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Presidente norte-americano usa a mesma estratégia da primeira gestão e faz pressão em temas sensíveis à economia norte-americana e ao mundo
A onipresença de Donald Trump pode assustar quem não tem memória de sua primeira gestão — pouca coisa escapa da língua afiada do republicano.
É repetindo a mesma fórmula usada entre 2017 e 2021 que Trump faz pressão sobre outros países para obter vantagens comerciais, conseguir acordos políticos e movimentar o tabuleiro geopolítico.
Nesta quarta-feira (12) não foi diferente. Assuntos caros à economia norte-americana — e ao mundo — não escaparam do presidente norte-americano.
Depois de taxar o México e o Canadá em 25% — medida pausada por 30 dias —, a China em 10% e as importações de aço e alumínio dos EUA em 25%, chegou a hora das tarifas recíprocas.
Trump disse que até amanhã pela manhã assinaria decreto autorizando taxas sobre importações norte-americanas iguais às que os parceiros comerciais impõem às exportações dos EUA. Até a conclusão deste diário, a medida não havia sido anunciada oficialmente.
Antes disso, ele afirmou que estava a caminho para colocar um fim na guerra entre Rússia e Ucrânia — citando a possibilidade de um cessar-fogo ser anunciado em breve. O presidente norte-americano conversou com o homólogo russo, Vladimir Putin, e detalhamos a ligação aqui.
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Trump ligaria ainda para o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que classificou a conversa como "significativa". Segundo Zelensky, ambos discutiram as oportunidades para alcançar a paz.
Na tentativa de resolver outro conflito, desta vez no Oriente Médio, o republicano recorreu ao Rei Abdullah II, da Jordânia, para convencer o Hamas a libertar todos os reféns, incluindo os norte-americanos, até sábado.
O republicano também pediu ajuda do rei para garantir que o Hamas e os líderes da região compreendam a gravidade da situação.
O chefe da Casa Branca ainda trataria de outro assunto importante para os norte-americanos: a inflação.
Depois de dados divulgados nesta quarta-feira (12) que mostraram que os preços seguem subindo nos EUA, Trump não perdoou: “ A inflação do Biden acelera!”, escreveu na Truth Social.
O Seu Dinheiro contou sobre o efeito dos dados de inflação nos mercados hoje e você também pode conferir aqui.
Ele ainda tratou de um assunto espinhoso: a queda dos juros nos EUA.
Tradicionalmente, a Casa Branca fica fora da política monetária para garantir a independência do banco central, mas Trump rasgou o protocolo e voltou a pedir que os juros caiam no país.
As declarações aconteceram no momento em que o presidente do BC dos EUA, Jerome Powell, falava ao Congresso e você pode conferir o desafio feito por ele a Trump aqui.
Apesar das incertezas com relação à evolução do conflito no Oriente Médio e à consequente sombra sobre a trajetória da inflação e dos juros no mundo, os investidores têm um caminho claro a seguir
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