O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O que explica o desempenho menor de TEND3 em relação a concorrentes como Cury (CURY3), Direcional (DIRR3) e Plano & Plano (PLPL3) e por que há ‘má vontade’ dos gestores
As empresas que atuam no segmento imobiliário voltado à baixa renda vivem um momento favorável aos negócios e têm recomendações de compra da maioria dos analistas. Mas uma incorporadora em particular atrai um misto de interesse e ressalvas no mercado: a Tenda (TEND3).
Os papéis até que apresentam um bom desempenho nos primeiros meses do ano, com uma valorização da ordem de 20% na B3. Ainda assim, estão atrás de nomes como Cury (CURY3), Direcional (DIRR3) e Plano & Plano (PLPL3).
Aliás, a Tenda sobe menos na bolsa mesmo sendo mais barata que as concorrentes — ou seja, em tese com maior potencial de valorização.
Os papéis da companhia negociam a cerca de 4 vezes o lucro estimado para 2025. Enquanto isso, algumas das concorrentes são negociadas entre 6,5x a 8,8x.
Para entender o que acontece com a Tenda, vale a pena entender o que tem atraído o mercado para as ações das incorporadoras mesmo no atual cenário de juros altos.
O BTG Pactual fez uma pesquisa com 52 investidores e identificou uma “sólida exposição” ao segmento imobiliário no Brasil: 50% deles têm mais de 6% do capital no setor.
Leia Também
A preferência por incorporadoras de baixa renda é bastante clara: elas são a principal escolha de 78% dos entrevistados. Os shoppings e propriedades aparecem na preferência de 16% e as incorporadoras de média/alta renda, de apenas 6%.
As construtoras que atuam no segmento de entrada são apontadas como uma boa oportunidade de investimentos porque a maioria delas opera hoje com um nível de endividamento baixo. Além disso, elas ainda contam com o subsídio do programa governamental Minha Casa Minha Vida (MCMV).
Segundo um analista, o setor está de certa forma “blindado” dos ventos adversos da macroeconomia. Embora os juros altos afetem a oferta e a demanda, as empresas do setor — à exceção da MRV — estão desalavancadas. Assim, o encarecimento do serviço da dívida por conta dos juros elevados não é uma questão.
Já do lado da oferta, o FGTS está à disposição “faça chuva ou sol”. Em outras palavras, a Selic mais alta praticamente não afeta as incorporadoras que possuem maior exposição a projetos do Minha Casa Minha Vida.
O cenário, portanto, favorece as ações das incorporadoras que atuam com o público de baixa renda, e isso se reflete no desempenho das ações na B3.
Mas a coisa muda de figura quando chega a hora da Tenda. O desconto que o mercado exige das ações da companhia vem de um histórico operacional mais complicado em relação às concorrentes.
O mais recente ocorreu no fim de 2021, quando a empresa enfrentou uma explosão dos custos e perda de produtividade com a disparada da inflação no pós-pandemia. Um gestor que conhece bem a longa história da Tenda na bolsa admite que tem má vontade com o papel.
“Eu não sei onde vai dar ruim, se vão errar na execução ou no custo… Mas vai dar ruim… É preconceito mesmo”, disse.
Nesse sentido, qualquer ruído pode se transformar em algo grande quando acontece com a Tenda. “Acho que a ferida da perda de credibilidade ainda está aberta. Por outro lado, é uma oportunidade…”, avalia outro gestor, mais construtivo (sem trocadilho) com a empresa.
Na visão dele, existem dois tipos de crises numa companhia: quando o modelo de negócios deixa de funcionar e a empresa precisa ser reinventada; ou quando há erros de execução, por fatores internos ou externos.
“Nesse último caso não é caso de reestruturar o negócio, mas sim de ajeitar a execução e melhorar controles. E esta última situação foi a que viveu a Tenda em 2022. A empresa não mudou o modelo de negócios, não passa por uma reestruturação”, disse.
De certo modo, o mercado parecia disposto a dar um voto de confiança conforme a Tenda avançou na reestruturação após a crise no fim da pandemia.
A percepção de risco diminuiu de forma considerável após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2024 — logo depois disso, a ação chegou a superar os R$ 17.
Mas a alegria durou pouco.
Quando saíram os números do quarto trimestre, aconteceu o inverso. Isso porque a Tenda decidiu aumentar a provisão de inflação refletida em seus orçamentos, que passou de 5% para 7% ao ano.
Além disso, a incorporadora lançou R$ 12,7 milhões em “provisões adicionais de eventuais e investimentos em inovação, visando mitigar o impacto da mão de obra nos custos de construção”. As provisões afetaram negativamente a margem e o lucro.
Na visão de um gestor mais otimista com a Tenda, a companhia desta vez está sendo punida pelo conservadorismo.
“A companhia é criticada por ser muito agressiva e desta vez tentou dar uma sinalização positiva, de que se acontecesse algo como ocorreu em 2021 já estaria preparada, mas acabou sendo mal compreendida.”
No ano passado, com o temor de que a alta do dólar impactasse fortemente os preços de matérias-primas, como o aço e o concreto, o mercado estava muito preocupado com a possibilidade de que uma alta do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) levasse a um novo estouro de custos.
Para o analista de uma gestora, a gestão da Tenda fez o provisionamento para dizer ao mercado: “meu lucro está bom, estou dentro do guidance, podem ficar despreocupados porque estou deixando uma gordura aqui para queimar, caso o INCC volte a ficar acima de 10%.”
Segundo ele, pensar assim faz sentido para a Tenda. Só que nenhuma outra companhia lançou qualquer provisão adicional. “Depois daquele estresse todo, o dólar voltou para R$ 5,80 e sumiu a discussão de preço de materiais.”
Quando a pressão sobre o dólar diminuiu e mesmo assim a Tenda veio com as provisões, parte do mercado interpretou o movimento como um sinal de que algo mais pode estar errado com a companhia.
“Essa leitura fez o papel descolar dos pares. As pessoas têm receio de qualquer coisa que saia do script”, disse o analista.
Com a situação atual, de câmbio mais controlado e preço das commodities recuando, a expectativa é que a Tenda reverta essa provisão e as margens venham melhores no balanço do primeiro trimestre.
“Não existe problema no negócio outra vez. O caixa da empresa está aí para não deixar qualquer confusão na cabeça do mercado. O caixa não mente”, disse uma fonte de mercado.
A geração de caixa da Tenda no quarto trimestre foi recorde, de R$ 83,6 milhões, o que contribuiu para a redução do endividamento da companhia. A alavancagem medida pela relação entre dívida líquida corporativa e patrimônio líquido fechou o 4T24 em -10,3%, frente a um limite fixo de 15%. O resultado do primeiro trimestre sai em 8 de maio.
A prévia de resultados operacionais do primeiro trimestre divulgada pela Tenda no último dia 8 de abril não tira a razão de quem se mantém mais esperançoso com o papel.
A empresa registrou números fortes, com crescimento de 13% nas vendas líquidas e alta nos lançamentos — foram 10 novos projetos durante o trimestre, totalizando R$ 921 milhões, uma alta de 21%.
“Continuamos confiantes na trajetória da empresa, pois observamos sinais claros de que o pior já passou: a alavancagem está diminuindo, as margens e o ROE estão melhorando, e a Alea [braço para a construção de casas de madeira] está ganhando escala”, escreveram os analistas do BTG Pactual, reiterando recomendação de compra.
Eles também destacaram que a Tenda transferiu R$ 772 milhões em recebíveis para bancos no 1T25, “o que deve suportar uma forte geração de caixa para o trimestre”.
Os analistas do Itaú BBA, destacaram que a velocidade de vendas da Tenda atingiu 26% no primeiro trimestre de 2025, ante 23% no trimestre anterior, com lançamentos 15% acima do esperado.
O Itaú BBA tem recomendação market perform (equivalente a neutra) para as ações da companhia, com preço-alvo de R$ 15.
Para o Citi e o JP Morgan, os dados operacionais do primeiro trimestre mostraram um início de ano promissor. O relatório do Citi destacou que as unidades canceladas na Tenda mantiveram estabilidade, ficando em 9,7%, e apresentaram alívio na Alea, indo de 29,5% no fim de 2024 para 16,2%. “O desempenho alivia, desta forma, um ponto de preocupação do último trimestre”, escreveram os analistas.
O Citi tem recomendação de compra/alto risco para as ações da Tenda. O JP Morgan está overweight, também equivalente a compra.
Desde a divulgação da prévia, as ações da Tenda sobem 10% e na quinta-feira (17) fecharam a R$ 15,95.
Mesmo assim, boa parte do mercado segue com o pé atrás: “Depois que quebrou a confiança, fica difícil de acreditar de novo. Alguns heróis ficam comprando o discurso da empresa de que está barato. Não acho que vale o risco”, disse outro gestor.
A Tenda é uma empresa de capital pulverizado, sem controlador definido. O principal acionista é a gestora de recursos Polo Capital, com 25,09% das ações. Outros investidores relevantes são Total Return Investment (7,18%) e Santander Brasil (6,27%). A empresa vale aproximadamente R$ 1,8 bilhão na bolsa.
Robson Amorim, Felipe Silva, Felipe Tiozo e Luan Cavallaro se conheceram quando ainda eram crianças e,, impulsionados pela necessidade de aprender inglês, criaram o BeConfident.
Para analistas, o 4T25 pode marcar novo capítulo da reestruturação e abrir espaço para o banco acelerar investimentos. Veja as previsões do mercado
Ao todo, foram negociados R$ 3,3 bilhões em dívidas com grandes instituições financeiras
Lançamento da Anthropic automatiza tarefas nas áreas jurídica, comercial, marketing e análise de dados, segmentos em que empresas como a Totvs concentram boa parte de seus ganhos
O resultado veio acima das expectativas de analistas de mercado; confira os indicadores
Advogados do ex-atleta alegam que ele não tinha conhecimento da emissão dos créditos.
Na visão dos analistas, a decisão aumenta o risco de um hiato nas entregas do programa Caminho da Escola
Nova unidade em Itajaí terá foco em sistemas de armazenamento de energia e deve gerar 90 empregos diretos até 2027
Já é a segunda mudança da empresa, que atua com cultivo de cana-de-açúcar, produção de etanol, açúcar e bioenergia, em poucos dias
Oferta anunciada em 2025 segue sem sair do papel após pedido de prazo da Aqwa, subsidiária da holding americana parceira da Fictor
Ação cai mesmo com lucro acima do consenso; entenda a visão dos analistas sobre o 4T25 do Santander
Durante teleconferência de balanço do Santander Brasil, o CEO Mario Leão comentou o caso do Banco Master e revelou o que esperar da estratégia do banco daqui para frente
BTG vê aumento de capital da Hypera como sinal de dificuldade para reduzir dívida de forma orgânica e alerta para diluição de até 10% aos acionistas
Considerando todas as classes de ações, João Carlos Mansur chegou a 4,55% do capital total do BRB
Abordagem do CEO da Nvidia impacta positivamente a remuneração dos funcionários de longa data em meio ao crescimento da companhia
O banco deve apresentar mais um desempenho sólido, reforçando a fama de instituição que não surpreende — e mesmo assim lidera
Banco entrega resultado acima do esperado em meio a rumores de OPA, enquanto saúde da carteira de crédito segue no radar; veja os destaques do balanço
BTG Pactual e Santander avaliam que os riscos de curto prazo foram exagerados e mantêm recomendação de compra para a ação
Analistas do banco apontam fundamentos frágeis para o petróleo e riscos na agenda da estatal, mas o mercado segue otimista com Ibovespa em recorde
Deixando para trás uma política mais agressiva de M&As (fusões e aquisições), a empresa agora foca em gerar valor ao acionista — e o BTG Pactual gostou bastante da alteração na rota