Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
NO MUNDO DA LUA

Americano nunca esteve na Lua, mas ficou milionário vendendo terrenos do satélite natural da Terra

Nem o céu foi limite para um norte-americano se tornar um multimilionário ao vender lotes de terreno na Lua

americano vende terreno na lua
Imagem: Gerada por IA -

Um estranho bate à sua porta. Ou, talvez, você recebe uma ligação de um número desconhecido que parece telemarketing. A proposta? Comprar um terreno na Lua. “Uma oportunidade única. Está baratinho. Depois todo mundo tem um e o preço sobe”, argumenta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Você provavelmente iria achar que é golpe. Com razão. Mas foi assim que um norte-americano aproveitou uma brecha na lei para, segundo ele, tornar-se milionário.

A história de como Dennis Hope fez fortuna começou por volta de 1980 e voltou aos holofotes agora que os astronautas enviados para cumprir a Missão Artemis 2 orbitam a Lua, que estão programados para retornar à Terra na noite desta sexta-feira (10).

Dennis Hope estava quebrado na época. Na busca por ideias de como levantar algum dinheiro, ele pensou: e se eu vendesse terrenos na Lua? Ele estudou o assunto, percebeu brechas nos tratados internacionais referentes à exploração do espaço sideral e construiu um negócio milionário.

Além de esperança, Hope teve muita habilidade

O Tratado sobre o Espaço Exterior, de 1967, elaborado pela Nações Unidas (ONU), considera que o espaço sideral é um bem comum internacional.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesse sentido, a "província de toda a humanidade" não pode ter sua soberania territorial reivindicada por nenhuma nação.

Leia Também

DETALHE POLÊMICO

Marca de Trump lança celular, mas um possível erro já chama atenção

AGRICULTURA ESPACIAL

China testa cultivo de arroz no espaço, e o motivo vai além da comida

Contudo, foi o artigo 2 do documento que deixou uma pulga atrás da orelha de Hope.

No papel, essa seção define que "a Lua e outros corpos celestes não estão sujeitos a apropriação nacional por reivindicação de soberania, uso ou ocupação, nem por nenhum outro meio".

Nas entrelinhas, o americano interpretou que, se é de todos, também não é de ninguém. Além disso, apesar de o documento dizer que nenhum país pode reivindicar a Lua, nada estava escrito sobre uma pessoa física.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Eureka! Vou colonizar a Lua

Segundo Hope, ele faria tal qual seus antepassados, quando “chegaram da Europa ao Novo Mundo”. A ideia foi “colonizar” a Lua.

Para isso, ele enviou às Nações Unidas uma carta que reivindicava sua propriedade não apenas sobre a Lua, mas também de todos os planetas conhecidos do sistema solar e de seus satélites.

A ONU nunca respondeu. Mas isso não impediu Hope de seguir com seu plano original. Ele loteou e vendeu as propriedades a quem quis comprar. E deu certo.

Um corretor de imóveis de outro planeta

A partir disso, ele se tornou o primeiro corretor de outro planeta. Mesmo que a venda aconteça no espaço sideral, ele seguiu um esquema parecido com o usado na Terra: em hectares.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hope contou à revista Vice que o menor lote disponível é de um acre, cerca de 0,4 hectare ou 4 mil m². Porém, ele ainda não teria vendido um lote desse tamanho.

A preferência é por terrenos de 1,8 mil e 2 mil acres, 728 e 809 hectares — cerca de 1.150 campos de futebol, para se ter uma noção.

E ele fez sucesso.

O rol de proprietários vai de estrelas de Hollywood a ex-presidentes americanos, como Ronald Reagan, Jimmy Carter e George W. Bush, segundo Hope.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda de acordo com ele, 1,8 mil grandes corporações e redes hoteleiras, como Hilton e Marriot, compraram propriedades, afinal… “vai que”.

Um bolso tão cheio que nem precisa de gravidade para chegar ao chão

Hope calcula que, até 2019, ele lucrou cerca de US$ 12 milhões, cerca de R$ 61 milhões (considerando o câmbio do dólar hoje). Desde 1995, esse é o único trabalho do americano.

Mas para alcançar esse patamar, ele precisou desenvolver um meio de “garantia” aos donos dos terrenos.

Depois de assistir a uma montagem da peça de Hamilton, Hope decidiu que não gastaria seu “one shot” (oportunidade única).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim como o primeiro defensor da constituição americana, ele elaborou um documento que considerava Hope e os proprietários parte de uma república democrática, apelidada de "Governo Galáctico".

"Na época, contávamos com 3,7 milhões de proprietários e 173.562 votos para sua ratificação. Por isso, somos hoje uma nação soberana, com uma Constituição plenamente ratificada", contou à BBC.

E o governo não faz nada?

Diferente de outros negócios exóticos, como a Avestruz Master, o americano mantém seu império de terrenos intergalácticos em pé — não só graças a gravidade.

Porém, especialistas seguem afirmando que a Lua não pertence, de modo legítimo, a ninguém.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
14 de maio de 2026 - 17:00
Imagem traz pessoas formando o mapa mundi 10 de maio de 2026 - 11:11
Foto de jornal do presidente dos EUA, Donald Trump 3 de maio de 2026 - 11:30
Imagem mostra Jerome Powell como grande estrela do mercado financeiro 29 de abril de 2026 - 16:54
Representação de um astrolábio. 28 de abril de 2026 - 9:57
O presidente dos EUA, Donald Trump 26 de abril de 2026 - 17:49
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia