WEG (WEGE3) deve enfrentar um segundo trimestre complicado? Descubra os sinais que preocupam o Itaú BBA
O banco alerta que não há gatilhos claros de curto prazo para retomada da queridinha dos investidores — com risco de revisões negativas nos lucros

O Itaú BBA vê um segundo trimestre sem grandes catalisadores para a WEG (WEGE3), uma das queridinhas dos investidores. Em um longo relatório, o banco alerta para um cenário neutro ou levemente negativo para a companhia no período, sem sinais de reversão positiva à vista.
Entre os gatilhos fracos está uma possível queda nos preços de motores de média e alta tensão na comparação anual, além da valorização de 3% do real frente ao dólar em relação ao trimestre anterior — o que reduz receitas externas em reais —, de acordo com os analistas.
Se os ganhos devem ser fracos, na visão do BBA, no lado dos custos houve estabilidade nos preços de aço, cobre e alumínio, o que ajuda a conter pressões, mas não é suficiente para impulsionar as margens.
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“Com queda acumulada de 19% nas ações da WEG em 2025, frente à alta de 16% do Ibovespa, a companhia agora negocia a um múltiplo de 23 vezes o lucro projetado para 2026 — abaixo da média histórica”, destacam os analistas Daniel Gasparete, Gabriel Rezende e Pedro Tineo.
Por volta das 16h, as ações da WEG recuavam 0,35%, cotadas a R$ 42,35. No mesmo horário, o Ibovespa (IBOV) caía 0,45%, aos 138.920,05 pontos.
Receita da WEG deve continuar em ritmo morno
O Itaú BBA destacou que, entre os principais pontos de atenção na hora de criar expectativas em relação à WEG no segundo trimestre deste ano, está a possível queda nos preços dos motores de média e alta tensão na comparação anual.
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Além disso, a valorização de 3% do real frente ao dólar no último trimestre — apesar de uma desvalorização de 9% no ano — compromete a capacidade de gerar receita dolarizada.
Esses fatores, na visão do BBA, indicam que o crescimento da receita da WEG deve continuar em ritmo morno.
Indicadores de produção
Os indicadores para o mercado externo e interno de equipamentos eletrointensivos (EEIE) também colocam em xeque o otimismo dos analistas do Itaú BBA em relação a resultados impressionantes no segundo trimestre deste ano.
O mercado externo de EEIE, que representa 30% da receita da companhia, voltou a apontar fraqueza para os próximos resultados. Ainda assim, os analistas sugerem cautela na leitura, considerando possíveis impactos pontuais da guerra comercial de Donald Trump. O mercado interno de EEIE, que representa cerca de 15% da receita, também segue sem grandes surpresas ou sinais de retomada.
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No segmento de Geração, Transmissão e Distribuição (GTD) internacional, que representa 20% da receita, os sinais são mistos. Dados sobre capacidade planejada de geração nos EUA mostraram aceleração em junho, com alta de 48% na base anual, sugerindo uma demanda forte por transformadores.
No entanto, sondagens com a WEG e concorrentes, como TSEA e Hitachi, indicam que os preços e margens no setor norte-americano podem estar sendo comprimidos, o que limita o ganho operacional.
Já no GTD doméstico (21% da receita), o recuo nas importações de painéis solares entre abril e maio acende o alerta: houve queda de 25% em toneladas e de 47% em valor em dólares, apontando para queda nos preços e menor dinamismo no curto prazo.
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