O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A agência de classificação de risco aponta benefícios na emissão de stablecoins, na tokenização de depósitos e no uso de tecnologia blockchain
Em El Salvador é possível comprar quase tudo com criptomoedas. Na Argentina também dá para pagar um cafezinho com bitcoin (BTC). Essa, no entanto, ainda não é uma realidade comum aos norte-americanos, embora o atual presidente dos EUA, Donald Trump, seja um entusiasta dos ativos digitais.
O motivo para a maior economia do mundo ainda ter cautela com as criptomoedas tem uma explicação no passado recente: a crise de 2008, que levou grandes bancos de Wall Street ao colapso, derrubando mercados mundo afora.
Mas quando Trump chegou à Casa Branca, o cenário mudou. O republicano assumiu o segundo mandato em janeiro deste ano, se comprometendo a avançar com a regulamentação das criptomoedas, o que contribuiria para a sua popularização.
Não demorou muito para que, em julho, o primeiro passo nessa direção fosse dado. Trump assinou uma lei para criar um regime regulatório para criptomoedas atreladas ao dólar, conhecidas como stablecoins — um marco com potencial de abrir caminho para que os ativos digitais se tornem uma forma cotidiana de fazer pagamentos e movimentar dinheiro nos EUA.
A partir daí, bancos norte-americanos e outras empresas voltaram a se interessar pelo mercado de criptomoedas, cavando espaço para novos projetos e uma adoção mais intensa dos ativos digitais.
Como toda operação no mercado envolve riscos, o envolvimento dos bancos norte-americanos com as criptomoedas não seria diferente — e a Fitch Ratings identificou onde estão os perigos para os titãs de Wall Street.
Leia Também
Segundo a agência, o envolvimento crescente das instituições financeiras dos EUA com ativos digitais aumenta os riscos reputacionais, de liquidez, operacionais e de conformidade, mesmo quando limitado a negócios de risco relativamente menor.
“O pêndulo regulatório dos EUA se inclinou decisivamente em direção à aceitação de ativos digitais", diz a Fitch, acrescentando que, após anos de cautela sob a administração de Joe Biden, os bancos norte-americanos agora podem buscar a custódia de criptomoedas, emissão de stablecoins e serviços baseados em blockchain sem aprovação prévia.
Leia também: Ações de IA em alta, dólar em queda, ouro forte: o que esses movimentos revelam sobre o mercado dos EUA
Mas nem tudo é risco quando se trata de criptomoedas e bancos norte-americanos. A Fitch também listou os pontos positivos da entrada desses titãs de Wall Street no setor de ativos digitais.
A agência de classificação de risco pontua que a emissão de stablecoins, a tokenização de depósitos e o uso de tecnologia blockchain oferecem aos bancos norte-americanos oportunidades para melhorar o atendimento ao cliente.
Eles também permitem que as instituições financeiras aproveitem a velocidade e a eficiência das tecnologias em áreas como pagamentos e contratos inteligentes.
Ainda assim, a Fitch alerta: "os riscos para o sistema financeiro também podem aumentar se a adoção de stablecoins se expandir, especialmente se atingir um nível suficiente para influenciar o mercado de títulos do Tesouro norte-americano".
Para a agência, os bancos dos EUA precisariam abordar adequadamente os desafios em torno da volatilidade dos valores das criptomoedas, do uso de pseudônimos por proprietários de ativos digitais e a proteção contra perda ou roubo para realizar adequadamente os benefícios de ganhos e franquias.
Os bancos norte-americanos oferecem desde 2021 a custódia de criptomoedas para seus clientes, um serviço que inclui tanto a guarda de chaves criptográficas únicas associadas aos ativos digitais, como outros serviços bancários já permitidos para clientes que cumprem as leis.
O Bank of New York Mellon, o State Street, o Northern Trust e US Bank foram os primeiros bancos norte-americanos a oferecer a custódia de criptomoedas na esteira da liberação pelo Escritório de Controle da Moeda (OCC, na sigla em inglês).
Mas esse é apenas um dos caminhos. No início do ano, o presidente-executivo do Bank of America, Brian Moynihan, disse que poderia lançar stablecoins, e se mostrou favorável à adoção de criptomoedas para pagamentos.
Já o Morgan Stanley sinalizou interesse na intermediação de transações relacionadas a moedas digitais, segundo disse o presidente-executivo, Ted Pick.
Alguns dos grandes bancos dos EUA também estão explorando a emissão de uma stablecoin conjunta, com as conversas em estágios iniciais.
Por enquanto, os bancos estão avaliando as perspectivas e executando programas-piloto em pequena escala — a ideia é entender se podem se envolver em empréstimos de moedas digitais ou se podem se tornar criadores de mercado para ativos digitais.
Governo cubano adota nova estratégia de sobrevivência diante de sanções dos EUA, que ameaçam causar um apagão total no país
De acidente natural a centro nervoso das tensões entre potências, Ormuz mostra como geografia ainda determina quem tem vantagem no tabuleiro mundial
A TAG Investimentos explica como a inteligência artificial está operando uma seleção natural no mercado de trabalho e o que isso significa para a bolsa
Brent sobe 12% em três dias com risco no Estreito de Ormuz; para o banco, Petrobras ganha fôlego para reforçar caixa e sustentar proventos
O Kospi vinha de uma valorização estrondosa de 75% no ano passado, impulsionado pelo hype da inteligência artificial
O banco avalia o choque da alta dos preços do petróleo na região e diz quem ganha, quem perde e como ficam inflação e juros no Brasil, na Argentina, na Colômbia, no Chile e no México; confira a análise
Com quedas de até 15% no ano, as empresas de software brasileiras estão no olho do furacão da IA, mas, segundo o Bank of America, a barreira de dados e a chance de proventos ainda pesam mais que o risco tecnológico
Queda de aeronave militar carregada com 18 toneladas de papel-moeda gera onda de saques e vandalismo
As agências de classificação de risco S&P Global, Fitch Ratings e Moody’s lançam um olhar sobre o Oriente Médio e dizem o que pode acontecer se o conflito durar muito tempo
O banco realizou algumas alterações na carteira de ações internacionais em março, com novas oportunidades de ganho em meio ao ciclo de juros do Fed
Bombardeio contra refinaria da Saudi Aramco coloca em xeque produção da petroleira, mas isso já aconteceu no passado — bem no ano de seu IPO bilionário
A disparada do petróleo pode reascender a inflação global, e alguns líderes de bancos centrais ao redor do mundo já estão em alerta
O gringo está injetando dinheiro no Brasil, México e Colômbia, atraído pelo tamanho desses mercados, mas, para o investidor brasileiro, a diversificação para EUA, Ásia e Europa seguem como o mantra dos bons retornos
Com o espaço aéreo fechado desde sábado (28), cidades dos Emirados Árabes Unidos se aliam com hotelaria para administrar milhares de turistas presos no país após ataques iranianos
Para o capital estrangeiro, o Brasil não é um debate político ou fiscal, mas um balcão de oportunidades de valor; entenda por que, para o gringo, o micro das companhias vence o macro do governo — mas não para sempre
Mesmo com os ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã afetando o fluxo de petróleo na região, o grupo decidiu elevar a oferta em 206 mil barris por dia
Banco avalia que risco maior está na logística global da commodity e mantém recomendação de compra para ação do setor
Aiatolá Alireza Arafi assume interinamente enquanto Assembleia dos Peritos inicia processo para escolha do novo líder supremo
O aiatolá de 86 anos era o homem mais poderoso do Irã e o chefe de Estado mais longevo do Oriente Médio, ocupando a posição de líder supremo por 35 anos
Depois dos ataques coordenados de EUA e Israel ao Irã neste sábado (28), entenda qual deve ser o posicionamento do governo brasileiro e as implicações do conflito para o País