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VENTOS FAVORÁVEIS

Os 4 setores que estão carregando o rastro de bilhões dos estrangeiros na bolsa em 2026

O investidor estrangeiro está comprando a B3, mas não tudo, segundo o Itaú BBA; saiba por que os gringos já injetaram R$ 29,7 bilhões em ETFs brasileiros neste ano

Imagem criada por IA mostra o símbolo da B3, a dona da bolsa brasileira, no meio de uma chuva de notas de dólares b3 bolsa brasileira
B3 - Imagem: ChatGPT

Se você quer saber para onde o vento está soprando na bolsa brasileira, basta seguir o rastro do capital estrangeiro — ele leva aos ETFs (Exchange Traded Funds), mas não qualquer um deles.  

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De acordo com um relatório recente do Itaú BBA, o apetite internacional pelos fundos de índice brasileiros atingiu patamares impressionantes: até março deste ano, os ingressos estimados somam R$ 29,7 bilhões, o que representa 54% de todo o fluxo estrangeiro na B3. 

O otimismo do estrangeiro com a bolsa brasileira é grande, mas é cirúrgico. O investidor de fora está fugindo da pulverização e apostando alto em setores que garantem resiliência e geração de valor. 

A dieta seletiva do capital externo 

O fluxo de capital mostra que o estrangeiro não quer saber da cesta básica de ações. Dos 12 setores analisados pelo BBA, quatro registraram ingresso líquido positivo — ou seja, há uma concentração clara em teses específicas. 

Confira os queridinhos do acumulado do ano: 

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  •  Energia: R$ 22,1 bilhões 
  •  Materiais:  R$ 12,6 bilhões 
  •  Financeiro: R$ 7,1 bilhões 
  •  Utilities (Serviços Públicos): R$ 6,9 bilhões 

 "A concentração em poucos papéis e setores estratégicos evidencia uma busca por estabilidade e setores nos quais o Brasil possui vantagem competitiva histórica", diz o BBA em relatório.  

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Embora o ritmo de aportes tenha diminuído mensalmente — começando com robustos R$ 26,3 bilhões em janeiro e caindo para R$ 11,7 bilhões em março —, o foco no setor elétrico e de infraestrutura vem aumentando. 

Somente em março, Energia abocanhou R$ 10,7 bilhões, enquanto Utilities garantiu mais R$ 3,8 bilhões. 

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Quem ficou de fora da festa? 

Mas nem tudo que reluz é ouro na visão do investidor internacional. Se os setores pesados da economia estão brilhando, o consumo e a tecnologia enfrentam um gelo dos estrangeiros. 

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As maiores vendas líquidas, segundo o BBA, ficaram concentradas em: 

  • Saúde: -R$ 1,6 bilhão  
  • Tecnologia da Informação: -R$ 1,9 bilhão 
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