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Disparada do petróleo após fechamento do Estreito de Ormuz pode dobrar arrecadação com imposto sobre produção

A disparada dos preços de petróleo e gás após a escalada da guerra entre EUA e Irã pode acabar colocando bilhões extras no caixa da Rússia.
Segundo cálculos da Reuters divulgados nesta quinta-feira (9), o principal imposto sobre a produção de petróleo do país deve praticamente dobrar em abril, chegando a cerca de US$ 9 bilhões.
E já começam a surgir os primeiros sinais concretos de um “ganho inesperado” para a Rússia, que é uma das maiores exportadoras de petróleo do mundo.
Para especialistas, o conflito desencadeou uma das maiores crises energéticas dos últimos anos — e, como costuma acontecer nesses casos, quem exporta energia acaba se beneficiando.
O gatilho foi o Estreito de Ormuz. Após ataques aéreos no fim de fevereiro, o Irã praticamente fechou a rota, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural liquefeito (GNL) do mundo.
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O resultado foi imediato: o barril do Brent voltou a superar os US$ 100, elevando a pressão sobre o mercado global.
Hoje, a principal fonte de arrecadação ligada ao petróleo russo não é mais a exportação, mas sim a produção. Desde o início de 2024, o país zerou o imposto de exportação do petróleo bruto, passando a depender ainda mais da taxação sobre a extração.
Com base nos preços e nos volumes produzidos, a Reuters estima que esse imposto deve saltar de 327 bilhões de rublos (US$ 4,7 bilhões) em março para cerca de 700 bilhões de rublos (US$ 8,9 bilhões) em abril. Na comparação anual, também há alta relevante (+10%).
Para se ter ideia do peso dessa receita, o orçamento russo prevê arrecadar quase 8 trilhões de rublos com esse imposto em 2026.
Outro fator-chave é o preço do petróleo russo. O barril do tipo Urals — referência usada para cálculo dos tributos — subiu para US$ 77 em março, o maior nível desde outubro de 2023.
Isso representa uma disparada expressiva em relação a fevereiro e também supera com folga a previsão oficial do governo, que trabalhava com um preço mais baixo no orçamento.
Além disso, o próprio governo russo afirma que a demanda por sua energia aumentou em diversos mercados, impulsionada pela crise global de oferta.
Apesar do alívio no curto prazo, o cenário está longe de ser confortável. Economistas russos já alertam que 2026 pode ser um ano mais complicado para as contas públicas.
Entre janeiro e março, a Rússia acumulou um déficit de 4,58 trilhões de rublos ( US$ 58,3 bilhões ou 1,9% do Produto Interno Bruto), segundo dados oficiais.
Há ainda outro risco no radar: ataques da Ucrânia à infraestrutura energética russa vêm afetando a capacidade de produção e, consequentemente, a arrecadação.
*Com informações da Reuters e do Money Times
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