie para a abertura de Ormuz, Pequim entende as tendências globais e não vai ficar refém de crises alheias. 

Ao equilibrar o sujo — carvão — com o limpo — energias renováveis —, a China tenta criar um sistema que seja, ao mesmo tempo, verde e à prova de guerras. 

O recado é de que a segunda maior economia do mundo pretende garantir sua "forte garantia para o desenvolvimento econômico" independentemente de quanto tempo o Estreito de Ormuz permaneça fechado. 

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