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PROCESSO ADMINISTRATIVO

Taurus (TASA4) é multada em R$ 25 milhões e fica suspensa de contratar com a administração do estado de São Paulo por dois anos

Decisão diz respeito a contratos de fornecimento de armas entre os anos de 2007 e 2011 e não tem efeito imediato, pois ainda cabe recurso

Fábrica de armas da Taurus em São Leopoldo (RS)
Governo paulista alega "inexecução parcial" dos contratos, mas Taurus diz tê-los cumprido integralmente. Imagem: Felipe Nogs/Agência Preview

A Taurus Armas (TASA4) foi multada em pouco mais de R$ 25 milhões e suspensa de contratar com a administração pública do estado de São Paulo pelo prazo de dois anos após decisão administrativa em primeira instância em processo da Polícia Militar paulista.

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De acordo com publicação no Diário Oficial do Estado de São Paulo, o motivo é a inexecução parcial de 11 contratações diretas (sem exigência de licitação) entre os anos de 2007 e 2011, com o objetivo de fornecer 98.615 pistolas .40 S&W, modelos 24/7 e 640.

Em comunicado ao mercado divulgado na noite de sábado (12), a companhia frisa que esses contratos não se referem, portanto, à atual gestão, e que os modelos de armas em questão não são mais fabricados ou comercializados.

Ainda no comunicado, a Taurus alega que cumpriu integralmente estes contratos administrativos, "fornecendo as pistolas nas especificações contratadas e cumprindo todas as suas obrigações correlatas de garantia e assistência técnicas".

Taurus irá recorrer

A fabricante de armas alega ainda que não há evidências técnicas ou fundamentos jurídicos que permitam sua penalização e que tomará todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis para a reversão da penalidade aplicada.

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"Há decisões e pareceres judiciais e administrativos que determinaram a anulação das penalidades proferidas em decisão administrativa anterior, para que fossem tomadas as providências para realização de perícia técnica, com a participação da empresa, para avaliar a existência ou não de defeitos nas pistolas, o que novamente não aconteceu", acrescenta a companhia.

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A Taurus esclarece que a decisão administrativa não produzirá efeitos imediatos, uma vez que está sujeita a recurso, com efeito suspensivo.

Mas, segundo a empresa, a suspensão do direito de contratar com a administração pública, se aplicada, deve ficar restrita à Polícia Militar paulista, não afetando contratações com outros órgãos e estados.

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