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De olho no plano sucessório para acelerar o crescmento, a rede de joalherias anunciou a substituição de sua dupla de comando; confira as mudanças

Nos bastidores, a Vivara (VIVA3) já vinha preparando sua sucessão há meses. Agora, o plano finalmente veio à tona, com a saída de dois executivos do alto escalão.
Icaro Borrello deixou o cargo de CEO, enquanto Bruno Kruel Denardin foi destituído da diretoria de operações.
A saída dos executivos abre espaço para uma nova dupla de comando que assume a missão de acelerar o crescimento da rede de joalherias.
Em seus lugares, assumem Thiago Lima Borges como novo presidente e Cassiano Lemos da Cunha como diretor de operações.
Ambos os executivos, nomeados pelo conselho de administração, já tomaram posse e cumprem mandato até maio de 2027.
Segundo a Vivara, a transição é fruto de um movimento estruturado, com um "processo sucessório planejado e conduzido nos últimos meses", iniciado após a reforma nos membros do conselho.
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“Após a reformulação do conselho realizada neste ano, os seus membros analisaram as perspectivas da companhia e as competências necessárias para liderá-la em seu próximo ciclo de crescimento”, disse a empresa, em comunicado ao mercado.
A empresa afirma que contratou uma consultoria especializada para conduzir a seleção dos novos executivos, com o objetivo de identificar perfis alinhados às “principais alavancas futuras de criação de valor”.
Essas alavancas incluem excelência operacional combinada a crescimento sustentável, rigor na alocação de capital e fortalecimento das práticas de governança corporativa, segundo a Vivara.
A Vivara afirma que a renovação no alto escalão não altera metas, guidances ou direcionadores estratégicos já apresentados ao mercado.
A expectativa é de continuidade, mas com uma nova liderança moldada para acelerar o plano de expansão orgânica e multicanal, intensificar a inovação no ecossistema de marcas e aprimorar a gestão de capital de giro, geração de caixa e eficiência logística.
Para Marina Kaufman, presidente do conselho de administração, a chegada dos novos executivos representa a continuidade de um projeto de longo prazo , com uma "estratégia construída com disciplina, visão de longo prazo e foco absoluto na criação de valor".
Em nota, ela destacou que a Vivara entra em um novo ciclo de expansão “com uma liderança altamente qualificada, totalmente alinhada ao propósito e à ambição de seguir crescendo de forma sustentável e consistente”.
A varejista de joias afirma que a transição reflete seu compromisso com uma governança orientada ao longo prazo, garantindo estabilidade, alinhamento estratégico e a manutenção dos pilares que sustentam a criação de valor na rede.
Na visão do JP Morgan, o movimento é "positivo para o fortalecimento da execução, dado o amplo histórico no varejo dos executivos nomeados".
Além disso, os analistas avaliam que a troca de comando parece sinalizar que o ciclo de mudanças na gestão, que vinha gerando preocupações de governança na Vivara nos últimos anos, deve ter chegado ao fim.
Já o BTG Pactual avalia que a Vivara continua como uma das opções mais atraentes no varejo brasileiro para os próximos trimestres, com um "valuation interessante", sinais construtivos de governança e momento operacional.
Segundo os analistas, o potencial de valorização dependerá de fatores como a expansão sustentada da margem bruta e a recuperação mais rápida do capital de giro nos próximos trimestres.
Para além do curto prazo, o banco avalia que será necessário monitorar no longo prazo a produtividade das lojas, a potencial canibalização entre os formatos Vivara e Life e a capacidade de reter e motivar os principais talentos de liderança.
"Embora os riscos permaneçam (principalmente em relação à continuidade da governança e à rotatividade da administração), o conjunto de evidências aponta para uma empresa que está atuando de forma eficaz e demonstrando um alinhamento mais forte entre estratégia, conselho e operações", escreveram os analistas.
"A Vivara tem um caminho claro para entregar crescimento de lucros e uma expansão de múltiplos impulsionada pela governança", acrescentaram.
Enquanto isso, o Itaú BBA destaca que a Vivara continua a se destacar em um ambiente em que muitos concorrentes do varejo enfrentam tendências mais fracas, sustentada por um desempenho resiliente da receita.
A aposta do banco é que o quarto trimestre possa marcar um ponto de inflexão na geração de fluxo de caixa livre, à medida que os níveis de estoque se normalizam, ajudando o indicador de retorno sobre o capital investido (ROIC). "Acreditamos que esse cenário é fundamental para uma maior valorização das ações."
O novo CEO, Thiago Borges, chega com mais de duas décadas de experiência no mercado. Ele foi diretor financeiro (CFO) e de relações com investidores (DRI) no Grupo Smart Fit, onde hoje atua como conselheiro, e também ocupou cargos de liderança no grupo Arezzo&Co, incluindo a vice-presidência corporativa.
Por sua vez, Cassiano Lemos, o novo COO, também traz mais de 20 anos de trajetória no setor. Ele liderou áreas comerciais na Richards, antes de assumir posições estratégicas na Arezzo&Co, onde foi diretor de operações e planejamento.
*Com informações do Money Times.
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